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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Força policial

Editorial JP, 20 de janeiro
Só não ouviu quem não quis, mas o governador Flávio Dino, após reiterar sua “total confiança no trabalho realizado pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela”, declarou: “Nada será mais importante neste primeiro semestre de 2016 que a segurança pública”. Intui-se, dessa afirmação e de ações coordenadas do Governo, a disposição de recolocar, no coração da sociedade, a imprescindível sensação de segurança de que falava o próprio governador durante a solenidade de entrega, na manhã de ontem, do primeiro lote de 300 novas viaturas que, até abril, reforçarão o sistema de segurança no Estado.
Os indicadores dessa decisão de Governo são inconfundíveis. Além da incorporação de mais 1.500 policiais militares e civis às tropas, a polícia que emerge de 2015 para 2016 surge melhor treinada e reaparelhada com equipamentos modernos para deflagrar a tão esperada guerra ao crime. Um exemplo é a formatura da  Turma do Cosar – Curso de Sobrevivência na Área Rural, no propósito de enfrentar os bandos que, em cidades do interior, assaltam bancos, explodem caixas eletrônicos e fogem para as matas. São homens treinados em sobrevivência e enfrentamentos na selva, no manuseio de armamento mais pesado, como fuzis de precisão 762, pistolas .40. Policiais que atuam munidos de capacetes, escudos à prova de balas e outros instrumentos de proteção.
Outros sinais dessa determinação são os 13 pontos estratégicos definidos, de policiamento 24 horas por dia, na região metropolitana de São Luís, anunciados na solenidade pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela. Um tipo de ação que, agora, se tornou possível com o aumento dos efetivos das polícias, a aquisição de novas viaturas e o reequipamento policial. Acresça-se a esses impulsos de início de ano, conquistas contabilizadas em 2015 como a redução de 12 % no número de homicídios, o aumento nas apreensões de armas e drogas, as estratégias de combate ao crime traçadas pela Secretaria de Segurança Pública e outros elementos indicativos da redução da criminalidade.
Não se trata, naturalmente, de impor alguma espécie de Lei de Talião, mas de restringir o poder dos delinquentes de ofender e ameaçar a sociedade, de compeli-los a não reincidir no crime, sob o império da lei, conforme o pragmatismo de Jeremy Bentham.

As polícias precisam estar aptas a prevenir o crime, assim como a prevenir vinganças privadas. Como disse o governador, não podemos nos acostumar à ideia de que é normal um índice de 60 mil homicídios por ano ocorrentes no Brasil. 

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