sexta-feira, 26 de abril de 2019

Bolsonaro censura vídeo do Banco do Brasil com atores jovens e negros




Em mais um ato de censura, o presidente Jair Bolsonaro mandou retirar do ar uma campanha publicitária do Banco do Brasil estrelada por atores e atrizes negros e jovens tatuados usando anéis e cabelos compridos, segundo informa o jornalista Lauro Jardim, em seu blog de O Globo. 
Bolsonaro está tomando, cada vez mais, gosto pela censura, prática que foi muito comum durante a ditadura militar instalada em 1964, período que ele sempre defendeu. Depois de impedir que os deputados da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania tivessem acesso às informações sobre os impactos da reforma da previdência que ele que impor ao trabalhadores brasileiros, ele agora determinou que fosse retirada do ar uma campanha do Banco do Brasil marcadamente dirigido à população jovem, um dos públicos que o banco, ainda público, busca atrair.

Segundo Lauro Jardim, a diversidade contida no vídeo da campanha incomodou Jair Bolsonaro que “se envolveu pessoalmente no caso e procurou Rubem Novaes, o presidente do banco, para se queixar da peça”. Além de retirar a peça do ar, o presidente do BB demitiu o diretor de Comunicação e Marketing, Delano Valentim. Novaes, ainda segundo Jaridm, admite que “Bolsonaro não gostou do resultado da campanha e encampa a posição do presidente, mas não especifica, porém, o que, exatamente, ele e o capitão reprovaram”. Segundo o dirigente do banco “o presidente Bolsonaro e eu concordamos que o filme deveria ser recolhido. A saída do diretor é uma decisão de consenso, inclusive com aceitação do próprio”.

"A atitude revela preconceito, desinformação e um governo desconectado com a maioria da população brasileira, além de representar típico racismo institucional. Consideramos condenável essa medida do governo em relação à propaganda do BB. Já sabíamos que os bancos públicos estavam ameaçados. A cada dia nos surpreendemos pelas atitudes tomadas pelo governo federal", destacou o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos. 

Assista o vídeo censurado:


Do Vermelho, com informações de O Globo e do Sindicato dos Bancários da Bahia

Guerra ao lixo

JM Cunha Santos


Observa-se o foco de uma administração municipal, pelos percalços que a cidade vence. São Luís está vencendo a guerra do lixo, um dos principais entraves das gestões públicas no Brasil de hoje, muito em virtude da alta densidade demográfica nas capitais do país.
O Comitê Gestor de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Luís está nas ruas, às vistas da população, efetuando, diariamente, serviços de coleta domiciliar, capina, varrição, coleta manual, roçagem mecanizada, pintura de meio fio etc, para que a cidade se vista de limpeza, apesar das tribulações que veem com as chuvas do inverno impiedoso que se abate sobre a capital do Maranhão.
Em recente passagem pelo Estado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, deparou com o que disse ser “um vergonhoso lixão a céu aberto em pleno APA dos Lençóis Maranhenses”, segundo ele um problema recorrente em Prefeituras de todo o Brasil. E aproveitou para eleger como prioridade a Agenda Ambiental Urbana, cuja Fase 2 – Resíduos Sólidos, será lançada em todo o país no próximo dia 30 de abril.
De Santo Amaro, o ministro desembarcou em Paço do Lumiar onde se deparou com outro lixão. Para garantir, depois de um insuspeito Inacreditável!, que o “Programa Lixão Zero”, um de seus projetos, vai acabar com tudo isso aí. Em suas palavras, através da coleta seletiva, reciclagem, incineração, tudo o que a Prefeitura de São Luís já faz e faz muito bem, inclusive com ações de educação ambiental em escolas públicas e privadas e junto às comunidades.
Para que se tenha uma ideia, apenas no quesito reciclagem, a partir da administração do prefeito Edivaldo Jr. São Luís ganhou um Pátio de Compostagem e já tem usinas licenciadas e em fase de licitação com capacidade de reciclar 300 toneladas de resíduos orgânicos e também restos de construção civil.
Ninguém tenha dúvidas, com a explosão populacional nos dias de hoje, o lixo não é responsabilidade exclusiva do poder público; lixo é responsabilidade social.


Contentores de grande dimensão para a coleta seletiva de lixo de toda natureza, em São Luís os ecopontos nasceram e se desenvolveram com o advento da administração do prefeito Edvaldo Júnior. Em geral, se destinam a receber de pequenos volumes de entulhos a grandes objetos. Mas aqui foram concebidos para atender os geradores e transportadores com volumes inferiores a 2 metros cúbicos, principalmente os condutores de veículos de tração animal, no fim, os principais usuários dessas unidades.
Em número de 12, cada ecoponto é dimensionado para receber até 50 toneladas de resíduos por dia e estão na Avenida dos Africanos, Angelim, Turu, Bequimão, Jardim América, Jardim Renascença, Residencial Esperança, Anil, São Raimundo, São Francisco e Cidade Operária.


O primeiro efeito de um ecoponto é descartar a operosidade danosa e viciada dos lixões. São equipamentos urbanos que atendem prontamente à melhoria da qualidade ambiental, uma arma infalível, portanto, para a prevenção da saúde pública. Postos de entrega voluntária de materiais descartáveis, também recebem móveis e eletrodomésticos inúteis que, via de regra, são descartados na via pública.
O que fazer com o lixo humano sem sacrificar o meio ambiente e a saúde pública é, hoje, um dilema de todas as Nações. E é preciso reconhecer o trabalho diuturno e incansável do prefeito Edivaldo Júnior para também enfrentar esta praga irremovível da condição humana.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Trabalho preventivo da Prefeitura de São Luís reduz em mais de 50% casos de dengue, chikungunya e zika


As equipes de agentes percorrem bairros da cidade, alcançando todas as áreas distritais da capital; as atividades incluem visitas domiciliares e orientação aos moradores quanto ao armazenamento adequado de água e acerca de cuidados com recipientes

Em várias regiões da cidade, a Prefeitura de São Luís segue executando serviços que convergem para o combate ao Aedes aegypti e, consequentemente, a prevenção às arboviroses. O trabalho tem refletido na redução dos casos de dengue, chikungunya e zika na cidade. Do começo do ano até esta semana, foi registrada queda de 50,2% no número  de arboviroses notificadas em comparação ao mesmo período do ano passado. O trabalho segue orientação do prefeito Edivaldo Holanda Junior, que tem investido no combate ao mosquito e com isso tem conseguido reduzir significativamente os números de casos das doenças na capital, enquanto muitos municípios registram aumento de casos.
"A redução do número de casos dessas doenças é resultado de um trabalho permanente e vigilante que envolve os agentes de endemias, de limpeza, do Comitê Gestor de Limpeza Urbana de São Luís, e da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Os avanços na política de resíduos sólidos refletem diretamente nos resultados. Hoje temos uma coleta que atende toda a cidade e que é reforçada com a redução dos pontos de descarte irregular de lixo e com a criação dos Ecopontos, já temos 12 em plena operação. O trabalho da Semosp é importante também no que tange a limpeza de bueiros e galerias. Somando esforços estamos tendo bons resultados em beneficio da população", destaco o prefeito Edivaldo Holanda Junior.  
As ações preventivas, realizadas continuamente pelo poder público municipal, são coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), através do Programa Municipal de Controle da Dengue e Arboviroses. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária conta com uma equipe composta por 12 supervisores gerais, 48 supervisores de área e 325 agentes sanitários. Entre as atividades desenvolvidas pelos agentes estão visitas domiciliares; visita para inspeção e tratamento de pontos estratégicos (borracharias, cemitérios, ferros velhos), trabalho complementar de ações de educação em saúde e nebulização espacial com o carro fumacê.
A adoção de diversas estratégias tem apresentado resultados positivos. De 2017 para 2018, houve a redução de 55,5% nos casos de dengue, 46% de chikungunya e 29% de zika, totalizando uma redução de 50,2% nos casos notificados de arboviroses de um ano para o outro.
O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, destaca que o trabalho de combate ao Aedes aegypti é realizado de forma permanente pela gestão municipal e seguem as normas e diretrizes do Ministério da Saúde. "A gestão do prefeito Edivaldo vem trabalhando para proteger a cidade do mosquito e conta com a população, que cumpre um importante papel na eliminação dos criadouros. Essa é uma ação contínua e integrada, onde juntamos esforços para combater o Aedes", diz o titular da Semus.
DISTRITOS


As equipes de agentes percorrem bairros por toda a cidade, alcançando todas as áreas distritais da capital – Centro, Itaqui-Bacanga, Coroadinho, Cohab, Bequimão, Vila Esperança e Tirirical 1 e 2. As atividades incluem visitas domiciliares e orientação aos moradores quanto ao armazenamento adequado de água e acerca de cuidados com recipientes que acumulam água como baldes, pneus velhos, saco plástico, vasos de plantas vazios e garrafas, que devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira ou de guardadas de boca para baixo.
O coordenador do Programa Municipal de Combate às Arboviroses, da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Pedro Tavares, destaca a importância desse trabalho de orientação. "De casa em casa, os agentes têm a oportunidade de dialogar com os moradores e informar sobre as formas de prevenir as arboviroses e a principal delas é combatendo o mosquito Aedes aegypti. Diariamente os profissionais estão nas ruas executando esse trabalho", conta o coordenador.
LIMPEZA PÚBLICA 


As estratégias de combate ao Aedes aegypti contam também com o trabalho executado pelo Comitê Gestor de Limpeza Urbana. O órgão tem intensificado o cronograma de serviços de limpeza por toda a cidade, principalmente durante o período chuvoso em São Luís. O planejamento conta com ações de capina, roçagem, varrição, lavagem de logradouros, coleta domiciliar e remoção manual e mecanizada de lixo em pontos de descarte irregular. As ações, além de garantir uma cidade mais limpa, contribuem para a prevenção de doenças, facilitando o escoamento das águas das chuvas e evitando pontos de acúmulo em diversos bairros da cidade ocasionado pelo descarte irregular de lixo.
A presidente do Comitê Gestor de Limpeza Urbana, Carolina Moraes Estrela, informa que a limpeza urbana abrange diversas áreas e integra os esforços da gestão para combater os criadouros do mosquito Aedes aegypti. "Por meio dos serviços de limpeza urbana, garantimos a melhoria da saúde pública, a proteção do meio ambiente, uma paisagem urbana mais agradável e o bem-estar dos moradores, por isso, a população deve fazer sua parte neste processo. É fundamental que cada morador cuide do seu lixo da forma correta. Assim, juntos, vamos seguir reduzindo os casos de arboviroses pela cidade", afirma.
As ações de limpeza e desobstrução de bueiros e galerias realizadas diariamente pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos também refletem na redução do número de caso das doenças uma vez que reduz pontos de alagamento na cidade.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Governo Bolsonaro oferece R$ 40 milhões a cada deputado para comprar voto pró-reforma

Proposta foi feita por Onyx Lorenzoni em reunião na casa de Rodrigo Maia e confirmada por líderes de cinco partidos, além de deputados do DEM, PP, PSD, PR, PRB e Solidariedade, que não quiseram ser identificados


Reportagem na edição desta quarta-feira (24) da Folha de S.Paulo revela que, em reunião na casa do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM/RJ), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) ofereceu um extra de R$ 40 milhões em emendas parlamentares até 2022 a cada deputado federal que votar a favor da reforma da Previdência no plenário da Câmara.
A informação foi confirmada por líderes de cinco partidos, além de deputados do DEM, PP, PSD, PR, PRB e Solidariedade, que não quiseram ser identificados.
O valor representa um acréscimo de 65% nos R$ 15 milhões em emendas parlamentares a que cada deputado tem direito por ano para obras e investimentos de infraestrutura em seus redutos eleitorais. Com os R$ 10 milhões extras por ano, esse valor pularia para R$ 25 milhões.
O ministro de Bolsonaro, no entanto, não especificou de onde viriam os recursos.
CCJ

Após mais de oito horas de sessão e intenso bate-boca entre parlamentares, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (23), por 48 votos a favor e 18 contra, a admissibilidade da proposta de reforma da Previdência. O texto, agora, seguirá para análise de uma comissão especial que pode ser instalada na quinta-feira próxima.

O acordo entre Governo e Centrão contrariou integrantes da Oposição, que exigiam a liberação de dados que embasaram a Previdência.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) comparou a aprovação na CCJ, sem acesso às informações completas, “como assinar um contrato sem ler”.
Já o líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), cobrou a divulgação dos dados. Para ele Paulo Guedes age de má fé ao não apresentar os dados ao parlamento. “Se tudo isso é verdade, porque o governo insiste em esconder as informações?”, questionou.

Lula não comemora decisão do STJ: “Reduziram uma pena que não tinha que existir”

Ex-presidente acompanhou o julgamento do STJ que reduziu sua pena e mandou recado através de um de seus advogados, o deputado estadual Emidio de Souza: "Eu vou ser libertado politicamente pela luta do povo brasileiro"


Lula não comemorou a decisão desta terça-feira (23) da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reduziu sua pena para 8 anos e 10 meses de prisão. De acordo com o deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP), que visitou o ex-presidente em sua cela em Curitiba e com ele esteve durante a decisão da Corte, Lula afirmou que “reduziram uma pena que não tinha nem que existir”.
“Ele não esperava nada de positivo desse julgamento (…) Lula quer sair mas quer sua inocência provada”, disse Emídio à militantes que estão em vigília, há mais de um ano, nas proximidades da sede da Polícia Federal onde o ex-presidente está preso.
De acordo com Emidio, Lula teria disparado: “Vou ser libertado politicamente pela luta do povo brasileiro”. O deputado estadual relatou ainda que o petista considera o julgamento de hoje como “mais um capítulo da farsa que foi encenada desde a investigação e seguiu na acusação, na primeira e na segunda instâncias”.
“Não foi uma coincidência os juízes jogarem todos do mesmo jeito. Eles já tinham uma combinação”, afirmou, chamando a atenção ainda, para o fato, de que a redução da pena se torna invalida uma vez que coincide com o julgamento, por parte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), do caso do “sítio de Atibaia”, que pode culminar em mais uma pena de prisão.
Revista Fórum

terça-feira, 23 de abril de 2019

Maranhão lança modelo de identidade que unifica documentos pessoais



Os principais documentos pessoais unificados em um único modelo para facilitar a identificação. O novo Registro Geral (RG +), do Maranhão, foi apresentado em solenidade na manhã desta segunda-feira (22), no Viva do Shopping da Ilha. No mesmo modelo estão incluídos dez documentos, além de informações pessoais como tipo sanguíneo e declaração de doador. A medida é fruto da Lei Estadual n° 10.996/2019, dos deputados estaduais Duarte Junior e José Gentil.
No RG + vão constar dados da carteira de habilitação, CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, registro profissional, identidade de contribuinte do Imposto de Renda, certificado militar, NIS/PIS/Pasep, certidão de nascimento (com resumo de comarca, cartório, livro, folha e nº do registro), tipo sanguíneo, informação sobre condições especiais de saúde (como alergias e outros) e ainda declaração de doador de órgãos.
A presidente do Viva-Procon, Karen Barros, reforçou que tanto o lançamento do RG+ quanto da Central de Libras, que também ocorreu nesta segunda a partir de parceria com a Associação dos Surdos do Maranhão, marcam momentos importantes para a sociedade.
“Os dois momentos representam uma nobre ação do Governo do Maranhão para promoção de mais acessibilidade e pelo adequado atendimento a estas pessoas. Os documentos reunidos vão garantir mais inclusão, segurança e cidadania na hora do atendimento ao cidadão”, pontua a presidente do Procon.


Segundo o deputado estadual Duarte Júnior, a legislação garante direitos de forma mais desburocratizada, com eficiência e sustentabilidade. “A lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa. Agora, o cidadão não precisa mais ir a vários lugares para ter acesso a documentos essenciais. São mais direitos e mais cidadania”, declara.
O novo documento constará de assinatura de termo com a Associação Maranhense de Surdos que, em parceria com o Governo do Estado, institui uma Central de Libras, disponibilizando intérpretes de libras nos 52 postos do Viva-Procon espalhados pelo Maranhão. Órgãos públicos estaduais que necessitarem deste profissional para atendimento a demandas poderão solicitar por meio do Viva. A medida é uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) com a finalidade de promover mais acessibilidade às pessoas com deficiência auditiva.
Além de garantir vários documentos em um único modelo, o RG + não tem custo adicional, pois a primeira via é gratuita; e é opcional, ou seja, a atual carteira de identidade permanece valendo.
Estiveram presentes durante a solenidade, secretários de estado e autoridades políticas.

A consciência necessária, artigo de Edivaldo Jr.



Fazer a gestão dos resíduos sólidos não é uma tarefa fácil, sobretudo em um momento no qual, além da implantação de políticas públicas profissionais e eficientes, faz-se necessária a urgente mudança no padrão cultural do nosso relacionamento com o lixo que produzimos. Este tem sido um grande desafio no mundo inteiro, pois se de um lado temos o aumento do contingente populacional nas cidades, conjugado com o aumento do consumo de produtos, de outro lado temos a diminuição dos espaços para armazenar todo o lixo produzido. Diante deste problema urbano, desde minha primeira gestão assumi a responsabilidade de superar todos os desafios necessários para fazer de São Luís uma cidade que cumpre as diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que não acontecia até então, bem como a preservação dos nossos recursos naturais.
Em São Luís, fizemos todos os estudos necessários, elaboramos um planejamento estratégico não somente operacional, mas também no sentido de otimização dos recursos financeiros investidos. Uma dessas ações foi a desativação do Aterro da Ribeira, ainda em 2015, que há muitos anos funcionava como um lixão a céu aberto, trazendo inúmeros problemas para a cidade e era um gargalo antigo para a administração municipal. Após, iniciamos a operação de um dos aterros sanitários mais modernos do país e estabelecemos programas de coleta seletiva e educação ambiental focado na promoção desta mudança cultural em relação ao lixo.
O marco para esta mudança cultural em curso foi a implantação da política dos Ecopontos. Já são 12 equipamentos em operação, e a nossa meta é atingir 30 até o fim da gestão. Com isso, passamos a figurar um grupo pequeno de cidades brasileiras onde a população tem acesso a uma política pública de incentivo à coleta seletiva.
Os Ecopontos foram pensados como um espaço onde cada cidadão pode descartar voluntariamente todos os resíduos recicláveis produzidos em sua residência e, a partir desta entrega, compreender sua responsabilidade na manutenção da limpeza da cidade e aprender a fazer o manejo ambientalmente adequado do resíduo que produz.
Esta política garante diversas melhorias para toda a cidade. A primeira delas é o fim dos pontos de descarte irregular nos bairros, já que o Ecoponto é prioritariamente construído em áreas com esta característica. Com menos lixo descartado irregularmente nas ruas temos menos transtornos como pontos de acúmulo de água causados pelo entupimento de bueiros e galerias pelo lixo. Com isso, reduzimos também problemas de saúde pública. O meio ambiente também sofre menos com os impactos do descarte irregular.
Para que nossa população entenda a importância social, econômica e ambiental do resíduo sólido urbano, estamos todos os dias nas escolas e nas comunidades informando a população sobre a importância do uso dos Ecopontos, sobre o manejo adequado do resíduo doméstico e sobre a importância da coleta seletiva e reciclagem, através do programa de Educação Ambiental da Limpeza Urbana “Cidadão Limpeza, Cidade Beleza”.
O nosso esforço na implantação destes equipamentos aliado à maior consciência da nossa população gera ainda a melhoria das condições de trabalho e de vida dos catadores de materiais recicláveis. Eles recebem direto em suas cooperativas tudo aquilo que antes ia para o lixo e agora é entregue nos Ecopontos. Dessa forma, conseguimos aumentar a renda destes profissionais e ainda gerar mais emprego, pois a cada novo Ecoponto entregue aumenta o volume de resíduos coletados e encaminhados às cooperativas, que precisam agregar novos profissionais. Assim fechamos também um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e fortalecimento da economia circular.
Anunciamos mais investimentos para o fortalecimento da gestão profissional dos resíduos sólidos urbanos em São Luís, como galpões de triagem de resíduos para as cooperativas de reciclagem, a construção de uma usina de beneficiamento dos resíduos da construção civil, Pátio da compostagem para os resíduos orgânicos e em breve mais duas novidades: disponibilizaremos um aplicativo digital para facilitar a comunicação dos munícipes com os serviços de Limpeza Urbana, além de auxiliar o processo de fiscalização daqueles que descumprem as legislações vigentes, e daremos início à coleta seletiva voluntária porta a porta.
Os desafios ainda são muitos, sabemos, mas seguimos enfrentando cada um deles e ampliando nossas políticas de limpeza urbana para a população, pois entendemos que investir em uma gestão profissional e ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é, acima de tudo, uma forma de cuidar das pessoas.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Flávio Dino, Jefferson Portela e as vitórias da segurança pública


Enquanto as aves de mau agouro esvaziam montanhas de esferográficas calculando improbabilidades, os investimentos em inclusão social, educação e segurança intuem um futuro ainda menos violento no Maranhão.

JM Cunha Santos


No ano de 2016, em frente ao Palácio dos Leões, quando da entrega de tantas entre as 1.000 novas viaturas hoje à disposição das polícias Civil e Militar, ouvi o governador Flávio Dino afirmar: “este será o ano da segurança pública no Maranhão”. Estava aberto o caminho para a mais drástica redução nos índices de criminalidade da história desse Estado e garantidos investimentos que mudariam a terrível fase de terror vivida nos anos de 2013 e 2014.
A seu lado, o secretário Jefferson Portela, o cérebro responsável e organizador da implantação de inusitadas políticas de segurança pública no Estado, nos âmbitos das Polícias Civil e Militar, já tinha o que comemorar, mas sabia o tamanho do desafio à sua frente: era preciso vencer a inércia policial no combate ao crime, provocada por histórica ausência de investimentos em segurança pública, péssimos salários dos policiais, contingente militar e civil reduzidos, ausência de promoções, terceirizações dirigidas que sucateavam o Sistema de Segurança e premiavam o crime organizado; era preciso combater a ineficiência nas investigações, a modorra tecnológica, a negligência administrativa para com as forças policiais e mudar a cultura de que a segurança pública é apanágio das elites e não dever do estado para com todos os cidadãos.
O terror de 880 assassinatos em 2013 e incríveis 988 em 2014 (Governo Roseana Sarney) já vinha sendo corrigido. Em 2015, esse número caiu para 911 (8%); em 2016 para 743 (23 %); em 2017 para 592 (26 %) e chegamos a 2018 com 362 homicídios, uma redução de 64 % de Crimes Violentos Letais Intencionais em quatro anos. E registre-se que em todo esse período houve um único e solitário caso de latrocínio.
Deu-se, assim, a conquista do improvável. A Grande São Luís, apontada, até o ano de 2014, por organismos internacionais, como a décima quinta cidade mais violenta do mundo, dominada, a partir do Complexo Penitenciário, por facções criminosas, recupera suas tradições de paz e hospitalidade e já não apavora os turistas que fugiam daqui como o diabo da cruz.
Enquanto as aves de mau agouro torcem os dedos, esvaziam montanhas de esferográficas, calculam e recalculam improbabilidades, na tentativa de convencer o leitor do contrário, as políticas de inclusão social do governo do Estado, (Programa Mais IDH) os inéditos investimentos em educação pública (Programa Escola Digna) e mais ainda em segurança, como das vontades do governador Flávio Dino e do secretário Jefferson Portela, intuem um futuro de violência ainda menor e maior eficiência das políticas de segurança pública no Maranhão.

Prefeitura de São Luís promoverá Semana de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial


Ação integra a política de saúde do prefeito Edivaldo e ocorrerá em 54 unidades de saúde da rede municipal de 22 a 26 de abril

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), promoverá, de segunda (22) a sexta-feira (26), a Semana de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A ação vai envolver 54 unidades da rede, que promoverão atividades educativas e procedimentos para rastreamento de pessoas que, mesmo sem sintomas aparentes, apresentam alterações na pressão arterial. A iniciativa integra a política de saúde implantada pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior.
Serão ofertadas consultas, orientações e, em casos necessários, distribuição de medicamentos de controle. Durante a programação também serão distribuídos folders educativos para os pacientes. Na quarta-feira (24), será realizado o Dia D, no Centro de Saúde Paulo Ramos (Centro), das 8h às 17h, com ampla participação de servidores do órgão.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, trata-se de um momento de conscientização. "Nossas unidades já oferecem diariamente suporte e atendimento para as pessoas com algum tipo de alteração na pressão arterial. Durante a semana, estas ações serão intensificadas, visando àquelas pessoas que nem sabem que são hipertensas", afirmou.

Quem estiver nas unidades e for atendido responderá a um questionário que servirá para monitoramento deste paciente após a semana. "Teremos profissionais nas unidades para aferir a pressão, dar o diagnóstico e, nos casos de constatação de alterações na pressão arterial, aplicar o tratamento", frisou a coordenadora de Saúde do Adulto da Semus, Kardene Rodrigues.
Nos casos de pessoas com pressão alterada, será aplicado tratamento à base de medicamentos, associado à terapia não medicamentosa (TNM), que envolve medidas nutricionais, prática de atividades físicas, cessação do hábito do fumo e controle do estresse, dentre outras ações.
Dados do E-SUS apontam que, em 2018, foram atendidos individualmente, nas unidades básicas municipais, 65.171 pessoas com problemas relativos à hipertensão arterial. As estatísticas mostram ainda que, de 1º de janeiro deste ano a 31 de março último, foram feitos 13.612 atendimentos voltados para diagnóstico de hipertensão.

sábado, 20 de abril de 2019

Crimes violentos caem 64% na Grande Ilha em quatro anos




O número de crimes violentos caiu 64% na Grande São Luís entre 2014 e 2018. As estatísticas levam em conta os chamados CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais), que são compostos sobretudo pelos homicídios.
Em 2014, foram 988 registros desse tipo de crime.  A partir de 2015, quando foi implementada uma nova política de segurança e combate à violência, esse número foi caindo ano a ano, até chegar a 362 em 2018.
“Desejamos muito poder continuar os investimentos públicos na área da segurança nos próximos anos”, afirmou o governador Flávio Dino nas redes sociais.
A queda sistemática tem sido possível graças aos investimentos feitos na Segurança Pública. Hoje o Maranhão tem 15 mil policiais, o maior número da história. Mais de mil viaturas novas foram entregues em quatro anos.
Dezenas de prédios para a Segurança Pública foram reformados ou construídos. Cerca de 9 mil policiais receberam promoções.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

A Base Espacial de Alcântara e o perigo de transformarem a região metropolitana de São Luís em zona de guerras

De onde se lançam foguetes e satélites, também se podem lançar mísseis, inclusive tripulados por ogivas nucleares.

JM Cunha Santos


Bonachão, inspirado, cordato, o ministro da Ciência e Tecnologia, astronauta Marcos Pontes, assemelha-se a um livro de autoajuda quando se refere ao passado de menino pobre e a coragem e determinação que um dia o levaram ao espaço sideral. No Seminário “Alcântara: primeiros passos”, defendeu com ênfase a liberação do uso comercial da Base Espacial de Alcântara para o lançamento de satélites e foguetes - o acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos. Só não disse que de onde se lançam foguetes e satélites, também se podem lançar mísseis, inclusive tripulados por ogivas nucleares.
Ainda precisamos lembrar que o mesmo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas chegou a ser assinado com os EUA no ano 2000, mas foi rejeitado pelo Congresso brasileiro que à época o considerou agressivo à soberania nacional, em virtude mesmo das tais áreas restritas ora cedidas aos pesquisadores americanos com total sigilo e onde brasileiros não podem entrar. O novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas “para fins pacíficos” estabelece, também que o Brasil não poderá ter acesso a equipamentos com tecnologia americana.
BASE MILITAR: A EVOLUÇÃO
Aos que temem que o acordo de exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara evolua para a instalação de mais uma base militar dos EUA na América Latina, (13 delas estão bem próximas do Brasil) sobram argumentos, fundados, inclusive, nos espíritos beligerantes de seus dois signatários, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente brasileiro armamentista Jair Bolsonaro.
Áreas territoriais restritas, tecnologias inacessíveis... com que propósito, afinal, os Estados Unidos insistem, desde o ano 2000, na vigência dessas cláusulas contratuais? Três revistas especializadas, Foreign Affairs, International Relations e International Security, informam que os Estados Unidos têm como prioridades o combate ao terrorismo em escala global e o fortalecimento de sua atuação política e militar na Ásia Central, China, Índia, Sudeste do Pacífico, Oriente Médio e Europa Ocidental. Em suma: eles gostam de guerras, sobrevivem de guerras, lucram horrores com as guerras.
Os americanos que vão gerenciar o Centro de Lançamento de Alcântara possuem uma rede de bases militares espalhadas por todos os continentes e forte presença militar na América Latina e parte do Caribe, Guatânamo, (Cuba) Aruba, Coraçao (Ilhas holandesas) Comalapa (El Salvador) Manta (Equador) e mais 17 centros e núcleos de apoio para operações militares na Colômbia e no Peru. Porque só com relação à Base Espacial de Alcântara adotariam uma postura diferente?
IMPERIALISMO


Beligerantes por natureza, sempre se utilizaram dos motivos mais estapafúrdios para se apossarem de riquezas alheias. Imperialistas, nunca respeitaram a soberania de país nenhum, usando as 800 bases militares que possuem em todo o mundo, incluindo 76 na América Latina (12 no Panamá, 12 em Porto Rico, 9 na Colômbia, 8 no Peru) para sustentar a hegemonia política, militar e econômica que faz dos EUA a maior potência mundial.
Em março de 2018, o Comando Sul dos Estados Unidos tornou pública uma informação sobre sua estratégia para essa região nos próximos 10 anos, identificando os principais perigos ou ameaças: em Cuba, Venezuela e Bolívia, a luta contra o narcotráfico; a maior presença da China, da Rússia e Irã na América Latina, aventando a possibilidade de operações militares unilaterais, bilaterais e multilaterais como resposta a qualquer crise.
Por exemplo, segundo relatório militar americano recente, Cuba continua ameaçando os interesses dos EUA na região, por meio de atividades de vigilância e contrainteligência em vários países. E é perniciosa e, certamente proposital, a relação dos EUA com os países onde mantém bases militares. Especialistas identificam que os investimentos destas nações em gastos militares cresceram assustadoramente, paralelamente a cortes substanciais em ciência, tecnologia, saúde e educação.
Um sinal de que operações militares na América Latina podem se tornar realidade: No início de 2018, ocorreu a chegada de militares norte-americanos ao território panamenho, força que permaneceu no Panamá até depois das eleições realizadas em abril na Venezuela. A desculpa para tal ocupação foi a defesa do Canal do Panamá.
GUERRA E POESIA
Usando como fonte DefesaNet, o respeitável site “Notícias Geopolíticas” informou, em 5 de novembro de 2018, que a negociação entre o Brasil e os Estados Unidos envolve BASE MILITAR, venda de armas e narcotráfico:
“A pauta de temas de Defesa em discussão entre o Brasil e os Estados Unidos passa pelo acordo para uso da base de lançamento de foguetes espaciais de Alcântara, no Maranhão, mergulha na segurança das reservas oceânicas de óleo do pré-sal e trata de coisas de caráter muito prático, como a repressão ao tráfico de drogas, armas e seres humanos nas amplas fronteiras nacionais – incluindo aí os acessos marítimos – além de treinamento de pessoal e ações bilaterais antiterrorismo”.
Muita gente no Brasil se mostra empolgada com os R$ 37 bilhões que o país deve lucrar a partir desse acordo com os Estados Unidos. Mas o fato é que eles têm, hoje, 200 mil militares espalhados pelo mundo e pelo menos em 7 países realizam, oficialmente, operações que implicam o uso de força militar, conforme relatório divulgado pelo The New York Times.
Com sua posição privilegiada junto à linha do Equador, Alcântara seria uma das mais estratégicas bases militares para o uso imperialista dos americanos. E aí a região metropolitana de São Luís evoluiria de zona de cantatas e poemas para zona de conflitos e de guerras.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Projeto vai pedir suspensão de Portaria de Moro contra manifestações



O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), apresentou, nesta quarta-feira (17), na Câmara dos Deputados, um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos da Portaria 441/2019, do ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, sobre uso da Força Nacional de Segurança na Esplanada dos Ministérios.
De acordo com o autor, a medida imposta pelo atual ministro desvirtua o papel do programa. “É um desses absurdos que precisam ser combatidos e explicados”, afirmou Jerry. “Vou requerer à Comissão de Direitos Humanos e Minorias a convocação do ministro para que ele explique a questão”.
“O ministro exorbita do poder, ao pretender estabelecer um estado de defesa e intervenção federal na Esplanada dos Ministério, quando a Constituição, no art. 49, IV, está dito que essa é uma competência exclusiva do Congresso Nacional”, completou.
A decisão, anunciada hoje, visa conter as manifestações na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, a fim de “garantir a preservação da integridade física das pessoas, do patrimônio público e dos prédios da União”. O prazo para validade da medida é de 33 dias, a contar a partir desta quarta-feira.
Além de solicitar esclarecimentos à Comissão da Câmara, o deputado também assinará outro requerimento de Convocação para que Moro compareça no Plenário da Casa para se manifestar sobre o assunto.

Ipea mostra que índice de qualidade de vida subiu no Maranhão




Um novo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) subiu no Maranhão entre 2016 e 2017. O levantamento também mostra evolução em todos os indicadores entre 2012 e 2017.
O Ipea é um instituto vinculado ao governo federal. O IDHM mede a qualidade de vida da população. Ele vai de zero a 1. Quanto mais alto, melhor.
O índice subiu de 0,682 para 0,687 no Maranhão entre os anos de 2016 e 2017, quando já puderam ser sentidos os impactos positivos do Plano Mais IDH, lançado em 2015 pelo governador Flávio Dino para melhorar a qualidade de vida nas 30 cidades mais carentes do Estado.
Os números estão no recém-lançado “Radar IDHM – Evolução do IDHM e de seus índices componentes no período de 2012 a 2017”.
O Ipea não fez a comparação entre anos anteriores porque em 2016 houve uma mudança de metodologia na base de indicadores usados para calcular o IDH.
Educação
Esse estudo também faz a comparação de algumas partes específicas que compõem a totalidade do IDHM. Nesse caso, o Ipea fez a comparação entre 2012 e 2017. Isso foi possível porque não houve mudança de metodologia para essas partes específicas.
O Radar IDHM mostra que o Maranhão avançou em todas essas partes específicas, com destaque para a Educação.
“As maiores tendências de aumento [para o IDHM Educação] foram observadas no Amazonas (0,100), no Pará (0,076) e no Maranhão (0,073)”, diz o estudo do Ipea.
Entre 2012 e 2017, o IDHM Educação maranhense subiu de 0,609 para 0,682. Em 2015, foi lançado o programa Escola Digna, no maior esforço da história do Estado para construir, reconstruir e reformar escolas em todo o território.
Desde então, são mais de 800 Escolas Dignas. Além disso, o Maranhão adotou uma política de valorização dos professores. Isso inclui o pagamento do maior salário para professores do Ensino médio na rede pública estadual em todo o Brasil.
De acordo com o Ipea, também houve melhora nos índices de Longevidade e Renda entre 2012 e 2017 no Maranhão, mesmo com a forte recessão que atingiu todo o Brasil nos últimos anos.
“O Governo do Maranhão reconhece as desigualdades produzidas ao longo de décadas no Estado e, por isso, adotou desde seu primeiro mandato medidas de médio e longo prazos para combater as desigualdades sociais que são a base do desenvolvimento”, diz o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves.
“Não se pode falar em crescimento deixando para trás a maioria do nosso povo, e as ações do Mais IDH visam exatamente promover dignidade aos maranhenses por meio de políticas públicas que possam transformar a vida das pessoas e a dura realidade de nosso Estado”, acrescenta.
Plano Mais IDH
Casas, Escolas Dignas, Sistemas de Abastecimento de Água, Rua Digna, kits profissionais, atendimentos médicos, exames e outros serviços. Essas são algumas das entregas que vêm sendo feitas pelo Plano Mais IDH desde 2015.
O Plano vem fazendo mudanças em diversas áreas, como saúde, educação, moradia, infraestrutura e produção agrícola.
Um dos pilares é a Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma), criada por Flávio Dino para levar médicos às casas dos moradores. Isso ajuda na prevenção de doenças e também no tratamento dos pacientes, com foco nas mulheres, crianças, hipertensos e diabéticos.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Os talvez e os quem sabe do governador Jackson Lago

JM Cunha Santos


O reitor do IEMA, Jonathan Almada, organizou e lançou ontem, na livraria AMEI, ao lado da Dra. Clay Lago, um compêndio que trata dos 10 anos da cassação do histórico governador Jackson Lago, primeiro a impor uma derrota eleitoral ao clã Sarney no Maranhão. E ela, a Dra. Clay, reservaria para mim uma grata surpresa ao fazer distribuir entre os leitores o artigo que publiquei na edição de 6 de abril de 2011, no Jornal Pequeno, com o mesmo título acima, rememorando vida e morte do democrata histórico que lutou com a própria vida pela redemocratização do Brasil e engrandecimento do Maranhão.
O título “Os talvez e os quem sabe do governador Jackson Lago remete a mais uma página triste da nossa história quando o general Ernesto Geisel, fundado no Ato Institucional N 5 cassou o mandato do líder do MDB, Alencar Furtado que num programa de televisão havia denunciado o desaparecimento de oposicionistas sabidamente mortos por agentes da repressão. No correr da denúncia, Alencar Furtado soltou a frase que imediatamente se incorporaria ao vocabulário da luta pela anistia: “Órfãos do talvez e do quem sabe, viúvas do quem sabe e do talvez”.
Abaixo transcrevo a íntegra do artigo “Os talvez e os quem sabe do governador Jackson Lago” para, novamente, registrar na memória das lutas daqueles dias:
“Médico de corpos, médico de gente, Jackson Lago cometeu o erro de também querer sarar a sociedade de suas feridas. Feridas profundas, como o analfabetismo, o desemprego, a corrupção, a tortura, a fome e a pobreza absoluta.
Não entendeu que a sociedade não quer ser curada, que a sociedade talvez goste de sua dor, que se alimente para sobreviver dessas crianças enveredando pelo caminho do crime, dessa juventude que se desmancha sem que muito possamos fazer para salvá-la.
Talvez, Dr. Jackson Lago, a sociedade seja filha somente das injustiças e, enquanto o corpo aguarda a morte física – e quem sabe seja essa a única função de um corpo – nossas mentes é que não suportem a vida sem lutar contra o mal.
Quem sabe, senhor governador, a sociedade não tenha cura e, assim como todo e qualquer corpo, tenha um fim decretado pelos deuses. Um fim que não chega enquanto nos esvaímos de amor pelo próximo, um próximo que se distancia da gente cada vez mais.
Era seu destino fazer parte dos movimentos de resistência às ditaduras, a todas as tiranias e encher o coração da gente de esperança rápida (porque também há um tempo para a esperança) e, em breve momento considerado o melhor prefeito do Brasil, ser, no entanto, fulminado pela mídia, pela Justiça do país que amou, pela cidade que fez crescer e pela ignorância de um povo que insiste em vender votos e alugar decisões.
Quem sabe não lhe incomodasse tanto as platinas do corpo como as platinas na alma; quem sabe o câncer na próstata lhe doesse menos que o câncer no corpo social desse Estado e, principalmente, desse imenso país; quem sabe a pneumonia no coração tenha sido a última febre, o último gesto de resistência contra aqueles que são capazes de tudo pelo poder.
Agora há manifestos de dor e respeito por sua morte e eles veem da Presidência da República, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Senado, furado, onde arquitetaram a desilusão humana e política de um guerreiro a morrer porque não quis cansar.
A notícia, desta vez, quase não pode ser dada. A morte de Jackson Lago representa um pouco a morte do futuro. O futuro sonhado e jamais alcançado pelas oposições maranhenses, pela esquerda que no Maranhão enfrentou a ditadura militar e a mais longa oligarquia da história do país. E Jackson assistiu à morte ideológica de quase todo mundo ao lado de quem lutou.
Foram 76 anos de luta para, no final, assistir ao processo autofágico de dissolução das oposições no Estado. Mas ainda deu tempo de plantar nas estepes um pouquinho de esperança para que aqueles que aqui realmente ficam nunca desistam de lutar.

Pesquisa de preços do Procon/MA aponta variação de até 139% entre itens da Semana Santa




Para ajudar os consumidores na hora das compras dos itens da Semana Santa, o Procon/MA divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da pesquisa de preços, realizada entre os dias 2 e 12 de abril. A diferença do preço cobrado de um estabelecimento ao outro chega a 139%.
A pesquisa avaliou os preços de 20 fornecedores da Grande Ilha e 212 itens, entre chocolates, pescados e artigos de mercearia típicos dessa época. Os estabelecimentos pesquisados foram os Supermercados Real (Jardim América), Universo (Jardim América), Mateus (Bacanga, Cohama e Jardim Tropical), Camiño (Anjo da Guarda, Itapiracó e Maiobão), Comercial Júnior (Madre Deus), Feira da Vila Palmeira, Mercado Central, Feira do São Francisco, Feira do Bairro de Fátima e Feira do João Paulo.
“A orientação que damos aos consumidores é que comparem os preços antes de efetuarem a compra da Semana Santa. Dessa forma, é possível garantir uma grande economia”, ressalta a presidente do Procon/MA, Karen Barros.
Chocolate
Para quem não abre mão do chocolate, após análise de preços, foi constatado que o tablete de chocolate Castanha de Caju 100g, da marca Garoto, teve a maior variação nesse segmento, com 58.05%. Os preços praticados são de R$ 5,99, no Supermercado Real, e de R$ 3,79 nos Supermercados Mateus e Camiño.
Também foi possível identificar diferenciação no tablete Classic ao Leite de 100g, da marca Nestlé, que obteve variação de 20,04%. O menor preço foi de R$ 4,99, encontrado nos Supermercados Mateus e Camiño. O maior, no Supermercado Real, custando R$ 5,99. Confira a lista completa em www.procon.ma.gov.br.
Peixe
Em relação aos pescados, a maior variação de preço chegou a 57, 50%, do peixe Curimatá, que teve o valor mais alto encontrado nos Supermercados Mateus e Camiño, por R$ 18,90, e o mais acessível, na Feira do João Paulo, por R$ 12,00.
Outra diferenciação que pode pesar no bolso do consumidor é do Pargo, que obteve 53,85%. Após comparação de preços, constatou-se a venda mais barata por R$ 13,00 na Feira do Bairro de Fátima, e o valor mais caro, de R$ 20, 00, nas feiras da Vila Palmeira e São Francisco.
Mercearia
A maior variação da pesquisa foi encontrada nos produtos diversos, que contemplam a famosa mercearia, com variação de 139% no maço de cheiro-verde, que custa R$ 1,00 no Supermercado Real e R$ 2,39 nos Supermercados Mateus e Camiño.