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sexta-feira, 17 de abril de 2015

O fim do ciclo do ódio

Editorial JP, 17 de abril

Paralelamente ao seu sonho de eternização no poder, Sarney viu surgir no Maranhão novas lideranças, com novos propósitos e, para azar dele, sem os ranços do radicalismo, que conseguiram se fazer ouvir pelo povo do Maranhão. Esses novos líderes, o governador Flávio Dino e o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, desbancaram as estruturas carcomidas de poder, com um discurso de renovação e honestidade corroborado pelas fichas limpas de suas atuações políticas na Câmara Federal.
Esse discurso invadiu as redes sociais e confinou ideologicamente o mar de lama das propinas,  superfaturamentos e obras fantasmas institucionalizado no Maranhão. Como mostram as últimas notícias, fosse no Detran, fosse na Secretaria de Meio Ambiente, na Emap, na Secretaria de Educação, na Secretaria de Fazenda, o dinheiro público, engolido a suculentas garfadas, descia goela abaixo de um coletivo de mafiosos muito próximos ao poder.
E São Luís, a capital do Estado, pagava o preço mais alto do ódio político dos poderosos oligarcas, por não aceitar o nível bárbaro de corrupção no Estado e, reiteradamente, deixar isso bem claro a cada eleição. Tudo o que puderam fizeram contra São Luís, inclusive impedir construção de hospital.
Edivaldo Holanda Júnior se elegeu prefeito de São Luís e, em seguida, Flávio Dino se elegeu governador. Era o fim da corrupção, das mutretas, das comissões, das propinas, das maracutaias, do toma lá dá cá infernal que deste fizeram o povo mais pobre do país. Edivaldo Holanda Júnior acabou ganhando um prêmio nacional de transparência pela honestidade de sua gestão; Roseana Sarney se mandou para os States, de onde recebeu a notícia de que está seria investigada pelo STF por participação no escândalo da Petrobrás.
São Luís pagou um preço muito alto. O governo Roseana tomava todos os meses da cidade 70 milhões mensais desde a gestão de João Castelo. Nenhum dos muitos pedidos de parceria feitos pelo prefeito Edivaldo à então governadora foi aceito ou sequer considerado. A capital do Maranhão se tornou a única do país a jamais receber qualquer ajuda do governo do Estado para resolver seus graves problemas de infraestrutura, como o da historicamente sacrificada malha viária.

Mas o ciclo do ódio a São Luís acabou. Ontem, os dois novos líderes, o prefeito e o governador, assinaram um primeiro convênio, da ordem de R$ 20 milhões para asfaltamento de 296 ruas de São Luís, a primeira parceria institucional entre o estado e a cidade desde que, sustentados nos horrores da ditadura, os Sarney se aboletaram no poder. 

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