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domingo, 17 de julho de 2016

LINGUARUDO



A ENTREVISTA DE ROBERTO ROCHA
Meninos, eu li! Em entrevista de quase uma página no jornal O Estado do Maranhão, (é só para correligionários) o senador Roberto Racha (digo, Rocha) disse, entre outras pérolas do realismo fantástico, que a ida do PSB para o PDT não está condicionada à indicação do vice. Disse mais, que nunca conversou com Eliziane Gama sobre aliança com o PSB. Eu juro que li!
Bom, se ele não quer mais condicionar o filho de vice, bota o deputado Bira do Pindaré e acaba logo com essa novela. Mas ele disse também que não é candidato a governador em 2018. E sabem o que é pior: eu acreeeedddditeeeei!

A FESTA DA BARRIGADA
Quando todos já falavam daquela barrigada, “a cagada do século”, segundo seus difusivos mentores intelectuais, “desova de sarrabulho com cachaça”, conforme os mais bem avaliados pinguços da Praia Grande, a sarneisada imponente resolveu comemorar a “Caça ao Secretário Marcelo Coelho”, que nunca aconteceu, ou o que juravam ser o primeiro caso de corrupção no Governo Flávio Dino, o que também nunca houve.
Com lagostas da Turquia, champagne de Nice, na França e mocotó importado diretamente dos racistas dos EUA, a festa prometia prêmios aos primeiros que conseguissem emplacar a reportagem no New York Times, Washington Post, Liberacion ou El País. Aos “correspondentes” que lograssem divulgar a matéria no Jornal Nacional, Band News e Jornal da Record, prêmios muito especiais: 10 % do valor encontrado no escritório da Lunus, 15 % dos repasses feitos por Sarney Filho para fazer cheirar a Lagoa da Jansen e 1,5 % de todo o montante de recursos que Sérgio Machado já transferiu às escondidas para figurões do Maranhão. Sem contar o prêmio de consolação: uma pontinha das maletas de Alberto Youssef no Hotel Luzeiros.
Os mais reluzentes convidados valsavam com os anfitriões na medida exata de seus dramas pessoais. José Reinaldo Tavares dançava com Roseana, ao som do chachado “Eu fui preso seu moço, eu fui preso”, Roberto Rocha Júnior se esgoelava cantando “Pai, você foi meu herói, meu bandido”, lançando  olhares furiosos na direção do presidente do PT, Raimundo Monteiro”; Eliziane Gama, de salto alto, naturalmente, trocava passos com Ricardo Murad ao som do samba “Não sei se eu vou, não sei se fico, se eu fico aqui ou se eu fico lá”.
Felizes, do outro lado do salão, José Sarney e Edison Lobão cantarolavam árias da La Traviata, folheando, disfarçadamente, o libreto de Giuseppe Verdi e sonhando com a volta de Eduardo Cunha ao poder na Câmara Federal. Antes de Renan cair no Senado.
Quando Wellington do Curso entrou mostrando as credenciais do SNI e se dizendo da base do atual governo, Sarney mudou de tom e tascou o rock brabo: “Se te agarro com outro te mato, te mando algumas flores e depois escapo”!
A festa só terminou quando alguém trouxe a notícia de que um delegado federal acabava de desmentir qualquer envolvimento de Marcelo Coelho com a organização criminosa e que, como sempre, não havia nem sinal de corrupção no governo Flávio Dino. Mas foi só ouvirem a expressão delegado federal misturada ao vocábulo corrupção e todos os anfitriões saíram correndo da festa.
Os convidados dançaram sozinhos.

TUMORES E PRISÕES
Só foram precisos cinco dias para que todos os presos da Operação Liliput, da Polícia Federal, tivessem a prisão temporária convertida em prisão domiciliar, conforme noticiou o Jornal Pequeno. O empresário Antônio Barbosa de Alencar, da Dimensão Engenharia, foi o primeiro. Seus advogados juntaram documentos que noticiam ser o empresário portador de uma “neoplasia maligna de próstata”. É claro que um tumor com um nome tão imponente confere regalias especiais ao paciente, mas já pensaram se todo preso pobre, com câncer brabo, barriga d’água, cancro duro, doença venérea, fosse cumprir prisão domiciliar? Seria o fim da superlotação carcerária no Brasil.   

SE O BARBOSA ABRIR A BOCA
Foi-se o tempo em que tornozelo era apenas uma coisa para moças casadouras torcerem nas presenças dos pretendentes. Hoje é uma protuberância óssea importantíssima no mundo do crime. E era ele, o tornozelo, na rádio peão na semana passada, logo após a prisão do Barbosa, da Dimensão Engenharia.
Disseram logo que se esse homem abrir a boca metade da classe política do Maranhão vai parar no xilindró. Junto, claro, com algumas proeminentes figuras do high soçaite. O que acendeu o tino comercial de um amigo que me veio propor sociedade na fundação de uma indústria de tornozeleiras.
O cara fez uma exposição digna de qualquer empresário de sucesso. Projetou o número de delações possíveis, a importância de cada delatado, o número de recursos judiciais plausíveis, o peso dos escritórios de advocacia contratáveis, o marketing comercial das prisões na imprensa, para concluir que Barbosa era o  grande insumo, a base econômica da primeira indústria de tornozeleiras do Maranhão.
Por enquanto, tudo indica que suas projeções comerciais estão no rumo certo. O próprio Barbosa, junto com seus cúmplices, já está em casa usando um desses artefatos nos tornozelos. Na visão futurista do meu amigo, é só esperar ele abrir a boca e iniciar a produção.

O PADRE, O CAMPO E A FLORESTA
O governador Flávio Dino inaugurou em Imperatriz uma rodovia chamada Padre Josimo. Na mesma semana em que uma operação conjunta da Polícia Federal, Ibama e Ministério Público atingiu um terrível esquema criminoso de devastação florestal no Maranhão. Eu fui um dos repórteres a cobrir o assassinato do padre Josimo, numa época de muita violência e pistolagem nesse Estado. Ele foi uma entre as muitas vítimas dessa violência, na luta contra a grilagem e pela paz no campo. Uma mais que justa homenagem.

A MALDIÇÃO DAS MADEIREIRAS
A violência maior hoje é das madeireiras. Dados do IBGE do ano de 2011 já apresentavam o Maranhão como o estado com desmatamento mais acelerado no país. A essas alturas, só restavam 31 % da floresta densa e inacreditáveis 0,09 % do  babaçual. O cerrado já estava 25 % reduzido e qualquer estudo que considerasse apenas a Amazônia Legal mostrava o Maranhão como o estado com maior área devastada no país.

ANTES QUE O MARANHÃO VIRE CARVÃO
Na verdade, a soja ocupou a área de cerrado no topo das chapadas, onde estão as nascentes dos principais rios do Maranhão – Parnaíba, Mearim e Itapecuru. E isso enseja danos ambientais irreparáveis.
Essas florestas estão simplesmente sendo queimadas. O município de Grajau, por exemplo, destacou-se em 2011 como o maior produtor de carvão do Brasil e pelo menos 5 municípios maranhenses constavam da lista dos 20 maiores produtores de carvão do país.
A operação Hymenaea, portanto, foi muito bem vinda ao promover a suspensão da certificação de 44 empresas madeireiras que atuavam no Estado. É um esforço policial a que deve se juntar também o governo do Estado.
Antes que o Maranhão vire carvão.

MANCHETÁRIO
O ocaso de Lula: desprestígio, abandono e suspeitas (John Cutrim)
É o mesmo de todos os brasileiros. Desprestígio, abandono e suspeitas. Suspeitas de Dengue, Zika e Chicungunha.
Maranhão tem mais de 200 desaparecidos (O Estado do Maranhão)
Inclusive Sarney e Lobão depois da divulgação das gravações de Sérgio Machado.
Parlamentares maranhenses voltam a vistoriar a BR 135 (O Estado do Maranhão)
Eles não cansam? Já são quatro anos de vistorias.
Preso empresário dono da Dimensão Engenharia (Geral)
Estão dizendo que se ele abrir a boca metade da classe política do Maranhão vai parar na cadeia.
Tiquira maranhense nas Olimpíadas (O imparcial)
Deve ser para dar cãibra nos adversários da seleção brasileira de futebol. Só assim a gente ganha.
Wellington apresenta projeto para criar Programa Saúde do Idoso (Caio Hostílio)
Um belo esforço para ser ouvido durante a campanha.
São Luís é a terceira cidade mais violenta do Brasil (Caio Hostílio)
Deve ser pesquisa da Escutec,
Para 52 % dos brasileiros Temer deve ficar (Djalma Rodrigues)
Em casa, senhores, em casa.
32 % pedem a volta de Dilma (Djalma Rodrigues)
Ao movimento estudantil, senhores.
Waldir Maranhão queria mais CPI (John Cutrim)
Que tal uma para a Uema e outra para o TCE?
Governo inaugura primeira escola de couros industriais do estado (Gilberto Lima)
Agora mesmo é que vão tirar o couro da gente.
Agora vai: jogos de azar serão liberados no Brasil (Luís Cardoso)
Os jogos, porque o azar já foi liberado há muito tempo.
João Alberto quer distância dos candidatos da cooperativa Flávio Dino (Luís Cardoso)
E o eleitor do Maranhão inteiro quer distância dos candidatos de Sarney e João Alberto.
Eliziane ovacionada em feira da Liberdade (Marco D’eça)

Corretíssimo. A feira é o lugar onde se encontra ovos com mais facilidade.

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