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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Fernando Sarney terá que passar por 'testes de integridade', diz Fifa



Nesta quinta-feira, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, renunciou ao seu cargo no Comitê Executivo da Fifa. Para seu lugar, o cartola indicou Fernando Sarney, vice-presidente da CBF e filho do ex-presidente da República José Sarney (1985-1990) e aprovado por unanimidade pelos outros membros da Conmebol. No entanto, segundo informou a Fifa ao ESPN.com.br, Fernando terá que passar por "testes de integridade" antes de assumir o posto, que vale um salário anual de US$ 200 mil (R$ 760 mil).
Em comunicado enviado à reportagem, a entidade máxima do futebol disse que ainda não recebeu pedido formal para que Fernando Sarney integre o Comitê Executivo, mas comunicou que, para que ele seja aceito, terá que se encaixar nas novas diretrizes do Comitê de Reforma da Fifa, lançadas em 20 de outubro deste ano e que visam acabar com a corrupção na organização, principalmente após o estouro do escândalo Fifagate, em maio, que terminou na prisão de diversos dirigentes, entre eles José Maria Marin, ex-mandatário da CBF (que segue preso em domicílio, em Nova York, nos EUA).

"Sobre informações pessoais nos termos de elegibilidade para o Comitê Executivo, o Comitê de Reforma da Fifa propôs em suas recomendações preliminares que 'todos os candidatos devem ser submetidos a checagens de eligibilidade (incluindo testes de integridade) conduzidos pela Fifa", escreveu um porta-voz.
"O Comitê de Reforma irá submeter as últimas séries de reformas propostas ao Comitê Executivo nas próximas reuniões do órgão, em 2 e 3 de dezembro de 2015. As propostas finais serão submetidas ao Congresso da Fifa para serem referendadas no Congresso Extraordinário da Fifa, em fevereiro de 2016", completou.
Sarney já foi protagonista de muitas polêmicas. Ele foi um dos investigados pela Polícia Federal na "Operação Faktor" (depois "Operação Boi Barrica"), que levantou suspeitas de ilegalidades em movimentações financeiras feitas por empresas de sua família na campanha eleitoral de 2006, no Maranhão.
Já em 2009, o empresário conseguiu, por meio da Justiça, proibir o jornal O Estado de S. Paulo de publicar notícias sobre a "Operação Faktor", já que o diário teria tornado públicas conversas telefônicas com "diálogos íntimos" feitos por Fernando e membros da família Sarney.
No ano seguinte, o Governo da Suíça, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo na época, bloqueou uma conta com US$ 13 milhões controlada por Fernando Sarney, alegando que o dinheiro não foi declarado à Receita Federal.
Formado em Engenharia Civil pela USP (Universidade de São Paulo), o empresário Fernando Sarney é filho do ex-presidente da República José Sarney e irmão da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Ele é proprietário do Sistema Mirante de Comunicação, um conglomerado de emissoras de rádio e televisão do Estado.

Fernando está há quase duas décadas na CBF - chegou em 1998 como Diretor de Relações Governamentais e assumiu como vice-presidente da Região Norte dois anos atrás, sendo reeleito junto com Del Nero em 2014.

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