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sábado, 11 de abril de 2015

Opção pelos pobres

Editorial JP,11 de abril
Os ventos mudaram de direção com a ascensão de um novo governo, de mentalidade socialista e disposto a sedimentar no Maranhão uma era de justiça social. O olhar do governo não está mais exclusivamente, como ocorreu durante quase meio século de domínio sarnesista, sobre as mansões de platina da orla marítima, sobre o oportunismo das obras superfaturadas, sobre os lucros dos grandes empresários, amigos do peito, parceiros de orgia financeira, financiadores de propinas completamente desinteressados pelo desenvolvimento do Maranhão.
O governo olha para os pobres e provoca urticária nos “amigos do peito”, aqueles de mãos grandes desaparafusando os cofres públicos. E a coceira sangrou num editorial sumamente preconceituoso da edição de ontem do jornal “O Estado do Maranhão”, no qual tratam o povo pobre de massa de manobra ou de estúpidos, visualizando neles uma gente mais fácil de ser convencida e manipulada. Se fossem estúpidos, teriam eleito Edinho Lobão e não Flávio Dino.
O colunista do EMA, Pergentino Holanda, espirrou de preconceito porque lhe era inadmissível um governador sentado ao lado do motorista e não liturgicamente acomodado no banco de trás do carro. Sem surpresas, a editoria do jornal O Estado quer um governador que, como Roseana, não fale com os pobres, não se refira a eles, não diga o que precisam ouvir nem o que querem saber. Querem um governador que se envergonhe de desfilar nas ruas ao lado de lavradores, motoristas, profissionais liberais, mas não se envergonhe de andar de braços dados com os paulos e roussefs da vida.
Só que não vai dá. Este é um governo de raiz socialista-cristã, modelo político e religião que abominam qualquer possibilidade de enriquecer com a fome alheia. Roseana fez, o quanto pode, o Mais IDH dos ricos, Flávio Dino se dedica, com raro desassombro, ao Mais IDH dos pobres. E só a opção pelos pobres pode conter o ritmo desatinado de empobrecimento que o modelo sarneisista implantou no Maranhão.
O equivocado editorial considera simbólicas as ações do governo Flávio Dino. Como se fosse simbólico acabar com a corrupção no Detran, com favorecimentos escusos no sistema penitenciário, com a agiotagem, com o desmantelamento do sistema educacional do Estado e dar início a ações emergentes em favor das vítimas da pobreza absoluta, quase a metade da população do Estado, compungida a comer as sobras de um desvario administrativo que durou tempo demais. Isso não é simbólico; é histórico para um povo até ontem fora do alcance da administração. Simbólica mesmo era aquela farra sucessiva de lagostas e champanhe num estado em que a grande maioria da população padecia de desnutrição funcional.

Mas que assim seja. Roseana fez a opção pelos ricos, Flávio Dino está fazendo a opção pelos pobres. Isso significa mais policiais nas ruas, seletivos e concursos públicos, professores pagos mais dignamente, investimentos em agricultura familiar e não em comunicação familiar. Significa Mais IDH, erradicação das escolas de taipa, benefícios adicionais ao Bolsa Família, criação de uma Secretaria da Agricultura Familiar, redução em todos os níveis das desigualdades sociais. Enfim, mais desenvolvimento humano e o fim do enriquecimento ilícito no Maranhão.

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