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quarta-feira, 10 de maio de 2017

MST Iniciou ontem manifestações a favor de Lula


Os primeiros atos pró e contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram realizados nesta terça-feira (9). Cerca de 500 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegaram cedo a Curitiba, em mais de 20 ônibus. Em Campo Largo eles fizeram um ato simbólico às margens do quilômetro 108, da BR-277, em homenagem ao agricultor Antônio Tavares Pereira, morto em maio de 2000, quando se dirigia a Curitiba junto com integrantes do MST para uma manifestação pelo Dia do Trabalho.
Em Curitiba, o MST montou acampamento em um terreno atrás da Rodoferroviária de Curitiba. No final da tarde, eles partiram em caminhada pelas ruas centrais de Curitiba até a Praça Tiradentes, onde aconteceu a vigília pela Democracia e os Direitos dos Trabalhadores.
Toda a situação foi acompanhada pela Guarda Municipal de Curitiba, Polícia Militar, Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e Setran. A movimentação aconteceu com tranquilidade com bloqueios e desvios elaborados pela Setran, com os demais órgãos citados.
Para esta quarta-feira (10), estão progrmados mais manifestações — além da concentração na Praça Santos Andrade. Pela manhã, os trabalhadores ligados aos movimentos sindicais pró Lula realizam uma assembleia dos movimentos populares no acampamento da Rodoferroviária. Ações culturais estão marcadas desde a manhã na Boca Maldita. No mesmo local, está marcado um ato político às 18 horas.
Balões
Já os contrários ao ex-presidente também se manifestaram nesta terça. No Parque Barigui, o movimento Vem pra Rua convocou os defensores da Operação Lava Jato para um ato cívico. Com centenas de balões nas cores verde e amarelo, eles convocavam a população a apoiar a operação, o juiz Sérgio Moro e o combate à corrupção.
Depois de montar o painel com os balões em solo, eles foram soltos para ganhar os ares do Parque Barigui.
Reintegração
Uma decisão da 1ª Vara Federal de Curitiba publicada na tarde de terça-feira concedeu reintegração de posse de parte do terreno utilizado como acampamento pelo MST. O pedido feito pela concessionária das malhas da extinta Rede Ferroviária Federal no Paraná, a quem pertence parte da área ocupada.
Parte do terreno é de responsabildiade da concessionária e outra da União. A decisão é para que os manifestantes não utilizem a área particular.
Mais cedo, a Secretaria Municipal da Defesa Social informou que a Prefeitura de Curitiba não autorizou o uso de nenhum espaço público para o acampamento dos manifestantes do movimento Frente Brasil Popular. O Frente Brasil Popular não solicitou à Prefeitura um terreno para acampamento, apenas locais para o estacionamento dos ônibus que trazem as caravanas.
Ainda segundo a Prefeitura de Curitiba, a cessão da área foi intermediada pela Comissão de Assuntos Estratégicos e Secretaria de Estado da Segurança Pública junto aos órgãos da União.
Polícia apreende facões e enxadas
Facas, enxadas e outras possíveis armas brancas foram apreendidas ontem, com manifestantes que começaram a chegar a Curitiba para acompanhar o depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva prestará ao juiz Sérgio Moro. 
Para o secretário estadual de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita de Oliveira, o material não é "condizente com manifestações pacífica". Ele afirmou que, apesar de haver a expectativa de confronto entra manifestantes a favor e contra Lula, "a polícia está pronta para dar o apoio que for necessário, para garantir uma manifestação democrática".
Integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), porém, afirmaram que os objetos apreendidos seriam usados pelos militantes para cozinhar e na montagem das barracas. "Isso é uma manipulação da polícia. São ferramentas para fazer a comida e armar os abrigos", disse o coordenador do MST do Paraná, Roberto Baggio.

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