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sábado, 27 de junho de 2015

Um habeas corpus para a democracia

Editorial JP, 27 de junho

Por menos crível que seja, Platão e Aristóteles consideravam a democracia um sistema político perigoso e corrupto. Bom, não vamos discutir suas razões, mas deve haver alguma desavença de ordem psicológica com quem deseja o poder pelo poder, ou por ambição, sem sentir a necessária fissura de intervir na comunhão social e mudar, para melhor, a condição humana. De igual modo, valores subjetivos como justiça e liberdade são imanentes ao ser humano e devem, por isso mesmo, nortear a atividade política.
Alguém que se dedique a analisar o que aconteceu no Brasil nos últimos 20 anos chegará à mesma conclusão dos filósofos da Antiguidade Clássica. O país que havia passado por regimes de força, inclusive um cujo poder tinha origem unicamente nos fuzis, desembarcou, às custas, inclusive, do sacrifício de muitos homens movidos por utopias e ideologias, num regime democrático que permitiu o pluripartidarismo, a divergência de ideias e opções e devolveu a todos o direito de sonhar com justiça e liberdade.
Entre muitos, nasceu o Partido dos Trabalhadores e o povo sonhador se permitiu eleger um operário Presidente da República Federativa do Brasil.
A maioria das pessoas vê a democracia como o melhor regime de governo. Mas, no Brasil dos últimos 20 anos, a sede do poder pelo poder e mais o poder da corrupção passaram a contar uma nova História que nada mais teve a ver com libertação, dignidade, honestidade e, menos ainda, com Justiça. A República vazou e todo crime administrativo que não foi possível cometer sob o tacão do autoritarismo foi cometido sob a égide da democracia.
Ontem, a mídia inteira do país escrevia ou comentava sobre um habeas corpus preventivo impetrado por um tresloucado de Campinas para evitar a prisão do ex-presidente operário, o Lula. pelo crime de corrupção. E o que menos importa são as intenções para que isso acontecesse. Aconteceu e é uma facada nos sonhos e ilusões de todos os que, de uma forma ou de outra, lutaram pelo retorno da democracia e da liberdade ao Brasil.
Já disseram que se todos tivessem o que quisessem, na hora que quisessem, não haveria aquilo que chamamos de política. Santa ilação para um país que foi criminosamente assaltado nos últimos anos e que vive hoje o tormento de ter que se libertar mais uma vez. Terá que se libertar da democracia perigosa e corrupta, de objetivos e interesses que sarjaram a constituição cidadã de 1988, ao sacrifício de mentes e mãos que lutaram por honestidade e liberdade.

O tresloucado de Campinas, com seu habeas corpus preventivo, está nos dizendo que essa Nação foi desviada de seu eixo e de seu futuro e que já é hora de romper, em todos os níveis, com a cultura fascista da corrupção. Não é Lula, (nem Dilma) é a democracia que precisa de um habeas corpus, pois está sendo condenada injustamente por crimes que foram cometidos por corruptos e em nome unicamente dos sabores corrosivos da corrupção.

Um comentário:

  1. O que acontece com o Programa Projovem Urbano no Maranhão? Com o palavra o Governo do Estado.

    O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), na modalidade urbana, visa à formação integral do jovem entre 18 e 29 anos, que não concluiu o ensino fundamental, para inseri-lo no mercado de trabalho e possibilitar a ele o exercício da cidadania. Oferece um curso de duração de 18 meses, que é realizado presencialmente e a distância. Ao participar do programa, os alunos recebem uma bolsa mensal de R$ 100,00 (cem reais).

    No Maranhão, a implementação do Programa, que era visto como um sonho, virou pesadelo, pois os inúmeros profissionais que prestaram serviços para o Governo do Estado, pasmem, não foram pagos.

    Mas como todo pesadelo se finda com o despertar do alvorecer, o mesmo se pensou que iria acontecer dada a mudança de governo, ocorrida em primeiro de janeiro de 2015. A partir dali, nascia uma esperança no coração de cada trabalhador, pois puderam contemplar a ascensão de seus defensores de outrora aos “tronos” de seus algozes do passado.

    Quem não lembra dos discursos acalorados no parlamento maranhense, cobrando uma posição da então Governadora Roseana Sarney e de seu Secretariado? Será que a mudança mudou?

    Governador, faça a verdadeira mudança e pague os professores do Programa Projovem Urbano, que estão com seus salários vencidos desde 2010. Processo n° 0000490/2012-CC – Casa Civil.


    Júlio França
    Professor do Projovem Urbano no Maranhão .

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