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domingo, 12 de junho de 2016

Estado Islâmico assume autoria do ataque em Orlando

Fotos do perfil de Omar Mateen 
O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, na sigla em inglês) assumiu a autoria do massacre de Orlando, com 50 mortos e 53 feridos, por meio de dois comunicados, escritos em árabe e em inglês, divulgados por meio das redes sociais da agência de informações Amaq, que funciona na sua órbita. Tradicionalmente, e por motivos religiosos, os radicais islâmicos intensificam seus ataques no mês do Ramadã, que dura até 6 de julho. Segundo o comunicado em inglês: “Fontes da Agência Amaq: o ataque contra um clube de homossexuais em Orlando, Flórida, que deixou mais de 100 mortos e feridos, foi executado por um soldado do Estado Islâmico”. O comunicado em árabe seguiu a mesma linha.
O Estado Islâmico geralmente reivindica a autoria de atentados executados no ocidente com certa rapidez, inclusive os que são realizados por lobos solitários, pessoas que operam por iniciativa própria, sem coordenação com nenhuma célula, mas inspiradas pela ideologia jihadista desse grupo que controla partes da Síria e do Iraque.
suposto autor do massacre, Omar Mateen, americano de 29 anos, ligou para o número de emergência 911, antes de começar o ataque ao clube, e proclamou sua afiliação ao ISIS, segundo fontes policiais citadas pela imprensa local americana, como a emissora de televisão NBC. A chamada foi gravada e está sendo analisada pelos agentes que tocam a investigação.
No entanto, quando o ISIS emitiu seu boletim diário, poucas horas depois do massacre, mencionava todas as suas atividades neste 12 de junho, mas não falou nada sobre o massacre de Orlando. Ainda assim, desde 2014, os líderes desse grupo terrorista deram permissão a qualquer pessoa para a execução de atentados terroristas em seu nome, sem necessidade de pedir permissão. Por isso, ratificou o apoio posteriormente, por meio da agência Amaq.

O caso de Mateen é similar ao do autor do massacre de San Bernardino, Syed Farook, que ano passado matou 14 pessoas. No mesmo dia dos assassinatos, ele publicou uma mensagem no Facebook em que proclamava sua lealdade ao Estado Islâmico.

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