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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Acusado de isentar 190 empresas de impostos, Trinchão é nomeado no governo Temer

A isenção fiscal representou um prejuízo de R$ 410 milhões aos cofres públicos do Maranhão durante o governo Roseana Sarney
Por Natasha Olenka – Jornal Pequeno.

O ex-secretário de Fazenda Cláudio Trinchão dos Santos ganhou um cargo no governo federal. Ele foi apontado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão como um dos responsáveis por uma isenção fiscal ilegal de R$ 410 milhões aos cofres do Estado.
Nomeado dia 14 de julho como assessor especial do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD). Trinchão receberá um salário de R$ 11,2 mil por mês. Ele é aliado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e presidente do diretório estadual do PSD (partido de Kassab) no Maranhão.
Durante o período em que o estado foi governado por Roseana, Carlos Trinchão foi secretário de Fazenda do Maranhão. No ano de 2014, deixou o cargo para disputar uma vaga de deputado federal, mas não conseguiu se eleger.
Em junho do ano passado, foi nomeado diretor de programa da Secretaria Executiva do Ministério das Cidades, também sob comando de Kassab. Permaneceu no cargo até 1º de junho de 2016, quando pediu demissão. Um mês e meio depois, ele foi nomeado como assessor especial de Kassab.
Em junho deste ano, o MP-MA ingressou com uma ação civil pública contra Trinchão e seu sucessor, Akio Valente Wakiyama. A ação foi enviada à Justiça do Maranhão, mas ainda não houve pronunciamento sobre se irá aceitá-la ou não.
A investigação conduzida pelo Ministério Público maranhense apura a concessão de benefícios fiscais a um conjunto de pelo menos 190 empresas que atuam no Estado.
De acordo com o MP, a soma dos benefícios concedidos por Trinchão e Valente é de aproximadamente R$ 410 milhões. Este é o valor que o Estado deixaria de receber de impostos.
A falta de publicidade em relação à concessão dos benefícios é apontada pelos promotores como a principal ilegalidade. Em alguns casos, segundo a investigação, os benefícios sequer constavam no banco de dados da Secretaria de Fazenda do Maranhão.

O MP requisitou bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade dos bens de Trinchão e Akio, além da suspensão dos direitos políticos da dupla por até oito anos, o que, se for acatado, impediria Trinchão de atuar como assessor especial de Kassab e como dirigente partidário.

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