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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sindicato de Jornalistas do Maranhão processa Sistema Mirante e quebra um ciclo de 40 anos de peleguismo; Valeu, Douglas Cunha

JM Cunha Santos


Ao que tudo indica, sem a oportunidade de lesar os cofres públicos, o grupo Sarney não tem como sustentar o Império de Comunicações que montou no Estado e através do qual desencadeou um processo de carnificina ideológica e desconstrução moral de seus opositores que serviu para mantê-lo no poder durante quase meio século.
O Sistema Mirante da segunda maior cidade do Estado, Imperatriz, está em greve e isso depois que a TV Mirante corre risco de fechar em alguns municípios, depois de um processo de demissão em massa danificou o jornal “O Estado do Maranhão” e repetidoras ameaçam se retirar do Sistema, o que muitas não fazem apenas em virtude dos altos picos de audiência da Globo. Os funcionários reclamam do corte do vale alimentação, denunciam que durante todo o ano de 2015 os salários ficaram congelados e que o reajuste de 2016 ficou abaixo da inflação. Por conta da greve, a programação da TV local está suspensa e  quase uma centena de funcionários cruzaram os braços.
Mas ontem uma notícia postada nas redes sociais serviu para lavar a alma da imprensa maranhense que quase sempre teve que assistir seu sindicato funcionar a reboque dos patrões. Os jornalistas tocantinos têm o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Imperatriz e o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão, Douglas Cunha, informou que na semana passada o Sindicato representou na Procuradoria Geral do Trabalho contra o Sistema Mirante pela falta de reajuste salarial por dois anos e a retirada desrespeitosa de direitos adquiridos dos trabalhadores jornalistas em suas empresas o que, segundo o presidente Douglas Cunha, não descarta a possibilidade de adoção de outras medidas.
Ao que parece, estamos nos afastando de uma era em que até os salários dos profissionais de imprensa desse estado era negociado tão-somente em acordo com planilhas de custo apresentadas e até forjadas pelos patrões e em que demissões aconteciam no dia a dia, mesmo que por questões políticas e ideológicas, sem nenhuma reação do sindicato representativo da categoria. Nosso sindicato, hoje, se predispõe a enfrentar este que é talvez o maior império de comunicação do Norte\Nordeste, quebrando um ciclo de mais de 40 anos de peleguismo.

Valeu, Douglas Cunha!   

Um comentário:

  1. Valeu, Douglas, essa é a atitude que se espera de um dirigente sindical comprometido e engajado nas lutas de sua categoria.

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