JM
Cunha Santos
E
quando se pensava que as manifestações provocariam uma investida do Governo
Federal e também dos governos estaduais contra o processo inflacionário que
começa a mostrar a cara, no Maranhão subiu o preço do conselho. Diz um velho
adágio popular que se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Por aqui um
simples conselho vai custar uma bolada aos cofres públicos, mais de 1 milhão e
200 mil reais até as próximas eleições.
O
Conselho Estratégico de Macropolíticas do governo vai pagar quase 6 mil reais
por mês para 206 conselheiros que trabalharão, se estiveram dispostos, duas
horas mensais. E os conselheiros são ex-prefeitos e mais uma montanha de
candidatos que perderam as eleições. E o único conselho que eles vão dar,
inutilmente, é o mesmo para todos eles: “Não votem no Flávio Dino, votem no
candidato de Roseana Sarney”. Ops, tem um outro: Não votem na Marina Silva,
votem na Dilma.
Para
formar esse novo Conselhão escalofobético, Roseana Sarney deve ter seguido um
conselho mais antigo. Aquele que diz: “Não deixe para amanhã, o que pode fazer
hoje”. Pois é, se tem que comprar cabo eleitoral em 2014, e à vista, é melhor
comprar logo agora em prestações mensais. E deve ter ouvido de também aquele
outro conselho: “Não pague com o seu dinheiro o que pode pagar com o dinheiro
dos outros”. Dito e feito. Sem contar que sem nenhuma dúvida esse é o maior
Conselho do mundo.
Tanto
conselheiro junto só pode acabar em confusão. E das grossas. Vai ter gente
querendo se apropriar dos conselhos dos outros, conselheiro cobrando direito
autoral na Justiça por conselho e gente sendo acusada de dar o conselho errado
em hora mais errada ainda. Caberia talvez um conselho à governadora. E esse de
graça, sem custos adicionais, jetons, nem correção monetária: “Nada é mais
perigoso que um bom conselho seguido de um mau exemplo”. E que mau exemplo,
governadora!
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