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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Emoções na rota do desenvolvimento

Editorial JP, 28 de janeiro
Símbolos estereotipados de pobreza e atraso econômico e que inspiraram algumas das mais belas páginas da literatura e do cancioneiro nacionais (Triste partida, Patativa do Assaré; Vidas Secas, Graciliano Ramos, por exemplo) nos estados do Maranhão, Ceará e Piauí desembocam, como rios correndo para o Atlântico, algumas das mais fortes emoções culturais do Brasil. Esses estuários de belezas e pobrezas indizíveis estão agora, no dizer do governador Flávio Dino, “na vanguarda do pensamento brasileiro de modernização e transformação nessa hora de dificuldades no país”.
Reinauguram a “Rota das Emoções”, na ideia do governador do Piauí, Wellington Dias, uma hora de “reestruturar destinos”, com todas as implicações que a expressão possa ter; no pensamento do governador do Ceará, Camilo Santana, a oportunidade de qualificação da mão de obra e de cuidar da “infraestrutura de nossos destinos”, até aqui solapados pelas desigualdades regionais.
Uma rota de emoções que incluirá esculturas extasiantes da natureza, como os Lençóis Maranhenses, para muitos a oitava maravilha do mundo, mas que o mundo, por ausência de uma rota emocional, muito pouco viu. Uma rota de emoções capaz de abrir ao meio o Delta do Parnaíba, o Delta das Américas e misturar, no mesmo tonel de sentimentos, todas as praias agarradas do litoral norte do Ceará.
Um caminho irresistível aos olhos e à memória que, no confronto com as águas de março, logo chegará à ITB Berlim, maior feira de turismo de aventuras do mundo.
A ideia de juntar emoção e sonho de desenvolvimento, através da unidade de três estados do sacrificado Nordeste brasileiro, redescobrindo a poderosa indústria do turismo, é como por energia em movimento; energia de quem precisa crescer dentro da crise, fugir da crise, para melhorar o ambiente humano, salvaguardar condições de vida, reescrever modelos político-econômicos capazes de vencer desigualdades sociais.
E, se apalavra chave é destino, que bem melhor sejam os destinos do Piauí, do Ceará e do Maranhão, pois “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só; sonho que se sonha junto é realidade”. Realidades que recebem o apoio da Embratur e do Ministério do Turismo. Realidades de Barreirinhas, Paulino Neves, Araioses, Tutoia e Santo Amaro; de Ilha Grande, Parnaíba, Luís Correia, Cajueiro da Prata; de Barroquinha,  Camocin, Chaval e Jijoca de Jericoacara. Uma espiral turística e cultural inesgotável, uma oportunidade econômica imprescindível na transformação de realidades tão velhas.

Sem dúvida nenhuma, vai ser emocionante trilhar pela Rota das Emoções.

Um comentário:

  1. Essa uma boa oportunidade de crescimento dos estados para o turismo, que mais temos que vê a ecoturismo

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