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terça-feira, 19 de julho de 2016

Canal do YouTube leva polícia a investigar 1,2 mil brasileiros por tráfico



Como germinar sementes, saber se uma planta é macho ou fêmea e dicas para cultivar maconha no quintal de casa. O professor de tecnologia da informação e segurança eletrônica Sérgio Delvair da Costa, o THC Procê, de 52 anos, passava o dia respondendo a perguntas e publicando vídeos sobre cultivo de cannabis em seu canal no YouTube.
Isso ocorreu durante ao menos dois anos até a polícia invadir a casa dele, em Brasília, e prendê-lo em junho deste ano com 120 pés de maconha. Ele foi indiciado sob suspeita de tráfico de drogas e pode ser condenado a até 20 anos de prisão em regime fechado – incluindo agravantes. Até então, ele tinha apenas uma passagem por uso de entorpecente.
Mas além de incentivar o plantio de maconha, THC Procê usava seu canal no YouTube para atrair pessoas para a cooperativa que ele mesmo criou para distribuir sementes da erva. A intenção dele, segundo dizia nos vídeos, era a de que mais pessoas plantassem para evitar comprar “maconha com cocô” e combater o tráfico de drogas. Mas a sua prisão também fez com que parte de seus seguidores entrassem na mira da polícia.

Segundo o delegado Francisco Antonio da Silva, titular da 20ª DP (Gama), as 1,2 mil pessoas que faziam parte da rede de distribuição de sementes criada por THC Procê serão investigadas.  (Da BBC Brasil, em São Paulo)

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