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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sarney humilha o Poder Judiciário escolhendo presidente do TJ em sua cozinha; cabe à Justiça reagir

O presidente do TJ não pode ser escolhido entre tomates e cebolas de regabofes jurídicos promovidos por Sarney. É um acinte e uma humilhação.

JM Cunha Santos


Após o leilão de deputados e o arresto de bilhões de recursos públicos para se manter na Presidência da República, no mais vergonhoso assalto à Nação em todos os séculos, Michel Temer e Sarney, juntos, se preparam para atacar a veia jugular dos estados membros do país. Sarney quer se servir de Temer para promover uma verdadeira desova do Maranhão, criando, aqui, uma espécie de poder paralelo cujo filtro final seria a Justiça, a partir da ascensão de sua cunhada, Nelma Sarney, à Presidência do TJ-MA.
Sarney humilha o Poder Judiciário ao promover reuniões domesticas visando ocupar o principal cargo da magistratura no Maranhão. Definitivamente, essa não é uma decisão que se tome na cozinha de um político sem mandato, gravado e acusado na corrupção da Transpetro, cuja filha, Roseana Sarney, acaba de escapar, milagrosamente, de outro processo por corrupção, este sobre a mala de dinheiro da UTC-Constran, cujo filho, Fernando Sarney, parece ter deixado as digitais no embaraçoso desvio de recursos do Porto do Itaqui. Sem contar que seu principal correligionário, Edison Lobão, disputa como favorito o campeonato de nome mais citado por delatores da Lava Jato.
É uma vergonha e uma humilhação sem precedentes e cabe ao Poder Judiciário reagir, porque a Justiça maranhense não pode ser conduzida a esse lamaçal de organizações criminosas impunemente.  “Os poderes são harmônicos e independentes”, desde “O Espírito das Leis”, de Montesquieu. Portanto, a decisão sobre quem vai presidir o Tribunal de Justiça do Maranhão não pode ser tomada ao aroma de bacons e linguiças de feijoadas jurídicas promovidas por Sarney.
Sarney quer garantir a impunidade de sua família atolada até o pescoço em acusações de corrupção que partem de delatores da Lava Jato, do Ministério Público e da Polícia Federal. Também por isso, a reunião é um acinte, um atentado à dignidade do Poder Judiciário maranhense, uma apoteose ao mais abastardado tráfico de influência, um dizer com letras garrafais que o TJ-MA não é isento nem para escolher seus dirigentes.
E o Jornal Pequeno ainda informou que no meio da reunião Sarney ligou para Michel Temer para cumprimenta-lo pela vitória na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Michel Temer é outro tarado por malas de dinheiro e, a julgar por esse telefonema e também pelos votos dos senadores João Alberto, Roberto Rocha e Edison Lobão a favor da Reforma Trabalhista, o Maranhão está na rota da organização do presidente acusado de formação de quadrilha.
A magistratura maranhense não pode calar diante de tamanha humilhação. 

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