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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Conversas de segurança no JP

Editorial JP, 23 de dezembro


Uma visita da cúpula do Sistema de Segurança ao Jornal Pequeno, na última quarta-feira, abriu espaço para uma série de reflexões sobre a atuação da Polícia Civil e da Polícia Militar no Maranhão nos últimos dois anos. Estiveram aqui, rodeados de jornalistas, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela; o Delegado Geral, Lawrence Melo; o comandante geral da PMMA, coronel Pereira e o subcomandante coronel Luongo. Foi uma longa conversa.
O comandante Pereira, impressionado com o nível de violência e o poder de fogo das quadrilhas que hoje agem no país, em particular no Maranhão, refletiu que o combate ao crime, nos dias de hoje precisa ser forte. Referiu-se a uma operação na BR 316, uma área até então conflagrada pelo medo e ao armamento pesado usado pelos assaltantes. Ali, a polícia acabou com o roubo de cargas e também não há mais notícias de assaltos a bancos. Disse também que prender uma quadrilha inteira em menos de 24 horas, (os assaltantes de Godofredo Viana) constituída de homens de diversos estados, é um feito que raramente acontece no Brasil.


O delegado geral Lawrence Melo refletiu que a missão precípua do policial é colocar a vinda em risco em defesa da sociedade. Para ele, os mesmos policiais que erram uma vez já acertaram 50, mas quase sempre são julgados só por seus erros. E lembrou que estamos a 100 dias sem um crime de latrocínio na região metropolitana de São Luís, que mais de 5 toneladas de drogas foram retiradas das ruas em 2016 e que a polícia do Maranhão prendeu 231 assaltantes de bancos somente este ano. E, ao que parece, apreendeu 800 armas.
Para o secretário Jefferson Portela, o ataque de certa parte da imprensa ao Sistema de Segurança esconde a intenção de ganhar benefícios eleitorais através de uma pasta em que fracassaram completamente. E ressaltou que estamos com 5 meses seguidos de redução de assaltos a ônibus. Acrescentou que a polícia do Maranhão dispõe hoje de 423 novas viaturas quando, no governo passado, a polícia combatia o crime em Fiats com a inscrição “Viatura”. Destacou, ainda, a redução de 20 % nos assaltos a instituições financeiras e informou que no ano de 2014, 71 policiais foram assassinados no Maranhão; em 2015 foram 9 e 8 em 2016.

São diferenças de gestão marcantes, que evidenciam uma real tendência de queda nos diversos índices de criminalidade. No passado, a polícia fez greves, ocupou o poder legislativo, tangida pela ausência de promoções, péssimos salários e condições de trabalho piores ainda. E nem se compreende que no estágio atual da violência nos dias de hoje possam existir governos que não invistam em segurança pública, deixando desprotegida a sociedade.

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