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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A realidade de uma nova Justiça deixa os corruptos de cabelo em pé

JM Cunha Santos


No Maranhão já se viu de tudo. Até juiz eleitoral desfilando em caminhadas e envergando camisas de candidatos a prefeito e governador. Mas a realidade de uma nova Justiça, nascente em todo o Brasil e que, de fato, atende aos princípios da impessoalidade e da imparcialidade, está deixando os corruptos de cabelo em pé. Vivem o temor das leis. Sente-se isso na equivocada Lei de Abuso de Autoridade, requentada às pressas no Senado; sente-se isso na acusação estapafúrdia de que existiu um acordo entre o promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos e a juíza Cristiana Ferraz, para acatamento da denúncia contra a chamada Máfia da Secretaria da Fazenda, no Maranhão.
Nota-se, porém, uma diferença. A corrupção, quase sempre, culpava a imprensa por suas desventuras. Mudaram o alvo. Da mesma forma como tentam criminalizar o juiz Sérgio Moro pelo teor de decisões decorrentes da Operação Lava Jato, a tropa de choque da corrupção no Maranhão tenta criminalizar um promotor e uma juíza, pela denúncia e decisão capazes de por em pratos limpos um violento esquema de corrupção envolvendo compensações tributárias e isenções fiscais que podem ter garfado mais de R$ 400 milhões dos cofres do Estado.
Essa nova Justiça assusta, porque age bem diferente daquela que invalidou todas as provas contra Fernando Sarney colhidas na Operação Faktor. E os oportunos esclarecimento e defesa da Associação do Ministério Público, no que diz respeito ao promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos e da Associação dos Magistrados, no que tange à decisão da juíza Cristiana Ferraz, limita ainda mais essa ingênua linha de defesa adotada em blogs e sites pelos acusados.
Nem cabem nessa página todas as acusações de improbidade que pesam sobre pessoas ligadas ao governo Roseana Sarney. Mas, pela enésima vez, podemos relembrar algumas: estradas fantasmas, precatório da UTC Constran, os milhões da Transpetro que teriam ido parar nas mãos de Lobão e José Sarney, os empréstimos consignados de Adriano Sarney, o R$ 1 bilhão que teria sido desviado da Secretaria da Saúde na gestão de Ricardo Murad e, claro, os R$ 400 milhões da Secretaria da Fazenda que, estrepitosamente, deixam a ex-governadora Roseana Sarney na condição de ré.
Roseana vê nisso o que chamou de “clara intenção política” e Sarney faz Lênin tremer no túmulo e Maquiavel desertar do cemitério acusando a outros, que não ele mesmo, de inveja, ódio e perseguição.

Se é verdade que o inconsciente vê os homens por detrás das cortinas, são tantas as denúncias que por si só se descarta a presunção de inocência e se sabe, antes mesmo de qualquer julgamento, que crimes foram cometidos e que, para atender realmente ao espírito das leis, chegou a hora da punição. Essa é a realidade de uma nova Justiça, no Brasil e no Maranhão, que está deixando os corruptos apavorados, de cabelo em pé. 

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