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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Caminhos da violência

Editorial JP, 4 de agosto

Já faz algum tempo que sociólogos identificaram no êxodo rural uma das principais causas do aumento da violência nas grandes cidades brasileiras. Legiões e mais legiões de homens do campo, quase sempre analfabetos, foram escorraçadas da terra e atiradas nas grandes cidades, junto com suas famílias, sem as mínimas condições sequer de disputar espaço nas assustadoras metrópoles ocupadas por “especialistas” e doutores.
E foram viver nas ruas, debaixo das pontes, em palhoças e palafitas, perdendo até mesmo o desconforto do sol e o conforto da lua. Sem trabalho, sem dinheiro e sem chão para plantar, ou iludidos por promessas de uma vida melhor, deram de cara com a mais terrível de todas as dores: a fome. E o Maranhão se tornaria, em poucos anos, campeão de trabalho escravo e pobreza absoluta.
E foi esse, de fato, um dos caminhos para a explosão da violência nas grandes cidades e capitais, pois muito dessa gente acabou envolvida com o crime. Uma lei de terras editada ainda no governo Sarney, trouxe para o Maranhão grandes empresas agropecuárias, grileiros, latifundiários e subsidiou culturas devastadoras como as da soja e do eucalipto. No Maranhão e em São Luís, muita gente foi tocada a ferro e fogo de suas choupanas, por guardas pretorianas e pela própria polícia, por jagunços e pistoleiros protegidos de alguma forma pela impunidade. São Luís acabaria inscrita nos organismos internacionais entre as 15 cidades mais violentas do mundo.
Lemos, agora, que nesse Estado a violência se reduz, cai o número de homicídios, findaram-se as decapitações e diminuiu consideravelmente o número de fugas nas penitenciárias. E isso acontece porque se fundou aqui uma nova mentalidade política, de cuja preocupação social não se pode mais duvidar.
A gênese da violência em São Luís e no Maranhão tem fulcro também na crise de autoridade, posto que as principais autoridades do Estado até o ano de 2014 tiveram seus nomes envolvidos em corrupção e o combalido Maranhão não saía das páginas policiais do país. Era a melhor situação para o surgimento de facções criminosas, grupos racistas, supremacistas que se organizaram ao arrepio das leis porque levados a crer que também tinham direito à impunidade.
Essa gente, atormentada por um poder exercido aos pontapés e sem planejamento, mal podia compreender a origem de tanta pobreza e tanta miséria; um poder exercido sem qualquer filosofia de atendimento e proteção das classes menos favorecidas. Em 7 meses do governo Flávio Dino a violência entra em curva descendente, conforme deu conta com as “Notícias Alvissareiras”, o Jornal Pequeno, no Informe JP.
De fato, a pauta da corrupção e da violência foi substituída por uma pauta de esperanças e realizações. Além do que o governador Flávio Dino protagoniza, entre os demais governadores, a cena política nacional, liderando a defesa da governabilidade, da estabilidade política e institucional no Brasil.

É muito diferente de ter a governadora e senadores e filhos de senadores e secretários e filhos de secretários protagonizando o noticiário policial do país.

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