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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A “Casa Ninar” e o poder das lágrimas

E pouco importa que o deputado Edilazio Júnior julgue que socorrer crianças pobres em área nobre é um erro. A microcefalia parlamentar não será tratada naquele Centro de Referência em Neurodesenvolvimento.

JM Cunha Santos


O governador Flávio Dino conseguiu salvar o Maranhão da crise econômica nacional ao acabar com todas as formas de privilégios e desordens nos gastos públicos, investindo em obras inter-relacionadas à produtividade e trabalho, projetos de combate à pobreza e geração de emprego e renda, saúde pública e educação.
E lá, no quilômetro quadrado mais caro de São Luís, (Farol de São Marcos) área nobre de mar aberto ocupada por turistas milionários, onde um dia os Sarney fizeram nababos, doleiros e suspeitos consumirem lagostões, vinhos franceses e malte escocês às custas do dinheiro público, o governador Flávio Dino entregou à população, nesta terça-feira (4) a Casa de Apoio Ninar – área de convivência do Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças em São Luís.
Para ninar velhos sonhos de igualdade, já não são somente os nobres e “Os Donos do Mar” que respiram os ares da península de São Marcos. 180 crianças e suas famílias, de São Luís e do interior do estado, serão alcançadas, inicialmente, pela mesma brisa marinha, pelo vai-e-vem das ondas, pelo rugir acalentador dos banzeiros, mas, principalmente, pela efetividade e honestidade da intervenção do governo em prol da saúde pública, o que, no Maranhão, é uma novidade de 2015 com a construção de 5 hospitais regionais e a criação da Força Estadual de Saúde.
O que se viu na inauguração da Casa de Apoio Ninar, antiga Casa de Veraneio do Governo do Estado, foram emoções circulando, de pais, de mães, de tios, de crianças sofridas. Vimos agora, no que foi a mais nobre área de devaneios governamentais, vinhos importados sendo substituídos por sorvetes, gabinetes de conchavos dando lugar a consultórios multiprofissionais, discursos vazios trocados por oficinas, cursos e palestras, doleiros substituídos por médicos, carregadores de malas suspeitas trocados por fisioterapeutas, lobistas por assistentes sociais e bêbados ricos por psicólogos e psicopedagogos. “Privilégios, por direitos”, nas palavras do governador.
É preciso considerar este espaço como o vértice de uma rede de cuidados que se espalha pelo Maranhão”, disse Flávio Dino para acrescentar, em seguida, que “Essa Casa tem múltiplos significados. As lágrimas, quando caem dos olhos de um pai e de uma mãe, têm um peso diferente, têm um sentido diferente e, por isso mesmo, um poder diferente. Essa Casa nasceu por conta das lágrimas de vocês”.
Para ferir ainda mais os ouvidos dos áulicos do sarneisismo, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula afirmou que “Com essa ação mudamos a lógica do passado e mostramos a diferença dessa gestão no modo de ver o mundo, a política e o futuro”.

E pouco importa que o deputado Edilazio Júnior e outros sarneisistas julguem que o poder público socorrer e assistir crianças pobres em área nobre é um erro. A microcefalia parlamentar não será tratada naquele Centro de Referência em Neurodesenvolvimento.  

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