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sábado, 26 de setembro de 2015

João Abreu confirma que tinha encontro com Youssef no dia da prisão do doleiro


João Abreu no momento da prisão, na tarde de sexta-feira: Ex-secretário de
Roseana afirma que receberia Alberto Youssef em seu gabinete no Palácio dos Leões.
O empresário João Guilherme Abreu informou que teria um encontro com Alberto Youssef nas dependências do Palácio dos Leões, no dia 17 de março de 2014, data em que o doleiro foi preso pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Lava Jato, no Hotel Luzeiros, em São Luís.
A informação foi confirmada em depoimento à Polícia Civil do Maranhão, que investiga, a pedido do Supremo Tribunal Federal, o suposto repasse de propina ao governo Roseana Sarney para adiantar o pagamento de um precatório de R$ 113 milhões à Constran.
Em um trecho do depoimento obtido pelo blog, João Abreu relata o ocorrido na manhã da prisão de Youssef. Por volta das 11 da manhã, o ex-auxiliar de Roseana narra que encontrou o corretor Marco Antônio Ziegert em seu gabinete da Casa Civil. Ao recebê-lo, ele questionou imediatamente a ausência do doleiro, pois o mesmo também participaria da reunião.
“Quando Marco entrou na sua sala, o interrogado (João Abreu) questionou por Alberto (Youssef) e outro, que quando Marco (Ziegert) responde que não sabe, achando que Alberto poderia ter tido problemas de saúde, Marco diz que vai aguardar mais um pouco e continua insistindo nas ligações para Alberto, que até então estava com o celular fora de área”, descreve no depoimento.
Depois de aguardar um pouco, Abreu garante que foi até o gabinete de Roseana Sarney para despachar sobre “outros assuntos”. “Quando retornou, passou por Marco e o mesmo lhe mostrou uma reportagem do site UOL que narra a prisão de Alberto Youssef”.
Nesse instante, o ex-secretário parece ficar atordoado e argumenta que não teria mais condições de levar a reunião adiante. “Então Marco abriu uma pequena mochila com roda, onde havia vários documentos, muitos deles fornecidos por Alberto (…) Marco deixa a mala na Casa Civil e diz que irá procurar Alberto Youssef e retornará, mas não voltou”, relatou Abreu aos investigadores.

A mochila em questão seria a mesma despachada por Youssef minutos antes de sua prisão. Dentro dela, segundo depoimento do próprio doleiro à Polícia Federal, havia uma remessa de R$ 1,4 milhão em propina para ser entregue por Marco Ziegert a João Guilherme Abreu.

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