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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Está chovendo dinheiro no Congresso Nacional

Em nome disso, lançam o país nos rumos de uma hecatombe política e institucional, um destino desconhecido, de muito sangue, quem sabe, de muita dor.
JM Cunha Santos


E se o povo brasileiro não resistir nas ruas o senhor Michel Temer permanecerá no poder ou, no caso da gangrena mental não chegar a tanto, teremos a opção da eleição indireta com a mais perfeita lista de candidatos: as escolhas serão feitas entre Renan Calheiros, José Sarney, o próprio Michel Temer, Aécio Neves, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e, se duvidar, o próprio Eduardo Cunha, depois de um habeas corpus imprevisível e da devolução de seus direitos políticos.
Exagero? Num país em que seu presidente não eleito combina a entrega semanal de uma propina R$ 500 mil, durante 25 anos e considera ótimo a compra de juízes e procuradores, tudo pode acontecer. E já está acontecendo. Alguém já se perguntou quanto está custando à carne desossada dos brasileiros o apoio congressual que Temer, a despeito de sua descontinuidade moral, está recebendo? Hienas, senhores, não mordem de graça. E pesa a sensação de que uma grande maioria de parlamentares está disposta a votar pela desgraça do Brasil. Ainda hoje, quatro ministérios tiveram que ser evacuados em virtude de confrontos, houve incêndio no Ministério da Agricultura e danos nos ministérios da Fazenda, do Turismo, do Planejamento, na Catedral Metropolitana, no Museu da República e no Ministério das Minas e Energias.

E tem parlamentar defendendo descaradamente o governo e 17 partidos assinaram a anulação da delação da JBS. Perderam a capacidade de ouvir a população, só conseguem ouvir o tilintar de moedas nos cofres dos Tios Patinhas. Em nome disso, lançam o país no rumo de uma hecatombe política e institucional, um destino desconhecido, de muito sangue, quem sabe, de muita dor.

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