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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Os impactos da Lava Jato no Maranhão: José Reinaldo Tavares e Roberto Rocha serão os novos líderes do sarneisismo

Fernando Sarney, com a crise financeira instalada no Sistema Mirante de Comunicação, por absoluta ausência de recursos públicos, parece conformado com o destino de vender hamburgers maltratados nos shoppings de São Luís.

JM Cunha Santos


Até 2018, nada ou muito pouco sobrará da imagem e poder de articulação dos autores intelectuais do sarneisismo nesse Estado. O confronto com a Justiça e, por extensão, com a vontade explicita de todo o povo brasileiro, os encaminha para o mais profundo fosso do limbo político. O futuro dos membros da família Sarney e de seus principais correligionários está marcado pela antevisão de inelegibilidades, prisões, autocomiseração e tornozeleiras eletrônicas. É assim, todos sabem e concorrer nessas condições a qualquer cargo político constitui-se muito mais em ato de autoflagelação que em ameaça a qualquer adversário político. Senão, vejamos:
O ex-senador José Sarney está sendo investigado no STF como sendo um dos mentores de uma organização criminosa acusada de obstrução da Justiça pela Procuradoria Geral da República.
Lobão está assando numa fogueira de bruxas que lava jato nenhum seria capaz de apagar, desde que foi guindado à Presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. E ofende a Justiça e todos os magistrados do país ao defender a anistia aos políticos envolvidos com Caixa 2, mudanças na legislação com relação às delações premiadas e, principalmente, um absurdo projeto de Lei de Abuso de Autoridade, obra de Renan Calheiros, que prevê a punição de juízes pela universalidade de suas decisões. Lobão está se tornando o inimigo público número 1 da Justiça brasileira e da própria força-tarefa da Polícia Federal que em nada ficará contente vendo o trabalho de anos ser dizimado a golpes de legislação biônica.
Roseana Sarney tem sobre a cabeça os espectros amaldiçoados do doleiro Alberto Youssef e do ex-executivo da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e mais o processo corrente na Justiça do estado, acusada que foi, junto com seu ex-secretário da Fazenda, Cláudio Trinchão, do desvio de R$ 1 bilhão.
Sarney Filho, seja candidato ao que for, não suportará o peso do próprio nome que não resiste nem a 5 dias de propaganda política gratuita na televisão.
Ricardo Murad tem sobre a cabeça a acusação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal de desvio de R$ 1 bilhão durante sua gestão na Secretaria da Saúde.
Fernando Sarney, espécie de cofre-forte da família, com a crise financeira instalada no Sistema Mirante de Comunicação por absoluta ausência de recursos públicos, parece conformado com o destino de vender hamburguers maltratados nos shoppings de São Luís.

Sobram, neste mar de desventuras, em virtude de ligações umbilicais difíceis de desfazer na fronteira ideológica, Roberto Rocha e José Reinaldo Tavares que já há algum tempo ensaiam uma reaproximação com José Sarney. Por falta de nomes imunes à Justiça e à Polícia, serão eles os novos líderes do sarneisismo no Maranhão.

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