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terça-feira, 12 de abril de 2016

Cobraram 5 milhões para empreiteiros não depor na CPI da Petrobras e agora estão na cadeia

Adriana Justi Do G1 PR

Ex-senador Gim Argello (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A Polícia Federal (PF) cumpre a 28ª fase da Operação Lava Jato desde a madrugada desta terça-feira (12) em São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga (DF) e Brasília. A ação foi batizada de "Vitória de Pirro" e cumpre 22 mandados judiciais.
Do total de ordens, duas são de prisão temporária, uma de prisão preventiava, 14 de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Inicialmente a PF havia informado que seriam cumpridos 4 mandados de condução corcitiva. A informação foi corrigida às 8h.
Um dos mandados de busca e apreensão mira a sede da empreiteira OAS, em São Paulo.
O preso com mandado preventivo é o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). O nome dele apareceu na delação do senador Delcídio do Amaral. Segundo Delcídio, Gim e outros parlamentares cobravam dinheiro de empreiteiros investigados na Lava Jato para que eles não fossem chamados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
O filho dele, Jorge Argello Júnior, também foi alvo de um mandado de condução coercitiva, segundo a PF. Os demais alvos de conduções são contra: Roberto Zardi Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Marcos Paulo Ramalho.
Os mandados de prisão temporária são contra pessoas ligadas a Gim Argello, segundo a PF, mas os nomes ainda não foram divulgados.
A PF também disse que há indícios concretos de que Gim, que foi integrante da CPI, instaurada no Senado Federal, e vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instaurada no Congresso Nacional, em 2014, tentou evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento, mediante a cobrança de pagamentos indevidos disfarçados de doações eleitorais oficiais em favor dos partidos de sua base de sustentação.
O ex-diretor financeiro da UTC Engenharia Walmir Pinheiro Santana, um dos delatores do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, relatou em depoimento à Procuradoria Geral da República um suposto acordo firmado em 2014 entre o dono da empresa, Ricardo Pessoa, e o ex-senador Gim Argello.
Pelo acordo, Pessoa não seria chamado a depor na CPI mista da Petrobras, que à época tinha Argello como vice-presidente, e, em contrapartida, o empresário repassaria recursos a pessoas indicadas pelo então senador.
Ainda de acordo com a delação de Walmir Pinheiro, a UTC repassou R$ 5 milhões a quatro partidos a pedido de Argello. O acordo, segundo o delator, seria "um tipo de blindagem" a Ricardo Pessoa.

(Leia mais em Globo.com).

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