sábado, 30 de maio de 2020

Alexandre de Moraes, um herói brasileiro


Pensar que as Forças Armadas vão se alinhar a um golpe desse governo, é quase um desrespeito; os exércitos de Bolsonaro são outros e habitam os mocambos da bestialidade ideológica e da violência alugada.

JM Cunha Santos


São tantas as ameaças de golpe de Estado, ruptura institucional, volta do AI-5, partindo do presidente da República e de seus filhos, que no princípio eu temi, temi severamente que, de fato, isso pudesse acontecer.
Mas vejo, hoje, que é impossível. As Forças Armadas do meu país não vão se alinhar a um golpe aplicado por um governo que se sustenta num projeto de terrorista como Sara Winter, terroristas virtuais como Allan dos Santos, racistas depravados como Abraham Weintraub, nazistas do tamanho de Wangjarten e Ricardo Salles, milicianos como Flávio Bolsonaro e empresários sem escrúpulos que compram a demolição da moral alheia.
Por mais que o senhor Jair Bolsonaro aumente salários nas polícias e nomeie militares para cargos na República, não vai conseguir transformar o Brasil no que ele quer: uma milícia institucional sob seu comando absoluto para diversão de seus perigosos filhos.
Pensar isso, disse comigo mesmo, é quase um desrespeito para com as Forças Armadas do Brasil. Os exércitos de Jair Bolsonaro são outros e habitam os mocambos da bestialidade ideológica e da violência alugada. Por isso ameaçam ministros do Supremo de morte, investem com ódio irracional contra as instituições públicas e a moral dos homens, insultam, atacam e ameaçam jornalistas e enfermeiros, crentes na impunidade garantida pelo “Gabinete do Ódio” a que o ministro Alexandre de Moraes começa a pôr um fim.
O Brasil acordou no meio de uma tragédia sanitária sazonal, mas já somos o país com maior número de mortes diárias por covid-19 no mundo. Em meio a essa desgraça, o governo afunila o país num isolamento econômico internacional jamais visto, transforma o Brasil num canteiro de urtigas com o qual nenhum outro país quer aproximação. Os investidores já retiraram daqui mais de 30 bilhões de dólares, o Real virou a moeda símbolo da bancarrota mundial, os Estados Unidos avisam que não querem “essas pessoas” (brasileiros) infectando seu povo, o Paraguai se nega a uma abertura conjunta das fronteiras com o Brasil, o mundo foge de nossas relações diplomáticas e comerciais. Pior: o presidente da República é simplesmente alijado de encontros entre países da América do Sul e até de um encontro internacional para acelerar a produção de uma vacina contra o coronavírus. E, para completar, todos os prognósticos indicam que estamos mergulhando numa recessão econômica profunda, da qual será muito difícil sair.
O que o ministro Alexandre de Moraes está dizendo com suas decisões é que é urgente desarticular as quadrilhas, virtuais e não virtuais, que agem no entorno do governo envergando o cetro da República para coonestar ameaças de banhos de sangue. Por isso, Alexandre de Moraes é um herói brasileiro, enfrentando nazistas e organizações criminosas que podem atentar contra a sua vida a qualquer momento, como, aliás, já ameaçaram fazer.
O povo brasileiro está sofrendo muito. São mais de mil mortes por dia, milhões de dores, milhões de medos, porque ninguém tem certeza se vai estar vivo amanhã. E o Brasil está sozinho, sozinho como nunca esteve e desgovernado, sem um amigo no mundo, sem um amigo em lugar nenhum. E que se diga e repita que Alexandre de Moraes, assim como os restantes membros do Supremo e das demais instituições, precisam fazer o que for necessário dentro da lei para desmontar os horrendos submundos ideológicos que orientam esse governo.
Por tudo isso precisamos estar todos unidos: povo, políticos, justiça, forças armadas, médicos, enfermeiros; unidos para salvar o Brasil do vírus e de um governo que não merece o Brasil.   

quinta-feira, 28 de maio de 2020

São Luís está vencendo o coronavírus; porque é tão difícil dizer isso, até para estimular a população a permanecer na luta?

JM Cunha Santos


Apesar das oscilações nos últimos 6 dias, a grande São Luís está vencendo o coronavírus, conforme previ neste Blog e conforme mantenho minha fé. No entanto, equipes de TV da capital, (e também sites, blogs e jornais) principalmente em matérias reproduzidas nacionalmente, quase sempre se limitam a filmar aglomerações que, de fato, precisam ser evitadas e, logicamente, noticiadas, mas que não representam nem 10 % da população que se mantém em estado de isolamento social.
É preciso dizer, mais claramente, mais efusivamente, que em São Luís a procura por hospitais e upas em vista do coromavírus caiu consideravelmente, que em São Luís estamos em cerca da metade da média nacional de contaminações, que a redução no número de óbitos é promissora, que conseguimos diminuir a velocidade do contágio, que ontem tivemos somente 123 novos casos confirmados e apenas 60 no último dia 21, números que, se comparados aos que São Luís já registrou, servem, sim, para nos encher de esperanças e aumentar a determinação de lutar com cada vez mais coragem e disposição contra esse patógeno maldito.
A situação ainda é grave? É, mas pior ficará se a população começar a achar que o esforço até aqui de se manter em isolamento foi inútil porque a grande maioria não obedece à quarentena, quando o que acontece é exatamente o contrário. É preciso não esquecer que temos à nossa volta os inimigos pandêmicos que torcem e agem pela desgraça da população e quase sempre por inconformismo político.
A Secretaria de Estado da Saúde assinalou, recentemente, em seu boletim que “Com o lockdown, reduzimos a velocidade do contágio na Grande Ilha”. E o governador Flávio Dino anunciou que também os atendimentos por coronavírus caíram nos hospitais e upas de São Luís.
Mas são notícias que se apagam em meio a um arsenal de fotos e imagens de aglomerações divulgadas na imprensa acima de textos solenemente pessimistas, que mostram sim uma realidade, mas deixam em segundo e terceiro plano a grande maioria da população, esta que se mantém confinada e está vencendo a pandemia.
Os apresentadores nacionais da TV Globo, quando tocam nesse lado bom do combate ao coronavirus em São Luís, deixam logo lá um “segundo o governo”, dito em tom de incredulidade, mas quando tratam dos números ruins dão uma entonação de desastre. E sabemos nós que a situação é muito pior na maioria das outras capitais do país.
Estamos vencendo sim o coronavírus em São Luís. E vamos vencer também no interior do Maranhão, com a ajuda de Deus. Digam isso com toda a força dos pulmões. E continuem em casa. 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Milícias digitais fraudam a democracia, diz Flávio Dino




O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), comentou na sua conta no Twitter as operações da Polícia Federal (PF) desta quarta-feira (27) de buscas e apreensões no âmbito do inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que apura o esquema de produção de fake news e ameaças à Corte.
“Milicianos digitais fraudam a democracia e corrompem a sociedade. Espalham ódio e inviabilizam o diálogo. Desestruturam famílias e incentivam ilegalidades. Cometem e acobertam crimes. Em suma, são indivíduos perigosos”, afirmou o governador.
Aliados do governo Bolsonaro como empresário Luciano Hang, dono da Havan, ex-deputado Roberto Jefferson, e os blogueiro Allan dos Dantos e Winston Lima foram alvos das operações.
Portal Vermelho

terça-feira, 26 de maio de 2020

O que falta para essa ditadura ser uma ditadura?

JM Cunha Santos


As instituições públicas estão acuadas. É provável que seus membros sequer durmam direito no temor de que a qualquer momento tropas militares ou mesmo paramilitares rebentem as portas, apontem armas de fogo e seccionem de uma vez por todas a democracia. Porque o senhor presidente Jair Bolsonaro garante que tem o apoio das Forças Armadas.
Ameaças institucionais não faltam. Veem do presidente, veem dos ministros, veem dos grupos paramilitares que todos os dias se reúnem na porta do Palácio da Alvorada.
Ministros civis como Weintraub e Damares defendem publicamente um regime acima das leis, com um líder totalitário que tenha o poder de prender ilegalmente ministros do STF e governadores. O resto dos humanos veem mais fácil.
O governo isola o país diplomaticamente, no melhor estilo norte-coreano, ora atacando chefes de estado, ora atacando organismos internacionais e até os Estados Unidos foge do Brasil como o diabo da cruz. Já estamos fora das alianças internacionais que buscam uma vacina contra a covid-19, perdemos o protagonismo junto à OMS na América do Sul, estamos a ponto de perder nosso principal parceiro comercial, a China. E um número cada vez maior de países retira seus diplomatas do Brasil. A ditadura, como toda ditadura, se isola do mundo. A imagem do Brasil desceu a zero na comunidade internacional e o presidente da República diz que isso acontece porque a imprensa internacional é de esquerda. Valha-me, Deus!   
Enquanto o Brasil registra três vezes mais mortes diárias por covid-19 que os 27 países da União Europeia juntos, a política de confronto do Governo Federal em cima do povo se exacerba, com uma deputada antecipando operações da Polícia Federal contra governadores e a residência do governador do Rio de Janeiro sendo vistoriada no dia seguinte pela Polícia Federal por ordem de uma justiça apavorada.
Pior é que, com o pais seccionado por uma pandemia violenta, que mata impiedosamente em cada um dos municípios brasileiros, não há de haver melhor momento para a implantação de um regime de excepcionalidades, para consagração do autoritarismo contra um povo indefeso e debilitado pelo tamanho de sua própria dor.
O que falta para essa ditadura ser uma ditadura? Talvez o AI-5 defendido pelos filhos perigosos do presidente da República, que imponha a censura e o controle dos meios de comunicação, que limite ou revogue, de uma vez por todas, o direito à ampla defesa, que “prenda e arrebente” como no passado.
Mas não falta muita coisa. Já temos o medo, já temos as ameaças, já temos a polícia política.
Talvez nem falte mais nada.  

Aprovado projeto que proíbe suspensão ou cancelamento de planos de saúde durante a pandemia




A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei 162/2020, de autoria do deputado Marco Aurélio (PCdoB), que proíbe a suspensão ou cancelamento dos planos de saúde, por falta de pagamento dos usuários, durante a vigência do Plano de Contingência da Covid-19 no estado. A matéria, aprovada por unanimidade durante a Sessão Extraordinária com Votação Remota por Vídeoconferência, realizada nesta segunda-feira (25), segue para sanção governamental. O Projeto de Lei 165/2020, de autoria do deputado Zé Inácio (PT), por possuir teor semelhante, foi anexado à matéria do deputado Marco Aurélio. 
O objetivo da proposição é garantir a continuidade da prestação dos serviços de atendimento em saúde na rede privada, no momento em que os usuários enfrentam dificuldades econômicas por conta da pandemia do novo coronavírus.
De acordo com o texto do projeto, as operadoras de planos de saúde não poderão suspender ou cancelar os serviços por inadimplência dos usuários, enquanto estiver em vigor as medidas de combate à Covid-19 no Maranhão. Após o fim das restrições, as operadoras deverão possibilitar o parcelamento do débito acumulado neste período, sendo vedadas as cobranças de juros e multa.
Segundo o deputado Marco Aurélio, muitas pessoas têm enfrentado dificuldades financeiras, em razão da crise econômica acentuada pela pandemia, quando muitos estão desempregados ou tiveram seus rendimentos diminuídos.
“É, também, uma contrapartida a algo que se percebe de forma muito recorrente. Nem sempre os planos de saúde têm garantido aos pacientes com Covid-19 o devido atendimento. Porque, às vezes, a pessoa tem o plano de saúde, está pago e, na hora que precisa de uma UTI ou de uma enfermaria, o hospital da rede privada já não disponibiliza o serviço, pois estão todos ocupados”, pontuou Marco Aurélio.
Ainda de acordo com o autor da proposta, essa é uma temática que já vem sendo discutida pela Agência Nacional de Saúde (ANS), junto às operadoras dos planos de saúde, mas que não conseguiram, ainda, chegar a um consenso. “Buscamos, portanto, com este projeto de lei, garantir esse direito no Maranhão, sobretudo, neste momento em que as pessoas tanto precisam. Dessa forma, a aprovação de todos os colegas, neste momento, e a futura sanção do governador Flávio Dino garantirão que esse direito seja consolidado. Agradeço ao deputado Zé Inácio pelo reforço e à Assembleia Legislativa pelo protagonismo”, concluiu o parlamentar.
Reconhecimento 
O projeto foi elogiado pelos parlamentares durante a votação na qual foi destacada, ainda, a importante atuação da Assembleia Legislativa na aprovação de matérias fundamentais para o enfrentamento da Covid-19 no estado. 
“Parabéns aos deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela importante iniciativa, que beneficiará muitas pessoas neste momento de dificuldade que estamos enfrentando”, disse o deputado Adriano (PV).
“Congratulo os deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela importante iniciativa. Nós sabemos que, durante esse período, há um impacto econômico significativo, pois muitas pessoas perderam os seus empregos e trabalhadores informais tiveram redução em suas fontes de renda. Por isso, não é justo que percam, também, o direito de acesso aos planos de saúde”, destacou a deputada Daniella Tema (DEM).
“Esperamos que essa lei entre logo em vigor, porque muitas pessoas precisam de assistência médica e muitas também perderam seus rendimentos”, disse o deputado Dr. Yglésio (PROS).
O deputado Duarte Jr. (Republicanos) classificou a medida como justa e necessária. “Muitas pessoas perderam os seus rendimentos e, consequentemente, não realizam o pagamento do plano de saúde, não porque não querem, mas porque, de fato, não encontram condições financeiras neste momento”, assinalou.
“A Assembleia Legislativa entra, de fato, no protagonismo dessa pandemia, votando projetos importantes, seja de autoria dos deputados ou do Poder Executivo. Parabéns aos deputados Marco Aurélio e Zé Inácio pela iniciativa”, completou o deputado Rafael Leitoa (PDT).

Crianças contam com ala exclusiva para atendimento de pacientes com Covid-19 no Maranhão




A rede de saúde pública do Maranhão se aproxima da marca dos 1.500 leitos hospitalares exclusivos para Covid-19. Em São Luís, o Governo do Estado contou com a parceria da Prefeitura municipal para abrir uma ala no Hospital da Criança, com 20 leitos dedicados para pacientes infantis com síndromes gripais, respiratórias ou diagnóstico positivo do novo coronavírus. 
“Está pronta e em funcionamento ala infantil, no Hospital da Criança, para atendimento exclusivo aos pequenos com síndromes gripais e respiratórias leves, incluindo H1N1 e Covid-19. Agradeço a parceria do Governo do Maranhão. Nossa prioridade continuará sendo salvar vidas”, anunciou o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, em postagem nas redes sociais no fim de semana.
Para o prefeito, além da assistência médica necessária, a ala exclusiva para síndromes respiratórias evita o risco de infecção dos pacientes que já passam por tratamento de outras doenças no Hospital da Criança.
A ala no Hospital da Criança está a serviço do público mirim, que até então não contava com uma seção exclusiva desse tipo, como explica o explica o secretário de Saúde do Município (Semus), Lula Fylho.  
“É uma nova ala, totalmente estruturada a serviço das crianças que ainda não tinham no sistema uma porta de entrada. As crianças que derem entrada com suspeitas de Covid-19 poderão acessar o Hospital e, daqui, serão reguladas para outras unidades de acordo com a complexidade apresentada”, detalha Lula Fylho. 
Além de ampliação da área de nebulização, dos 20 leitos que a ala dispõe, cinco são de isolamento e quatro de observação. O leitos são equipados com respirador mecânico, bomba de infusão contínua, monitor cardíaco e painel de gases. 
O Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos fica localizado na Avenida dos Franceses, nº 113, no bairro Alemanha.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Guerra civil: eles querem os brasileiros se matando em praça pública; não vamos dar esse gostinho ao Diabo

Não vamos participar de nenhuma guerra civil; não vamos nos matar, senhores; não vamos dar esse gosto ao Diabo que se assenhoreou de suas almas. Ainda há tempo: peçam perdão a Deus.

JM Cunha Santos


Jair Bolsonaro é, sem sombra de dúvida, um enviado do demônio. Como o foram Hitler e Mussolini, precursores de uma guerra mundial que matou em torno de 50 milhões de pessoas. Seu poder (De Bolsonaro) tem origem nas mesmas seitas satânicas que se organizaram nos Estados Unidos para eleger Donald Trump, os chamados “Homens da Bíblia”, radicais lunáticos que pregam a guerra santa e estimulam carnificinas religiosas e ideológicas em diversos países e, ao que parece, só tem chances de sucesso, por enquanto, no Brasil.
Militar expulso do Exército com desonra, os desvios psicológicos fazem com que Bolsonaro se sinta agora quase um semideus, principalmente pelo poder de dar ordens aos generais que, na sua visão alucinada, de quem tentou explodir a Academia de Agulhas Negras e o sistema de águas do Rio de Janeiro, o humilharam e expulsaram das Forças Armadas.
Foi com essa visão patética, fruto de sua própria demência doutrinária, que militarizou o serviço público, sendo que o último front foi o Ministério da Saúde. Ordenou e foi obedecido na missão de fazer o povo brasileiro engolir Cloroquina, a despeito de todas as recomendações médicas mundiais em contrário.
Muitas pessoas não acreditam no poder subterrâneo do mal. Bom, eu também não acreditava. Mas como se explica que um homem que fez campanha de metralhadora em punho, que acena com o direito das polícias matarem qualquer cidadão sem dar sequer explicações, que ameaça armar a população para uma guerra civil em seu país e que faz pouco caso dos mais de 22 mil cadáveres da covid-19 no Brasil, se torne o ídolo e irmão de sangue dos evangélicos?
Como se explica que tenha conseguido colocar lado a lado de evangélicos que até ontem pregavam o amor de Deus, com a mesma Bíblia, mas também com armas de fogo nas mãos, milicianos, assassinos de aluguel, torturadores, racistas, xenófobos, homofóbicos, misóginos e tudo aquilo que o Diabo ama?
Como se explica que generais da reserva, homens velhos como eu, depois de assistirem àquela reunião ministerial digna do mais baixo conclave de mafiosos e baderneiros, ainda queiram este senhor Bolsonaro como presidente do Brasil? Logo eles, tão ciosos da ordem, do respeito, da moral, dos bons costumes e do amor pela Pátria?
Trata-se, sem sombras de dúvidas – e custa muito a todas as minhas entranhas afirmar isso – de um fascínio diabólico, demoníaco, algo somente explicável sob o prisma fundamentalista de um fanatismo que beira à insanidade coletiva; é a presença inextricável do Diabo, a vitória dos maus espíritos que purgam seus pecados perdidos no universo; são, sim, sentimentos sobrenaturais de ódio e horror dominando as mais improváveis almas.
Não podemos fazer o que eles querem. Não podemos nós brasileiros nos matarmos entre nós mesmos para satisfazer a sede de sangue de uma gente sem Deus, apátridas que só enxergam o Poder.
Não vamos participar de nenhuma guerra civil. Não vamos nos matar, senhores. Não vamos dar esse gosto ao Diabo que se assenhoreou de suas almas. Ainda há tempo: peçam perdão a Deus.

sábado, 23 de maio de 2020

E estamos nós, de novo, sob a mira dos fuzis


JM Cunha Santos


A gente sonhava com um país sem canções proibidas, sem livros proibidos, sem polícias secretas nas escolas e universidades, sem jornais empastelados pela censura, sem reuniões vigiadas, sem os filósofos do horror.
Um país, um lugar para se dizer o que pensava sem sentenças nem cadeias, sem os tribunais do pensamento, sem pelotões para fuzilar a palavra; um país em que não fossem crimes o conhecimento e o saber.
A gente queria que a poesia não sentisse medo, que as rosas não sentissem medo, que as mães não sentissem medo, os sorrisos não sentissem medo e a respiração não fosse contida por soldados e as crianças machucadas pelos rifles encontrassem a Paz longe das maldições.
Queria um país em que não odiassem os negros, não matassem índios, lavradores e a floresta, um país em que respeitassem as mulheres e não subjugassem ao ódio os úteros das mães.
A gente sonhava com uma terra em que não confinassem a cultura nas jaulas do obscurantismo, em que não metralhassem a solidariedade e onde não tentassem fazer da tortura e do assassinato uma obra de Deus.
Um país onde não apontassem armas para a verdade, onde as igrejas não vendessem Jesus Cristo a retalho e não transformassem o Evangelho numa senha de domínio e de Poder.
Sim, a gente queria gritar gol sem engolir pernilongos, queria fazer política e debater a História, fazer História sem medo de sofrer.
A gente queria um país simples e grande, um lugar para viver com a alma a favor do vento e onde não amputassem nossas ilusões.  
Um lugar sem tanta fome e sem tanta injustiça, um território de amor e sol para que as ideias voassem longe dos tiroteios e uma avenida, uma grande avenida onde todos se misturassem diferentes como um só; uma grande avenida de luz chamada Brasil.
Mas eles estavam lá a proibir desejos, apagando luzes, destruindo cérebros, limitando vozes, limitando direitos, proibindo, proibindo, proibindo até doer.
E os anos se passavam com gosto de chumbo, com cheiro de pólvora e as pessoas desapareciam junto com a tarde e o sangue escorria com gritos nos porões de noites eternas e muita gente não amanhecia, porque eles também tinham proibido as manhãs.
E demoraram muito, muito calaram, muito bateram, muito pisaram, muito feriram, muito mataram, até que um dia os jardins floresceram contra suas vontades, as palavras saíram das gargantas fechadas sem medo da morte, as ideias pularam das cabeças contra suas ordens e a liberdade se sentou nas calçadas sem pedir permissão.
Agora estão de volta. Contra os livros, contra a Ciência, contra beijos e abraços, contra o pensamento livre e a alegria, contra a democracia e a Justiça, contra os sonhos de igualdade e toda forma de amor.
E, hoje velhos, nós ainda estamos aqui; de novo, sob mira dos fuzis...

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Flávio Dino anuncia 3 UTIs aéreas para o Maranhão e defende o povo brasileiro dos ditadores de plantão


E quem pensar que uma coisa (UTIs aéreas) não tem nada a ver com a outra (manifesto desejo por um regime de pesadelo e exceção) está enganado.

JM Cunha Santos


O governador Flávio Dino usou sua conta no twiter para anunciar que a partir deste final de semana teremos 3 aviões UTI para interligar os diversos hospitais regionais do governo do Maranhão. E acrescentou que o objetivo das UTIs aéreas é a máxima integração da rede hospitalar do Estado e apoiar os municípios.
Por outro lado, o governador afirmou que “O vídeo da reunião ministerial (do dia 22 de abril, quando começou a rolar a cabeça de Sergio Moro) é grave porque:
1 – Confirma a delação de Sérgio Moro.
2 – Contém diversos crimes contra a honra;
3 – Revela planos de armar a população para fins políticos;
4 – Mostra inequívocos impulsos despóticos”.
Flávio Dino disse ainda que “Na forma e no conteúdo a reunião ministerial revela um repertório inacreditável de crimes, quebras de decoros e infrações administrativas. Além de uma imensa desmoralização e perda de legitimidade desse tipo de gente no comando da nossa Nação”.
Sobre a nota de Augusto Heleno, o governador do Maranhão afirmou que “A nota do general Heleno constitui inaceitável ameaça ao Supremo Tribunal Federal. Na República, nenhuma autoridade está imune a investigações ou acima da lei. E na democracia não existe tutela militar sobre os Poderes constitucionais. O curioso é que a nota, supostamente em nome da “segurança nacional”, pode ser enquadrada na Lei de Segurança Nacional”.
E quem pensar que uma coisa (UTIs aéreas) não tem nada a ver com a outra, (manifesto desejo por um regime de pesadelo e exceção) está enganado. Mostra que, enquanto o governador Flávio Dino se esforça ao máximo para salvar vidas, o governo Bolsonaro pensa tão somente em ditadura militar para se perpetuar no poder.

Márcio Jerry diz que ameaça golpista do general Heleno não intimida os democratas




Vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry (MA) chamou de “absurda” a reação do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ao pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.
“Absurdo ataque, inaceitável. General Heleno faz ameaça ao STF [Supremo Tribunal Federal], ameaça à democracia. Tem que ser chamado a dar explicações urgentes à Justiça e ao Congresso Nacional. Brasil alerta contra golpista!”, afirmou.
Em nota divulgada em seu perfil oficial do Twitter, o general diz considerar a requisição “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável” e aponta que, caso aceita, a decisão poderá ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
Em trecho posterior, Heleno afirma que “o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
O deputado fez questão, ainda, de deixar um recado ao chefe do GSI. “O general não intimida os democratas com essa bravata golpista, com essa ameaça estúpida e inaceitável. Total repúdio! Os poderes da República são independentes, regidos pela Constituição e assim tem que ser respeitados”, apontou.
“Pedidos*
O pedido, feito por partidos e parlamentares da oposição, foi acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, ressaltando ser dever do Estado promover a apuração dos fatos delituosos narrados.
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crime apresentadas. Entre as medidas estão o depoimento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e a busca e apreensão do celular dele e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Povo de São Luís começa a botar o coronavírus pra correr daqui; governador anuncia abertura gradual do comércio


JM Cunha Santos



Pode-se afirmar que até aqui a população de São Luís tem seguido as regras de isolamento social impostas pela crise do coronavírus e editadas pelo governo do Estado, mesmo no período anterior ao lockdown.
Na verdade, os casos graves de aglomeração na capital ficaram restritos às feiras e filas de banco em datas de pagamento do auxílio emergencial feito na Caixa Econômica Federal e lotéricas. A grande maioria do povo ludovicense, no entanto, ficou em casa. E repetidas vezes o governador Flávio Dino tem agradecido a colaboração da população no seguir as regras de distanciamento social. Da mesma forma, o povo de São Luís aderiu em massa ao uso de máscaras, mesmo antes que essa medida se tornasse obrigatória.
Pois temos boas e más notícias. O Secretário de Estado da Saúde, Carlos Eduardo Lula postou em sua conta no twyter: “mais um dia com números menores na capital, mas é cedo para comemorar”.
Infelizmente, não são nada boas as notícias do interior do Maranhão. O secretário disse: “o interior do Estado novamente representa mais de 70 % dos novos casos. O alerta do fique em casa nunca foi tão importante. Na Grande Ilha ou fora dela, não podemos relaxar”.
No Maranhão já são mais de 16 mil infectados e 663 óbitos, mas não vamos esquecer que também 3324 pessoas foram curadas da doença, um número expressivo de vidas salvas.
Ontem, o governador Flávio Dino anunciou que já houve queda no número de contágios em São Luís e também na taxa de letalidade (número de mortes) e anunciou a abertura gradual do comércio a partir da próxima semana, mas avisando que se houver uma segunda onda (crescimento nas taxas de infecções e óbitos) fecha tudo de novo. Segundo Flávio Dino, a situação concreta é menos grave que há duas semanas atrás, mas ainda não está 100% ratificada. “Em São Luís há uma tendência de estabilização e medidas como lockdown e rodízios de veículos ajudaram na queda dos indicadores”, afirmou.
Bem, eu previ, em matéria que já ultrapassa 90 mil compartilhamentos, que São Luís será a primeira capital brasileira a se livrar do coronavírus e acredito que quando na próxima semana começarmos a contabilizar os efeitos totais do lockdown, que chegou a reduzir em 80 % o número de passageiros nos transportes coletivos, estaremos mais próximos dessa realidade. Continuo com a mesma fé e espero estar com a razão.
Apesar das aves de mau agouro, que preferem fazer política com a desgraça alheia, minimizando a dor das famílias enlutadas, é bom saber que a força e boa vontade do povo está surtindo efeito e brevemente vai botar esse vírus maldito pra correr de São Luís.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Coronavírus será recebido a bala a partir de agora no Brasil

JM Cunha Santos



Coisas cada vez mais estranhas acontecem no Governo Federal. A julgar pelo número de militares de alta e baixa patente nomeados para cargos estratégicos no Ministério da Saúde pelo general Eduardo Pazueello, o coronavírus, a partir de agora, vai ter que enfrentar força armada no Brasil. Vai ser recebido a bala, tanques, granadas, mísseis e metralhadoras.
A principal estratégia ofensiva será atrair o vírus para locais com menos defesa (sem hospitais, respiradores, equipamentos de proteção, com poucos médicos e enfermeiros; o problema é que o Brasil quase todo está assim) e metralhar à vontade.
Já pensados e calculados os meios e tempo de cada operação, foi elaborada também uma estratégia de defesa: impedir a entrada do inimigo (o vírus) em território aliado, no caso, os Estados Unidos que parece ser o único aliado que restou desde a eleição de Jair Bolsonaro e nomeação de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores.
Menos grave, uma outra coisa estranha que acontece no Governo Federal é o sucesso repentino de uma música do passado de que pouca gente se lembrava e ganhou uma nova versão: “Chocolate” foi um dos mais explosivos sucessos do impagável Tim Maia e hoje estoura no Palácio do Planalto nas vozes de Flávio Bolsonaro e de seu advogado, Victor Granado Alves:
“Chocolate, chocolate, chocolate
Eu só quero chocolate
Não adianta vim
com guaraná pra mim
é chocolate o que eu quero beber
Não quero chá,
não quero café
Não quero cloroquina
Faturei no chocolate”
Mas parece que a nova versão da letra foi censurada pela Polícia Federal por causa da frase “Não quero cloroquina”. Em tempo: ninguém ainda é obrigado a cantar.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Projeto de Othelino Neto que multa quem produzir e divulgar fake news deve deixar os robôs de Bolsonaro no Maranhão “lisos macaco”


JM Cunha Santos


Não demora muito e a milícia digital de Jair Bolsonaro no Maranhão vai estar reivindicando o auxílio emergencial de 600 reais do governo federal. “Lisos macaco”, para usar um gíria mais atual, é como vão ficar os robôs de Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro aqui no Estado, já que o projeto de Othelino Neto prevê multa de até 10 mil reais para quem produzir e divulgar notícias falsas. Sem poder mentir, não vão ter como faturar o Bozo.
Dedicados exclusivamente à injúria, difamação, baixarias, agressões e insultos contra famílias de adversários políticos, ameaças e produção e divulgação de fake news, o cerco se fecha sobre os robôs.
Há poucos dias mostrei aqui que, com os holofotes do país inteiro voltados para as investigações em torno das milícias, devido à suspeita de intervenção de Jair Bolsonaro na PF para livrar a cara dos filhos, o “Gabinete do Ódio” vai pensar duas vezes antes de transferir dinheiro para os operadores. Obviamente, o que eles menos querem neste momento é que o Brasil saiba a verdadeira origem dos recursos que sustentam a produção de pornografias, injúrias, ameaças, fake News, amoralidades e ódio que invadem as redes sociais.
Com mais esse providencial projeto do deputado Othelino Neto, em boa hora aprovado na Assembleia Legislativa, vão ficar todos “lisos macaco”, além de sujeitos a multas que chegam a R$ 10 mil e podem se multiplicar em caso de reincidência.
Só para citar um exemplo do nível de infâmia a que esses grupos podem chegar, inventaram a poucos dias que o governador Flávio Dino estava internado em Brasília com a covid-19. Mas o melhor de tudo isso é que agora, sem poder mentir, se quiserem comer vão ter que trabalhar. O que para eles deve ser a pior das punições.

Deputado Márcio Jerry alerta que o Brasil pode ser o último país a receber vacina contra a covid-19

A política externa de confrontos e insultos gratuitos do governo Bolsonaro coleciona inimigos para o Brasil nos quatro continentes e deixa o país sob ameaça de não receber vacinas nem remédios produzidos lá fora contra a covid-19;
Do Portal Vermelho


Vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry alertou nesta segunda-feira (18) para o risco do Brasil ficar no fim da fila para receber a vacina contra a covid-19.
Novo epicentro da pandemia, o Brasil não foi convidado a participar da iniciativa “Colaboração Global para Acelerar o Desenvolvimento, Produção e Acesso Equitativo a diagnósticos, tratamento e vacina contra a Covid-19”, mais conhecida como “Act Accelerator”.
“Começou hoje a Assembleia Geral da Saúde, da OMS, cujo tema central é a vacina contra o coronavírus. Brasil está fora do esforço global pela vacina, resultado da política externa maluca e irresponsável de Bolsonaro, bem como da negligência criminosa com a pandemia”, disse o parlamentar, em tom de crítica ao Governo Federal.
Desgaste do Brasil
Segundo o jornal Valor Econômico, o afastamento do Brasil se deve ao desgaste da imagem do Brasil no exterior e as recorrentes brigas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Criada em abril deste ano, a ação já recebeu mais de € 7 bilhões para bancar estudos sobre a doença, recebendo apoio de países como Alemanha e França.
Após o evidente afastamento nacional, a área da saúde tenta, agora, reaproximar o Brasil da iniciativa e convencer o governo federal de que é importante participar da colaboração para encontrar a vacina para a covid-19.
NOTA DO BLOG –E não vamos esquecer que Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Abraham Weintraub e Ernesto Araújo, com uma política externa criminosa, já demonizaram a China, a França, a Venezuela, Cuba, entre outros, além da própria Organização Mundial de Saúde e seguem colecionando inimigos para o Brasil nos quatro continentes. Por isso o Brasil está ameaçado de ficar sem vacina e sem remédios contra a covid-19.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Primeiro Hospital de Campanha de São Luís garante mais de 200 leitos para combater coronavírus

Governo do Estado entrega Hospital de Campanha de São Luís
(Foto: Márcio Sampaio)
O enfrentamento ao novo coronavírus na Região Metropolitana ganhou mais um reforço com a entrega do primeiro Hospital de Campanha de São Luís, realizada pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (18). A estrutura possui 3.500 m² e conta com 200 leitos, sendo 186 clínicos e 14 de UTI. O espaço foi montando no pavilhão de eventos do Multicenter Negócios e Eventos, de propriedade do Sebrae-MA, e levou duas semanas para ficar pronto. 
“O hospital de campanha era o nosso plano C, visto que a prioridade era criar estruturas que, após a pandemia, pudessem ficar permanentes para a sociedade e servissem ao sistema público. Diferentemente de outros hospitais que inauguramos, a nossa festa não será hoje, mas quando encerrarmos este serviço porque é quando teremos a certeza de que vencemos a pandemia e também o coronavírus”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula. 
O hospital receberá pacientes encaminhados de uma das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) referência da capital. Para que fosse colocado à disposição da população, o Governo do Estado fez uso do decreto governamental nº 35.779, que garantiu a montagem da estrutura. As obras foram possíveis graças à parceria entre a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), que será a administradora da unidade. 
O presidente da EMAP, Ted Lago, reforçou que o hospital de campanha é resultado da soma de esforços em prol da população. “Decidimos fazer neste espaço por ser mais central e estar mais perto dos hospitais de referência. Essa é a nossa forma de contribuir com os esforços que o Governo tem realizado para enfrentar a pandemia, ao mesmo tempo fortalecendo a nossa relação entre a comunidade portuária e a sociedade”, observou o presidente. 
De acordo com o presidente da Emserh, Marcos Grande, a estrutura cumpre um papel importante na rede de assistência aos pacientes. “O hospital é estratégico para ampliar a capacidade de atendimento. Com isso, e com o tempo, queremos começar a liberar as nossas unidades para pacientes que não foram infectados pelo coronavírus”, enfatizou.  
Presente na cerimônia e representando o governador Flávio Dino, o secretário de Estado da Casa Civil, Marcelo Tavares, reiterou o compromisso do Governo no enfrentamento à doença. “O esforço tem sido de forma conjunta para que continuemos a oferecer um tratamento digno a cada maranhense que enfrentar a Covid-19. No entanto, destacamos que nada será suficiente se cada cidadão não tiver consciência que esta é uma luta de todos”, destacou. 
A equipe de profissionais que dará suporte no hospital de campanha será compatível ao quantitativo de leitos instalado. Para isso, fazem parte do corpo de especialidades do espaço médicos intensivistas tanto para UTI como enfermaria, além de um quadro multidisciplinar formado por psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem e nutricionistas. 
Mais saúde
No último sábado (16), a SES também fez a entrega de um hospital de campanha, no município de Açailândia. Com obra executada pela empresa Vale, a estrutura construída em 26 dias possui 60 leitos, sendo 53 de enfermaria e sete de UTI. Para dar maior agilidade ao translado de pacientes, o hospital conta com o apoio de duas ambulâncias de plantão, ambas equipadas com estrutura de UTI.
Aproximadamente 217 profissionais integram a equipe que dá assistência aos pacientes.

Aprovado projeto de Othelino que multa propagadores de fake news sobre pandemia no Maranhão



O plenário aprovou, durante a 6ª Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, realizada nesta segunda-feira (18), o Projeto de Lei 134/20, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), que prevê a aplicação de multa a quem divulgar fake news sobre pandemia, endemias e epidemias no Maranhão.
O chefe do Legislativo frisou que o PL não deve ser confundido com censura à opinião. “Inclusive, no texto da lei está expresso que se estiver sendo emitida opinião não se caracterizará como fake news, mas é preciso combater essa prática desumana, que faz com que pessoas possam perder suas vidas e recursos públicos sejam desperdiçados. A partir desta lei, quem produzir e divulgar fakes, comprovadamente, será multado, independente das legislações específicas na área criminal”, esclareceu Othelino.
De acordo com o projeto, que recebeu emenda do deputado Dr. Yglésio (PROS), o propagador de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio ou mídias sociais estará sujeito à multa, que pode variar entre R$ 1.200 e R$ 10 mil, dependendo do grau de prejuízo causado à sociedade. Em caso de reincidência, a punição poderá dobrar e, de arrependimento voluntário e eficaz reparação da informação inverídica, publicizada pelo próprio autor, a multa poderá ser reduzida à metade.
“Chegamos ao entendimento para aumentar essa multa e, também, até para garantir que a pessoa seja estimulada a desfazer o mal entendido, colocamos um dispositivo que reduz a multa caso a pessoa faça a devida reparação da fake news propagada”, explicou Yglésio.
O projeto prevê ainda que todo o recurso oriundo das multas será destinado ao combate às pandemias, endemias e epidemias no Estado do Maranhão.
Vale ressaltar que, sempre que o cidadão ou cidadã divulgar uma informação, deixando claro que se trata de uma opinião pessoal, o ato não será considerado como fake news.
Apoio
Aprovado por unanimidade na sessão remota, o projeto de lei recebeu o apoio da maioria dos parlamentares. A deputada estadual Daniella Tema (DEM) parabenizou o presidente Othelino pela sensibilidade e cuidado com a liberdade de expressão.
 “Tendo em vista que temos acompanhado um cenário de grande quantidade de fakes news, um problema devastador que tem causado pânico e medo na população, sou favorável ao projeto. Congratulo o presidente por se atentar aos detalhes, afirmando que qualquer cidadão tenha o direito de expressar sua opinião, o que é um direito fundamental”, avaliou Tema.
“Sou a favor do projeto e parabenizo pela iniciativa. As fake news têm tomado conta do estado, ainda mais em tempos de pandemia. Temos visto, também, muitos deputados sendo vítimas dessas falsas notícias. Todos que fazem essa prática devem ser punidos”, afirmou o deputado Fernando Pessoa (Solidariedade).
No mesmo sentindo, o deputado Marcos Caldas (PTB) se manifestou. “A punição é necessária para que as pessoas repensem antes de espalhar notícias falsas. É preciso ter respeito à honra e credibilidade daqueles que podem ser prejudicados. Um dia a justiça é feita”, frisou.
O deputado Professor Marco Aurélio (PCdoB) enfatizou como as fake news podem atrapalhar no combate à pandemia. “O projeto chega em um momento oportuno, no qual as pessoas têm que se preocupar, além do distanciamento social, com a má intenção. As notícias falsas confundem as pessoas e atrapalham aqueles que estão trabalhando para amenizar a crise sanitária”, avaliou.
Parlamentar de oposição, Wellington do Curso (PSDB) também elogiou a iniciativa. “Parabenizo pela iniciativa e sugiro que o projeto seja ampliado para além desta época de pandemia”, ressaltou.

FÉ: 74 mil compartilhamentos, na matéria “São Luís será a primeira capital brasileira a se livrar do coronavírus”, pedem a Deus pelo Maranhão, Brasil e o resto do mundo


Mas precisamos de mais orações, muito mais orações, porque o Brasil, além do vírus, enfrenta também a constante ameaça de um banho de sangue perpetrado por seitas religiosas violentas e grupos paramilitares que se movem à sombra do governo no país.
JM Cunha Santos


74 mil compartilhamentos no texto “São Luís será a primeira capital brasileira a se livrar do coronavírus”, afinal uma profissão de fé desse jornalista, servem de alento a um povo que, apesar de toda dor, não perde a esperança no Deus verdadeiro, o Deus amoroso que nos ensinou o perdão e o amor ao próximo.
As respostas, via comentários, foram, de fato, respostas de amor, solidariedade, compaixão pelos feridos, piedade pelos mortos, sinceridade teológica e disposição de luta para vencer, a custo de toda paixão e sacrifício, a pandemia que tantas vidas ceifa no Maranhão e no Brasil.
E como precisamos desta fé neste momento em que credos radicais e violentos, importados dos Estados Unidos, evoluem anonimamente; credos contrários ao pacifismo e ecumenismo do Papa Francisco, à ordem de Paz e Amor de Jesus Cristo e sustentados nos ideais do mais sangrento calvinismo; credos que aqui já invadiram e mutilaram a fé de boa parte de nossas igrejas evangélicas; credos que se misturam a grupos armados no objetivo de implantar uma ditadura político-religiosa que teria Jair Bolsonaro como salvador. E ditador.
É a verdade. Estamos a lidar no Brasil com grupos paramilitares e seitas fundamentalistas violentas e radicais que esperam do governo federal proteção para quaisquer que sejam os crimes que vierem a cometer.
Grande parte daquelas pessoas todos os domingos na porta do Palácio do Planalto estão armadas, conforme confessou Sara Winter, líder do grupo “300 do Brasil”, uma seita político-religiosa também violenta e radical que se diz baseada nos 300 de Gideão da Bíblia e organiza esses movimentos. Há também, dentre outros, os “camisas negras” que ontem à frente do Palácio do Governo saudaram o presidente Jair Bolsonaro aos gritos de “estamos aqui”.
Por isso precisamos de mais orações, muito mais orações, porque o Brasil é o único país que, além da pandemia, tem de enfrentar também essa ameaça constante de banho de sangue, esse terror que, até de dentro das reuniões governamentais, a toda hora se anuncia.
Mas, com o amor de Deus, nós nos livraremos desse vírus maldito e também dos que zombam dos 13 mil cadáveres que se acumulam e que, sem nenhum sinal de piedade, festejam com churrascos e aglomerações.

domingo, 17 de maio de 2020

Veja as regras que passam a valer com o fim do lockdown na Ilha de São Luís




O lockdown na Ilha de São Luís termina neste domingo (17). A partir de segunda-feira (18), voltam as mesmas regras que valiam antes do lockdown, no início do mês. Ou seja, continua havendo restrições, só que mais leves.
Veja abaixo as principais perguntas e respostas sobre o fim do lockdown:
O rodízio de veículos ainda vale?
Não.
O que pode funcionar a partir de segunda?
Tudo o que podia antes do lockdown. Entre as atividades liberadas, estão supermercados (com metade da capacidade), delivery de alimentos,  farmácias, óticas, drive thru, serviços de entrega e retirada de lavanderia, lojas de tecido, oficinas, postos de combustível e lojas de material de construção.
E o que não pode funcionar?
Continuam vetados estabelecimentos como academias, shopping centers, cinemas, teatros, bares, casas noturnas, salões de beleza e atendimento em restaurantes e lanchonetes (com exceção de delivery e drive-thru)
Essas regras são obrigatórias para todo o Estado?
Elas são obrigatórias para a Ilha de São Luís. Para as outras cidades, o prefeito pode estabelecer regras mais flexíveis, dependendo do número de casos do coronavírus. Se o prefeito não editou ou não editar nenhuma norma, valem todas as citadas acima.
Tenho que usar máscaras?
As máscaras continuam obrigatórias em locais públicos e privados de uso coletivo.
Se eu trabalho num serviço essencial, ainda preciso andar com a declaração de autorização?
Não.
Posso entrar e sair da Ilha de São Luís?
Pode.
E como fica o transporte público?
Os ônibus voltam a parar em todos os pontos, como antes. O ferry boat volta a operar normalmente para todos os passageiros. Transporte por aplicativo continua normal.
Então eu posso sair para fazer qualquer coisa?
O isolamento social ainda é a principal arma para combater o coronavírus. Então a recomendação é ficar em casa e só sair se for realmente necessário.
E as aulas?
Continuam suspensas até, pelo menos, 1º de junho.
Até quando valem essas regras?
Até pelo menos quarta-feira (20), quando um novo decreto será editado com regras para o Estado inteiro.