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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Paz no carnaval

Editorial JP, 13 de fevereiro
No correr da festa, até mesmo a TV Mirante teve que se render ao planejamento estratégico do governo, através da Secretaria de Segurança Pública, para o carnaval 2016. Planejamento que garantiu tranquilidade e segurança aos foliões maranhenses. Ao entrevistar turistas, ao vivo naturalmente, na capital e no interior, os repórteres foram alcançados por declarações que principalmente destacavam o nível de segurança de um carnaval que, no passado, quase nunca foi assim. Mesmo sites e blogs umbilicalmente ligados à política sarneisista, sem outra saída, tiveram de reconhecer que este ano não foi igual àqueles que passaram.
Menos homicídios, menos violência, a polícia estrategicamente vigilante nos circuitos do carnaval e em áreas historicamente conflagradas pelo crime e as facções criminosas sitiadas nos guetos de sua formação. E esta, certamente, não foi uma atuação de origem meramente momesca. Foi assim por conta de investimentos que transformaram uma polícia até então desaparelhada, desestimulada e muito mal paga, com a incorporação de 1.500 novos policiais, cursos, qualificação, reajustes salariais, treinamentos, novas viaturas e armamentos, mobilidade.
Aliás, no correr do ano de 2015 e no mês de janeiro de 2016, foram tantas as quadrilhas de assaltantes de bancos presas e desmobilizadas, tantas as bocas de fumo estouradas e tamanho o volume de drogas apreendido que era essa, inevitavelmente, a tendência com que se chegaria ao mês de fevereiro. Sem registros de tumultos, sem o enfrentamento público de gangues e organizações criminosas, arrastões e os latrocínios a que nos acostumamos em outros carnavais.
A tarefa de mudar a linha ascendente da criminalidade e da violência no Maranhão, depois de tudo o que vimos acontecer nos anos de 2013 e 2014, foi uma tarefa de gigantes. Exigiu vontade política, investimentos, determinação e trabalho, muito trabalho. Divisa-se, então, diante de fatos e estatísticas – e contra fatos não há argumentos – que é possível fazer, que há e está sendo trilhado o caminho da redução da criminalidade no Estado.
Mas sobram à evidência os efeitos impositivos desse planejamento estratégico: Desde a integração das polícias, desde a criação dos cinco circuitos da folia com conhecimento prévio das forças policiais, desde o esquema de vistorias nos automóveis e transportes públicos, desde a vigilância sistemática nas áreas de maior incidência de crimes e nas entradas e saídas de São Luís, evitando a passagem de drogas e armas de fogo.

Assim, os turistas, como os maranhenses, se sentiram à vontade para dizer, mesmo para aqueles que não suportaram ouvir, que, mais que em suas próprias terras, se sentiram seguros brincando o carnaval de 2016 em cidades do Maranhão. 

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