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terça-feira, 17 de março de 2015

Petrobras já corre risco de ficar fora da Bolsa de New York; está fora do Índice Dow Jones

Texto: Veja.com

A Petrobras informa que foi comunicada pelo Comitê do Índice Dow Jones de Sustentabilidade que a partir de 23 de março de 2015 não será mais integrante do Dow Jones Sustainability Index World (DJSI World), do qual fazia parte desde 2006. A saída do índice não implica, contudo, que a empresa deixará de ter ações negociadas na Bolsa de Nova York.
A decisão do comitê foi baseada nas denúncias de corrupção investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. O comitê informou que vai monitorar a evolução das investigações e o posicionamento da Petrobras ao longo deste ano, podendo reconsiderar a participação da companhia a partir de 2016. Há dois anos, a empresa teve nota máxima no DJSI nos quesitos Transparência e Redução de liberações ao meio ambiente.
"Em relação à Operação Lava Jato, a Petrobras reitera que vem colaborando com os trabalhos das autoridades públicas, assim como atendendo a demandas de seus públicos de interesse, incluindo o Comitê do Índice Dow Jones de Sustentabilidade", afirma a estatal.
O índice de sustentabilidade mensura quão aptas estão as empresas a manterem suas atividades com base na geração de caixa e rendimentos de seus próprios ativos - ou seja, ele mede se suas operações são economicamente sustentáveis. O índice também leva em conta questões ambientais e sociais, como o impacto da operação da empresa nas comunidades onde atua.
Pela metodologia do índice, questões potencialmente problemáticas relativas às sociedades de qualquer dos componente DJSI acionam automaticamente um media & stakeholder analysis (MSA), que examina a extensão do envolvimento da respectiva companhia e como ela administra a questão. Na sequência da MSA, o comitê do índice analisará a questão e decide se a empresa permanecerá no índice.

A estatal teve sua nota rebaixada, no início do mês, pela agência de classificação de risco Moody's, que passou a classificar os títulos da empresa como 'grau especulativo', ou seja, que representam risco elevado para investidores.

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