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terça-feira, 4 de julho de 2017

O crime não compensa no Maranhão

JM Cunha Santos


Foram dias terríveis aqueles vividos até 2014 em São Luís. Dias em que, por mais de uma década, não foi possível aferir qualquer redução nos índices de criminalidade da capital. Porque a polícia estava desaparelhada, desarmada, sem viaturas, sem o efetivo necessário para dar combate ao crime e sobrevivendo os policiais com salários vergonhosos.
O mundo da segurança pública era um mundo sem planejamento e sem coesão, como um corpo em que cada membro funcionasse para seu lado e independentes do cérebro. A partir de 2015, com o advento do governo Flávio Dino e a ascensão do Dr. Jefferson Portela ao cargo de secretário de Segurança Pública, essa coesão aconteceu. A integração das forças de segurança permitiu o desencadear de operações mais eficientes que sitiaram o tráfico nos seus mocambos, apreenderam volumes de drogas em proporções jamais vistas, mandaram para a prisão um número nunca alcançado de assaltantes de bancos e, pela via da interação entre polícia e sociedade, diminuiu substancialmente o nível de Crimes Violentos Letais Intencionais.
Novas superintendências e batalhões de prevenção ao crime foram criados, o número de vagas nos cárceres aumentou, a polícia se tornou parceira da sociedade. Como consequência disso, caíram os níveis de homicídios e de lesões corporais seguidas de morte, não houve registro de latrocínios por um tempo considerável e o crime organizado, amargando prejuízos financeiros insuportáveis, dado ao volume de apreensão de drogas e armas e o alto número de prisões, descobriria que neste governo, com o tipo de policiamento surgido a partir de 2015, jamais poderia voltar a governar a cidade.
Estava findo o toque de recolher ordenado por quadrilhas, as guerras entre facções criminosas, dentro e fora dos presídios, foram sufocadas, não houve mais espaço para as fugas quase diárias, nem mais se permitiu que a criminalidade fosse comandada de dentro das prisões.
Toda a forma de corrupção policial foi exemplarmente punida sob a égide da lei, todo o poder das organizações criminosas foi segregado. Dois anos e meio depois da ascensão do governador Flávio Dino, os índices de criminalidade continuam caindo, ano a ano, mês a mês, dia a dia e esta é a vitória de uma cidade inscrita até 2014 entre as mais violentas do mundo.
E aconteceu o que parecia impossível num território em que durante 10 anos seguidos a violência do crime, em todas as suas tipificações, foi crescente. Em apenas dois anos e meio, o governo Flávio Dino conseguiu a mais drástica redução de crimes violentos em muitos anos. No ano de 2016 foram contados 742 homicídios contra 912 em 2015 e 987 em 2014, último ano do governo Roseana Sarney. Esse patamar perdura em 2017, com uma diminuição de 12,8 % nas taxas de homicídios se comparado ao primeiro semestre de 2016.

Diante desses fatos de prisões de assaltantes de bancos, apreensões de armas e drogas e paulatino confinamento da criminalidade, vê-se logo que cada vez mais o crime não compensa no Maranhão.

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