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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cortes na educação: o povo paga por tudo no governo Temer; os tubarões da economia não pagam nada

JM Cunha Santos


Um drástico corte de R$ 240 milhões, feito pelo governo federal nos recursos da educação do Maranhão, agora no mês de abril, foi revertido por ação imediata da bancada do estado na Câmara Federal, depois de manifestação expressa da Federação dos Municípios, presidida pelo prefeito Cleomar Tema.
Mas não tinha razão de ser. A redução tinha por base um reajuste normal nos repasses do estado e dos municípios, ocorrido em 2016. Somente o governo do Estado perderia R$ 47 milhões que, somados às perdas das cidades maranhenses, totalizariam os R$ 240 milhões que seriam garfados ao sistema educacional.
A intentona foi tema de denúncia do deputado Weverton Rocha no plenário da Câmara e ensejou a união da bancada federal contra mais essa demonstração de descompromisso do governo Michel Temer com a população brasileira. Tratava-se de mais uma tentativa do governo federal de fazer “caixa” exigindo sacrifícios dos mais humildes e aliviar a crise econômica e as distorções orçamentárias sem nada cobrar daqueles que lucram a qualquer tempo, dentro e fora das crises: os bancos e grandes sonegadores deste país.
Os cortes, segundo Weverton Rocha, são referentes a repasses reajustados em dezembro de 2016 aos estados e municípios. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na Portaria 565, de 20 de abril e atinge também os estados do Ceará, que perdeu R$ 164 milhões, Bahia que perdeu R$ 70 milhões e Paraíba, que perdeu R$ 35 milhões.

E cabem aqui duas perguntas: até quando decisões de governo, na busca de atenuar uma crise pela qual o povo não tem qualquer responsabilidade, gerenciada na esteira da malversação de recursos públicos, irão atingir setores intocáveis da administração pública, como saúde, segurança e educação? Quando os tubarões que lucram quantias astronômicas, inclusive nas crises mais agudas, vão pagar o preço da desastrosa política econômica que gera fomes, desemprego e desordem institucional no Brasil?

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