domingo, 16 de junho de 2019

Coletivo de advogados pede prisão cautelar de Moro e Dallagnol por risco de destruição de provas




Dos Jornalistas Livres – O coletivo nacional de Advogadas e Advogados pela Democracia pediu ontem, por volta das 21hs deste sábado, (15/06/19), no Superior Tribunal de Justiça, a prisão em caráter cautelar do juiz Sérgio Fernando Moro e dos procuradores federais Deltan Martinazzo Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum, que aparecem nas conversas reveladas pelo site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald.
Segundo a petição, Moro, Dallagnol e os demais procuradores estão manipulando a imprensa e podem estar destruindo provas para encobrir crimes como o de formação de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e violação de sigilo funcional, além de crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito.
O documento protocolado aponta que "restam inexoravelmente presentes os requisitos do 'fumus comissi delicti' [onde há fumaça há fogo] e do 'periculum in libertatis' [perigo da permanência do suspeito em liberdade], seja para resguardar a ordem pública ou para conveniência da instrução criminal."
"Protocolamos o pedido de instauração de inquérito. São medidas práticas de prisão cautelar para evitar a fabricação de provas como a que está sendo veiculada pela mídia nesse momento sobre um hacker que está invadindo o Telegram. O próprio aplicativo de mensagens já manifestou que isso não é verdade", disse aos Jornalistas Livres um dos membros do coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia.
Agora, o STJ tem de despachar a petição imediatamente, ainda nesta madrugada, sob pena de o ministro plantonista incorrer no crime de prevaricação. "O plantonista poderá acatar a petição, recusá-la ou determinar medidas alternativas como afastamento de Moro e procuradores de seus cargos", elucidou o coletivo.
Desde o último domingo (09/07/19) as publicações do The Intercept Brasil abalaram a tranquilidade do juiz Sergio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. O site divulgou trechos de conversas comprometedoras entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.
Chats privados revelam colaboração proibida de Moro com Dallagnol. O então juiz e o coordenador da Lava Jato trocaram informações, principalmente no sentido de levar o ex-presidente Lula à condenação, o que é considerado antiético, imoral e acaba com a credibilidade do julgamento e dos dois profissionais da Justiça.
O editor-chefe do site, Glenn Greenwald, explicou o motivo pelo qual decidiu disponibilizar a íntegra dos primeiros diálogos. "Quando jornalistas revelam impropriedades cometidas por funcionários públicos e eles não têm defesa, alegam que as provas foram tomadas "fora de contexto". Então, acabamos de publicar o contexto das conversas de Moro e Deltan. Decida por si mesmo se essa desculpa é verdadeira", escreveu.

Flávio Dino entrega Cheques Minha Casa para 1.300 famílias da Região Metropolitana

Beneficiários lotaram IEMA para receber os cheques (Fotos: Karlos Geromy)

Na tarde deste sábado (15), 1.300 famílias selecionadas na primeira etapa do Programa Cheque Minha Casa receberam do governador Flávio Dino o recurso que vão utilizar para as reformas e melhorias em suas moradias.
A solenidade de entrega foi realizada no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), Unidade Plena de São Luís e foram beneficiadas famílias que moram em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa.
“Quase 10 mil cheques entregues, portanto, quase R$ 50 milhões de reais investidos nesse programa, para as pessoas melhorarem suas casas, que é o espaço mais importante, é um programa que vai na direção certa de combate às desigualdades, distribuição de renda, melhoria efetiva para as pessoas. É o Governo chegando bem perto, na casa de cada cidadão, com medidas importantes como essa”, afirmou o governador Flávio Dino.
O programa é destinado às famílias de baixa renda, que recebem os cheques para ampliar ou melhorar moradias já existentes. Nesta etapa foram priorizados os idosos e pessoas com deficiência.
Benefícios
O aposentado Valdemar Lisboa da Silva falou como o recurso vai ajudar na melhoria da qualidade de vida da família.
“É muito bom, até porque o que eu ganho é muito pouco, não dá para fazer aquilo que eu preciso na minha casa, quando eu faço compro um saco de cimento esse mês, depois outro no outro, tendo essa ajuda, é mais rápido”, disse.
Já foram beneficiadas famílias residentes em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, além dos municípios de Trizidela do Vale, Pedreiras e Tuntum, que sofreram por conta das enchentes.
O secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, falou dos próximos beneficiados com o programa.
“Até o final deste ano nós teremos mais de 10 mil beneficiados, é o Governo do Estado oferecendo material de construção em casas que tem idosos ou deficientes para fazer melhorias habitacionais, a prioridade são as instalações sanitárias”, completou.

sábado, 15 de junho de 2019

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino, Sérgio Moro pode ser chamado de tudo, menos de juiz

JM Cunha Santos


As novas revelações do site Intercpt Brazil, divulgadas ontem, fizeram com que o governador Flávio Dino, que por 12 anos exerceu o cargo de juiz federal, em poucas palavras detonasse de uma vez por todas com a atuação do juiz Sérgio Moro no julgamento do ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. As mensagens trocadas entre Sérgio Moro, Santos Silva e Deltan Dallagnol mostram que Moro dirigiu o Ministério Público durante todo o processo contra Lula, o que provavelmente aconteceu em outras fases da Lava Jato.
Flávio Dino chega a afirmar, diante desse comportamento, que Sérgio Moro nem sequer é juiz. O governador disse:

Um juiz não deve:
1) agir em conluio com o acusador.
2) agredir a defesa do acusado, chamando-a de “showzinho”.
3) ter ódio pessoal contra o acusado, revelado pela encomenda de seu massacre midiático.
Quem faz isso pode ser chamado de tudo. Menos de JUIZ.

Moro mantinha com os procuradores da Lava Jato uma espécie de relação trabalhista em que ele era o patrão


A lascívia judicial presente nessa relação, o cabritismo jurídico em que o julgador toma para si o controle da acusação, bastaria para anular qualquer julgamento.

JM Cunha Santos


A julgar por tudo que a imprensa divulga hoje, inclusive análises de renomados juristas, o juiz Sérgio Moro mantinha com os procuradores da Lava Jato uma espécie de relação trabalhista em que ele era o chefe, ou o patrão.
Não se trata de mera intimidade, ou de que os procuradores atendiam a um singular direcionamento do juiz A PGR cumpriu todas as ordens de um chefe que, embora muito cortês com seus “funcionários”, foi obedecido cegamente a todo o tempo do julgamento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva:
quando mandou trocar a ordem das fases da Lava Jato; quando deu “conselhos” e traçou estratégias; quando permitiu que primeiro fosse feita uma consulta aos americanos; quando mandou que fosse elaborada nota pública esclarecendo as contradições nos depoimentos de um réu, Lula, que ainda nem sequer havia sido julgado.
A lascívia judicial presente nessa relação, o cabritismo degenerado com que o julgador toma para si o controle da acusação e manda ultrajar publicamente a defesa e o réu, bastaria, num país sério, para anular qualquer julgamento.
A missão de “Tirar um pouco o foco do juiz que foi capa de revista de modo inadequado”, nas palavras do procurador-chefe Deltan Dallagnol, é um acinte à dignidade da Justiça e joga no lixo a credibilidade do Poder Judiciário. Não se tem mais aqui tão-somente a parcialidade do juiz, mas a intenção clara, insofismável e, naturalmente, abjeta, de condenar a qualquer custo.
O uso dos meios de comunicação para tanto, fica ainda mais claro na proposição do procurador Santos Lima: “Será que não dá para arranjar uma entrevista com alguém da Globo, em Recife, amanhã”? Ele iria estar em Recife no dia seguinte.
A esse indisfarçável desejo de assumir um protagonismo heroico na mídia, a partir do julgamento do ex-presidente, junta-se uma tentativa execrável de promover o populismo da ação penal para justificar uma condenação anteriormente planejada entre o juiz e a acusação.
E é esse o tipo de “Justiça” que povo nenhum merece, mas que hoje o povo brasileiro, graças ao Dr. Sérgio Moro, tem. E que, espera toda a Nação brasileira, seja definitivamente expurgada pelo Supremo Tribunal Federal.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Moro mandou procuradores atacarem Lula e sua defesa na imprensa





247 - Em mais um lote inédito de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, fica evidente que a função de coordenador informal da operação estava realmente a cargo do atual ministro da Justiça. Num diálogo entre Moro e o procurador Carlos Fernando, fica patente o pedido do ex-juiz a procuradores para que eles divulgassem uma nota à imprensa para rebater o que ele chamou de 'showzinho' da defesa do ex-presidente Lula. 
A reportagem do Site The Intercept destaca que "os procuradores acataram a sugestão do atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, em mais uma evidência de que Moro atuava como uma espécie de coordenador informal da acusação no processo do triplex. Em uma estratégia de defesa pública, Moro concedeu uma entrevista nesta sexta-feira ao jornal o Estado de S. Paulo onde disse que considera "absolutamente normal" que juiz e procuradores conversem. Agora, está evidente que não se trata apenas de "contato pessoal" e "conversas", como diz o ministro, mas de direcionamento sobre como os procuradores deveriam se comportar."
Veja o trecho do diálogo entre Moro e Carlos Fernando dos Santos Lima: 
"Santos Lima – 22:10 – Achei que ficou muito bom. Ele começou polarizando conosco, o que me deixou tranquilo. Ele cometeu muitas pequenas contradições e deixou de responder muita coisa, o que não é bem compreendido pela população. Você ter começado com o Triplex desmontou um pouco ele.
Moro – 22:11 – A comunicação é complicada pois a imprensa não é muito atenta a detalhes
Moro – 22:11 – E alguns esperam algo conclusivo
Além do depoimento, outro vídeo com Lula também tomava conta da internet e dos telejornais naquele mesmo dia. Depois de sair do prédio da Justiça Federal, o ex-presidente se dirigiu à Praça Santos Andrade, em Curitiba, e fez um pronunciamento diante de uma multidão. Por 11 minutos, Lula atacou a Lava Jato, o Jornal Nacional e o então juiz Sergio Moro; disse que estava sendo "massacrado" e encerrou com uma frase que entraria para sua história judicial: "Eu estou vivo, e estou me preparando para voltar a ser candidato a presidente desse país". Era o lançamento informal de sua candidatura às eleições de 2018.

Um minuto depois da última mensagem, Moro mandou para o procurador Santos Lima:
Moro – 22:12 – Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele
Moro – 22:13 – Por que a Defesa já fez o showzinho dela.
Santos Lima – 22:13 – Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal.
Santos Lima – 22:16 – Não estarei aqui amanhã. Mas o mais importante foi frustrar a ideia de que ele conseguiria transformar tudo em uma perseguição sua.
Moro, o juiz do caso, zombava do réu e de seus advogados enquanto fornecia instruções privadas para a Lava Jato sobre como se portar publicamente e controlar a narrativa na imprensa."


Prefeitura de São Luís inaugura Museu da Gastronomia no Centro Histórico


Equipamento cultural integra as ações para a valorização do Centro Histórico, que tem entre seus objetivos o incremento do turismo na capital e fortalecimento nos ludovicenses do sentimento de pertencimento.


A gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior realizou mais um investimento que integra o conjunto de iniciativas executadas para a valorização do Centro Histórico de São Luís. Com o Museu da Gastronomia Maranhense, entregue nesta quinta-feira (13), o poder público municipal oferece à população novo espaço cultural, contribuindo para fortalecer nos ludovicenses o sentimento de pertencimento e promovendo a valorização da gastronomia maranhense. O Museu, que foi entregue em clima de festa, será, ainda, um espaço permanente de capacitação na área da gastronomia local. O projeto é resultado de parceria com o Ministério do Turismo e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A iniciativa integra a política de fomento ao turismo, cultura, valorização do Centro Histórico e de incentivo ao desenvolvimento da economia local. "A Prefeitura entrega mais um importante elemento para valorizar a cultura local e mostrar ao mundo toda a diversidade da nossa gastronomia que é tão apreciada e as peculiaridades das nossas tradições. Com a criação de mais este espaço, vamos ofertar à população e aos turistas mais uma alternativa de entretenimento cultural. Além disso, o Museu da Gastronomia Maranhense é mais uma iniciativa pensada para a revitalização do nosso Centro Histórico e para estimular a visitação à área que, por si só, já tem tanta representatividade cultural da nossa história", afirmou o prefeito Edivaldo.


O museu ocupa um dos mais belos casarões coloniais da Rua da Estrela, amplamente restaurado para contar a história da culinária maranhense aos visitantes locais e a turistas, que poderão se deleitar com os sabores regionais e apreciar todos os elementos que compõem a cozinha de raiz da culinária maranhense.
O vice-prefeito Julio Pinheiro, enfatizou a importância do espaço. "Através desta iniciativa da gestão municipal, estamos valorizando a trajetória e toda a história da culinária maranhense, destacando todos os povos que fazem parte dessa tradição. A culinária é um importante elemento que compõe a história dos próprios maranhenses", disse.


A proposta do espaço é oferecer ao visitante uma experiência inesquecível pelos sabores da culinária local, que encanta com o olhar e com o paladar, porque é forte, marcante e nobre sem ser sofisticada. Como cidade patrimônio cultural da humanidade, São Luís é detentora de um imenso valor cultural e seus pratos típicos integram esse conjunto de elementos que fazem da capital maranhense única nesse aspecto. Tendo como base da sua composição principalmente peixes, mariscos, moluscos e outros frutos do mar, além de uma variedade de produtos naturais, a culinária maranhense será exortada no Museu de Gastronomia para proporcionar ao visitante um mergulho pela cultura local através de seus sabores mais genuínos e da singularidade da preparação de suas iguarias.
"Com a parceria celebrada entre o Iphan e a Prefeitura de São Luís estamos oferecendo ao público um novo espaço. Então, além da restauração, estamos dando uso a este local e tornando-o mais um equipamento cultural de suma importância tanto para a sociedade de São Luís quanto para aqueles que nos visitam", destacou o superintendente do Iphan no Maranhão, Maurício Itapary.

Obra de Paulo Freire é eterna, diz Flávio Dino durante homenagem ao educador




O governador Flávio Dino entregou nesta quinta-feira (13) a condecoração máxima do Maranhão à viúva do professor doutor Paulo Freire, em cerimônia no Palácio Henrique de La Roque, em São Luís. O evento marcou a concessão da medalha do Mérito Timbira (in memoriam), grau Grã-Cruz, ao educador.
A medalha foi recebida por Ana Maria Freire, viúva do professor. “Eu me sinto profundamente contente e alegre. Flávio Dino reconhece a importância de Paulo para a educação, a filosofia, as ciências humanas, as ciências exatas. Hoje, há trabalhos de Paulo em todos os campos do conhecimento baseados na literatura dele”, afirmou Ana Maria
Ela destacou que Freire sempre buscou a igualdade social. “Sempre buscou defender os oprimidos e sempre buscou a democracia. Ele teve várias táticas para chegar ao sonho maior, que é e democracia brasileira”.
A homenagem reconhece Paulo Freire como um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia.
Flávio Dino afirmou que “Paulo Freire é uma referência do pensamento brasileiro, não só da área da pedagogia e da educação, mas em outras áreas do conhecimento. Um homem que dedicou a sua vida a servir à causa da justiça, do combate à desigualdade, da esperança, um nordestino como nós”.
“Ele merece essas homenagens de todo o povo brasileiro, como recebeu em vida dezenas de títulos doutor honoris causa em universidades do mundo inteiro. Recebe hoje essa homenagem do Governo do Maranhão em razão dessa trajetória honrada. E sobretudo em reconhecimento à força, à sobrevivência e à eternidade de sua obra, que inspira gerações e gerações de educadores; e tenho certeza que continuará a inspirar”, acrescentou.
Sim, Eu Posso!
Antes da entrega da condecoração, houve uma apresentação de alguns momentos do Sim, Eu Posso, programa que alfabetiza jovens e adultos nas 30 cidades mais carentes do Maranhão. Já foram cerca de 20 mil formados pelo programa.
O secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, explicou que o programa tem o método de Paulo Freire como grande contribuição: “São fundamentais para a alfabetização desses alunos os círculos de cultura, que são círculos freirianos, baseados na ideia do diálogo e na teoria da libertação e na emancipação humana”.
Os participantes do programa ressaltaram a mudança que o ensino provoca nas pessoas e nas comunidades.
“A educação pode transformar a vida das pessoas. Eu percebia muito orgulho e força de vontade nos alunos”, disse Pedro Alves Silva, 38 anos, de Belágua. O agricultor foi alfabetizador do Sim, Eu Posso! e ensinou 18 alunos.
“Para mim melhorou muito nesse pouco tempo que eu estudei. Foi bom demais escrever meu nome pela primeira vez”, contou Francisco dos Anjos, 60 anos, de Aldeias Altas e que agora gosta de escrever cartas para os amigos.
“Com a educação, a gente tem a oportunidade de muita coisa. A gente espera por muito momento bom na vida da gente”, afirmou Elenilde Ferreira da Silva, 44 anos, de Belágua. Ela tem seis filhos, todos alfabetizados.
O legado de Paulo Freire
Paulo Reglus Nunes Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, em Recife, Pernambuco. Filho de uma família muito humilde vivenciou a situação de pobreza comum a milhões de brasileiros. Como educador foi responsável por uma Educação Libertadora, rompendo com os padrões de uma educação domesticadora.  Tendo influenciado o chamado movimento ‘Pedagogia Crítica’.
Defensor dos oprimidos, entre as décadas de 1950 e 1960, Paulo Freire dedicou-se às experiências no campo da educação de adultos em áreas proletárias e subproletárias, urbanas e rurais, em Pernambuco.  Foi perseguido e preso por duas vezes pela Ditadura Militar. Aos 43 anos exilou-se no Peru, antes do fim de 1964. A trajetória no exílio permitiu que o educador levasse suas ideias para os cinco continentes do mundo.  Em 69 foi convidado para lecionar na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde ficou por dez meses.
Paulo Freire escreveu mais de 20 livros individualmente, além de tantos em parceria com outros educadores e pensadores. Entre as suas mais ricas contribuições para a pedagogia mundial estão obras como ‘Pedagogia da esperança’, ‘Pedagogia da Autonomia’ e ‘Cartas à Guiné-bissau’. Por todo seu legado Freire é considerado o Patrono da Educação Brasileira. Faleceu no dia 2 de maio de 1997, em São Paulo.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Serão Sérgio Moro e Deltan Dallagnol agentes da CIA?


Eu já havia comentado no programa Redação 1290, da Rádio Timbira: “Começo a desconfiar que há algo de muito mais sério, terrível e perigoso por trás da figura do presidente Jair Bolsonaro.

JM Cunha Santos


E, assim, intrigada, cabisbaixa e revoltada, a população descobre que a cúpula da justiça brasileira escolhe quem condenar, independente de provas. Descobre até que sentenças podem ser forjadas nos socavões dos tribunais, através de alianças espúrias que consomem no crime um juiz e parte do Ministério Público, com a comissão criminosa de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Tinha um ministro do Supremo envolvido na armação para prender o presidente Lula e interferir no resultado das eleições. Havia interesses inconfessos prolatando sentenças para trazer a extrema direita ao pódio do poder na América Latina. Nem é demais perguntar: serão Sérgio Moro e Deltan Dallagnol agentes da CIA, a serviço dos interesses de trumpistas e do neofascismo de organizações secretas internacionais? Coube a eles a missão de corromper juízes dos tribunais superiores como coube, afinal, influenciar o Ministério Público, de forma a satisfazer a indústria armamentista responsável pelo financiamento escuso da campanha de Jair Bolsonaro?
O fato é que o país está perplexo com o “In Fux we trust”, uma sentença vocabular do então juiz Sérgio Moro, uma alocução verbal norte-americana que revela a cumplicidade de dois mundos entre homens na busca desvairada pelo poder.
Eu já havia comentado na Rádio Timbira do Maranhão, programa Redação 1290 e, em seguida, escrito neste Blog: “Começo a desconfiar que há algo de muito mais sério, terrível e perigoso por trás da figura do presidente Jair Bolsonaro: uma trama internacional, forjada em sociedades extremistas secretas, visando à nazificação do Brasil e à criação de um gigantesco Estado policial na América Latina”. A matéria abaixo, mostrando que quando Moro cobra uma nova operação de Dallagnol, este diz que uma delas “Depende de articulação com os americanos”, só reforça a minha tese da existência de um conluio internacional contra a democracia e o estado de direito no Brasil ou, como disse o jornalista e editor responsável do Porta247, Leonardo Attuch “Sempre houve uma articulação da força-tarefa com os Estados Unidos que passaram a usar o combate à corrupção como instrumento de dominação geopolítica e de arrecadação”.
E acrescenta Leonardo Attuch:  “Como se sabe, a Lava Jato atendeu plenamente aos interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos, que levaram a Embraer, parte do pré-sal, recolocaram a Microsft nas compras governamentais e passaram a ter no Brasil um presidente que bate continência para sua bandeira”. Diz mais que a Petrobrás se dispôs a pagar uma multa de R$ 10 bilhões para os Estados Unidos e, em contrapartida, Dallagnol, o mesmo da articulação com os americanos, teria uma fundação de R$ 2,5 bilhões para chamar de sua.
E, como eu ia dizendo antes de ser estupidamente interrompido, “este Blog nunca erra”.

“Depende de articulação com os americanos”, diz Dallagnol a Moro sobre nova fase da Lava Jato




Denunciado várias vezes pelo ex-presidente Lula como uma “marionete do Departamento de Justiça dos Estados Unidos“, o procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, revela em conversa com o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, que era submetido, sim, à autorização dos “americanos” para desencadeamento de novas fases da operação no Brasil.
Em diálogo de 31 de agosto de 2016 pelo Telegram, divulgado na noite desta quarta-feira (12) pelo site The Intercept, Dallagnol é cobrado por Moro para desencadeamento de uma nova operação e responde que uma delas “depende de Articulação com os americanos”.
Acompanhe o diálogo:
Moro – 18:44:08 – Não é muito tempo sem operação?

Deltan – 20:05:32 – É sim. O problema é que as operações estão com as mesmas pessoas que estão com a denúncia do Lula. Decidimos postergar tudo até sair essa denúncia, menos a op do taccla pelo risco de evasão, mas ela depende de Articulacao com os americanos
Deltan – 20:05:45 – (Que está sendo feita)
Deltan – 20:05:59 – Estamos programados para denunciar dia 14
Moro – 20:53:39 – Ok

“Taccla” refere-se ao ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, que se encontra refugiado na Espanha. Procurado pela Justiça brasileia, o advogado teve seu nome retirado da lista da Interpol em agosto de 2018 por suspeita de parcialidade de Moro na condução do seu caso.

(Com informações da Revista Fórum)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Lula propõe debate com Moro e Dallagnol



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à TVT que será levada ao ar nesta quinta-feira (13) às 20 horas também pelo UOL e pelo YouTube. Depois das revelações do The Intercept, o ex-presidente propôs à Rede Globo que fizesse um debate entre ele, o ex-juiz federal Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.
Lula disse, ainda, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, "quer vender até o Palácio do Planalto, só não quer vender a cadeira de Bolsonaro, porque ninguém quer comprar".
Chamou o fundo que Dallagnol quis criar para a Lava Jato de "Criança Esperança do Dallagnol" e falou de futebol. 
De acordo com reportagem do Intercept, o procurador duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina. "No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: 'Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'", diz o site.
Outra matéria apontou que Moro "sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos".
No diálogo com Dalagnol pelo aplicativo Telegram ele escreve: "Talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas". "Não é muito tempo sem operação?", questionou.

Flávio Dino dá aula a Moro sobre o que é ser juiz



247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino, que passou em primeiro lugar no mesmo concurso prestado por Sergio Moro, usou suas redes sociais para dar uma aula ao ministro da Justiça sobre o que é ser juiz.
Fui juiz federal por 12 anos e nunca:
1) mandei no Ministério Publico;
2) determinei que procuradora fosse fazer “treinamento”;
3) opinei sobre ação penal antes de ser ajuizada;
4) orientei procurador sobre como produzir provas;
5) mandei descumprir decisão de desembargador.
— Flávio Dino (@FlavioDino) 12 de junho de 2019

terça-feira, 11 de junho de 2019

Glenn Greenwald, do Intercept: “Globo é sócia, agente e aliada de Moro e Lava Jato”

"Não esperem nada além de propaganda", tuitou Glenn, ao responder ao jornalista escocês Andrew Downie, que publicou que o Jornal Nacional deu "mais tempo para Deltan Dallagnol, Sergio Moro e as associações dos juízes e procuradores para negar as acusações contra eles do que focar nas gravíssimas acusações em si"


Em sua conta no Twitter, na manhã desta terça-feira (11), o jornalista Gleen Greenwald, do site The Intercept, revelou a ligação entre a Rede Globo e o ministro da Justiça, Sergio Moro, ao comentar a cobertura do grupo de comunicação sobre as conversas espúrias do ex-juiz com procuradores da Lava Jato.
“A Globo é sócia, agente e aliada de Moro e Lava Jato – seus porta-vozes – e não jornalistas que reportem sobre eles com alguma independência. É exatamente assim que Moro, Deltan e a força-tarefa veem a Globo. Então não esperem nada além de propaganda”, tuitou Glenn, ao responder ao jornalista escocês Andrew Downie, que publicou que o Jornal Nacional deu “mais tempo para Dalton Dallagnol, Sérgio Moro e as associações dos juízes e procuradores para negar as acusações contra eles do que focar nas gravíssimas acusações em si”.
Glenn, que recebeu as conversas em denúncia anônima e está analisando o material antes de divulgar novas conversas, usou como exemplo a manchete do jornal O Globo, da família Marinho. “A estratégia da Globo é a mesma que os governos usam contra aqueles que revelam seus crimes: focar em como as infos foram obtidas e ignorar as revelações. Eles mal mencionaram as impropriedades de Moro”, tuitou.
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A Globo é sócia, agente e aliada de Moro e Lava Jato - seus porta-vozes - e não jornalistas que reportem sobre eles com alguma independência. É exatamente assim que Moro, Deltan e a força-tarefa veem a Globo. Então não esperem nada além de propaganda:


Deputados federais e estaduais participam de audiência e discutem pontos polêmicos da PEC da reforma




Deputados federais e estaduais marcaram presença na audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa, na manhã desta segunda-feira (10), para debater a proposta de Reforma da Previdência em trâmite no Congresso Nacional. Os representantes da bancada federal maranhense Eduardo Braide (PNN), Márcio Jerry (PC do B), Juscelino Filho (DEM) e Bira do Pindaré (PSB) acompanharam atentamente as discussões e avaliaram que o evento alcançou os ojetivos desejados, já que contou com a presença do presidente da comissão especial que analisa a proposta em tramitação na Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos, do PR do Amazonas
O deputado Marcio Jerry disse que o debate foi muito oportuno, importante e necessário, pois há muitas divergências no que diz respeito à PEC. “Muito honrosa a presença do deputado Marcelo Ramos, que  preside a Comissão Especial, e o qual nos trouxe ótimos esclarecimentos, até porque se trata de um tema controverso, a respeito do qual há muitas dúvidas e questionamentos. Há posições muito diferentes. Eu mesmo sou contra essa proposta, porque a considero muito ruim. Ela não resolve o problema da Previdência  e ataca os mais pobres e os que mais precisam do dinheiro da Previdência Social”.
Eduardo Braide disse que é um tema importante a ser discutido e que todos precisam entender porque a reforma vai mexer com a vida das pessoas. “Nada mais importante do que ouvir a opinião dos maranhenses, daqueles que estão aqui vivendo a realidade do Estado, para que possamos levar ao Congresso Nacional o sentimento do  nosso povo ”, salientou Eduardo Braide.
O deputado Zé Inácio (PT) destacou que “há  uma crítica muito contundente naquilo que  retira direitos dos trabalhadores, sobretudo, dos trabalhadores rurais  e professores, atingindo muito fortemente as mulheres. "Nós temos que nos posicionado contra esse processo, no que diz respeito à retirada de direitos. Além disso, há a possibilidade de  mudança no sistema  de captação, que também somos contra, uma vez que  o sistema mais adequado, de acordo inclusive com o que prevê a nossa Constituição Federal, é um regime geral de tripartição, que eu acho que  isso é o acontece em todos os países desenvolvidos e o Brasil não pode  entrar nessa  onda de atrelar a Previdência Social ao mercado financeiro”, pontuou Zé Inácio.
Para o deputado Antônio Pereira (DEM), a Reforma da Previdência é um  tema de grande importância e precisa ser amplamente debatido. Ele lembrou que se os estados e os municípios ficarem fora da reforma, será desgastante para os governadores, para as Assembleias e a classe política em geral. “Esperamos que, realmente,  façam parte da reforma os estados e municípios. É um terma de grande importância para o brasileiro e nós  todos temos que ficar atentos”.
Fernando Pessoa (Solidariedade) disse que a audiência foi muito  importante  e destacou o requerimento que deu entrada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para que sejam realizados encontros regionais em várias cidades do Maranhão. “Vamos  fazer esses encontros regionais em várias cidades do Maranhão,  para que possamos tratar desse assunto e dar um norte à bancada federal maranhense, para que eles possam agir conforme  o povo pensa, lá em Brasília.”.
“É importante a discussão desse projeto que está tramitando no Congresso Nacional, para que eles possam levar as impressões que nós, temos daqui do Maranhão, acerca dos pontos negativos e positivos dessa reforma, disse o deputado Ciro Neto (PP).
“Parabenizo o presidente Othelino Neto  pela iniciativa  de fazer um evento como esse, pois é uma matéria que tem um grande impacto  em todo o Brasil  e nada mais justo do que nós,  deputados estaduais,  estarmos por dentro e participar dessa discussão, já que vai impactar a vida de todos os brasileiros. Estamos aqui para  dar a nossa contribuição a respeito da reforma”, garantiu Wendell Lages (PMN).
Tramitação
Caso a PEC seja aprovada, a idade mínima para a aposentadoria será de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres. Há regras de transição para os atuais contribuintes. Atualmente, a proposta está em fase de análise das emendas apresentadas. São 277 sugestões a serem estudadas, com expectativa de conclusão até o próximo dia 15 de junho. 

segunda-feira, 10 de junho de 2019

LULA É INOCENTE. MORO É CULPADO

Site revela que o juiz colaborou secretamente com os procuradores para montar a acusação contra Lula. Veja o que disseram o ministro Marco Aurélio, do STF, o ex-candidato do PT, Fernando Haddad, o governador do Maranhão, Flávio Dino, o editor do The Intercept Brazil, Glenn Greenwald e o deputado Márcio Jerry sobre este que está sendo considerado o maior escândalo do Poder Judiciário na história da República brasileira.

JM Cunha Santos


O site The Intercept Brazil revelou, ontem, através de documentos secretos, que o juiz Sérgio Moro colaborou com os operadores da Operação Lava Jato para montagem da acusação contra Lula, instruindo e dando pistas ao procurador Deltal Dallagnol, agindo fora da lei contra o ex-presidente.
O site divulgou também mensagens privadas trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato. “Não é muito tempo sem operação”, perguntou Moro, revelando pressa na condenação de Lula. “A fonte é seria”, disse também Moro, orientando a investigação.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, já se pronunciou sobre a divulgação das mensagens afirmando que a colaboração entre Moro e Dallagnol “Coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem de ser absoluta. Agora, as consequências eu não sei, temos que aguardar”.
Segundo a revista Forum, a série de reportagens divulgada neste domingo, revela conversas de Sérgio Moro e Dallagnol que mostram atuação conjunta dos dois para impedir uma vitória eleitoral de Fernando Haddad, antecipar a prisão de Lula e até mesmo apresentar provas consideradas inconsistentes”.
As consequências ainda estão por vir, mas atores políticos e jurídicos já estão pedindo a renúncia do hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, a instalação de uma CPI para investigar a Operação Lava Jato (agora conhecida como Lava Fatos), ações devem desembarcar na Justiça a partir do dia de hoje, advogados cobram uma postura firme da OAB pela demissão de Moro.
O deputado Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, chegou a afirmar que Sérgio Moro e Dallagnol formaram uma quadrilha para prender o presidente Lula sem provas, fraudar as eleições e assaltar o Brasil.
Na melhor descrição dos acontecimentos, o site The Intercept Brazil afirma que Sérgio Moro e Deltan Dallagnol trocaram mensagens de texto que revelam que o então juiz federal foi muito além do papel que lhe cabia. Segundo o site “Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem das fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou pelo menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.
As mensagens de Telegram trocadas entre Sérgio Moro e procuradores mostram que eles tramaram em segredo para impedir a entrevista de Lula antes das eleições, temendo que a entrevista ajudasse Haddad. O candidato do PT em 2018, Fernando Haddad, declarou pelo twiter: “Podemos estar diante do maior escândalo institucional da História da República. Muitos seriam presos, processos teriam que ser anulados e uma grande farsa seria revelada ao mundo. Vamos acompanhar com toda cautela, mas não podemos nos deter. Que se apure toda a verdade”.
Através de manifestações em sua página no twiter o governador do Maranhão, Flávio Dino, hoje um dos líderes das forças democráticas no Brasil, disse que “Os fatos revelados são de inédita gravidade na história do Judiciário e do Ministério Público. Todos aguardam explicações das pessoas mencionadas nas reportagens. E a apuração pelas autoridades competentes”. Criticou também a nota da “Força Tarefa da Lava Jato” considerando-a contraditória com o que eles sempre disseram e escreveram sobre liberdade de informação e primazia do interesse público sobre a intimidade.
O deputado federal Márcio Jerry, garantindo que o PC do B vai cobrar explicações na Câmara Federal, disse que “Moro e Deltan Dallagnol passam de acusadores e julgadores implacáveis a suspeitos de utilizarem os cargos com o objetivo de fazerem perseguição política”.
O jornalista editor do The Intercept Brazil, Gelnn Greenwald, um dos herdeiros do Wikileaks comentando a nota da Força Tarefa da Lava Jato declarou que “O MPF emitiu uma longa declaração sobre nossa reportagem que não negou nada que nós publicamos, incluindo os piores atos deles e confirmou que o material no nosso arquivo é autêntico, o que nós já sabíamos. Disse mais que “Ironicamente, as mesmas pessoas que divulgaram as conversas privadas de Lula – incluindo algumas que não tinham nada a ver com assuntos de interesse público – agora estão tentando se colocar como vítimas de uma terrível invasão de privacidade. Lembra”? Em uma última declaração diz que “Os promotores da Lava Jato não são vítimas; esta reportagem mostra: eles são o oposto.
 A Força Tarefa do bolsonarismo nas redes sociais, que atua desde as eleições, está pedindo a cassação do visto brasileiro de Grenwald, o que só reforça a tese de que, no fim, Lula é Inocente e Sergio Moro é culpado. Culpado, inclusive, de prevaricação no exercício do cargo de juiz federal.  

domingo, 9 de junho de 2019

“Peso muerto”: Moeda única Brasil-Argentina vira piada nas redes



A proposta de unificação monetária entre Brasil e Argentina, defendida por Paulo Guedes e pelo presidente Jair Bolsonaro, virou meme nas redes sociais. O nome sugerido, peso real, deu lugar a “peso muerto”, com foto de Bolsonaro estampada em cédula.
A ideia, criticada por economistas, pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e negada pelo Banco Central quando anunciada por Guedes na Argentina, ganhou novo fôlego após Bolsonaro sair em defesa da medida com o argumento de que seria uma “trava para aventuras socialistas“. No entanto, nas redes sociais, ela foi ironizada por jornalistas, parlamentares e usuários.

Flávio Dino: Mais livros. Menos armas



Daqui a alguns dias, vamos completar a marca de 23 Escolas inauguradas em 30 dias. Certamente temos o maior programa educacional em execução no Brasil. Isso me faz lembrar que, ano passado, a paquistanesa Malala Yousafzai tornou-se a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos. Ela ficou mundialmente conhecida após ter sido escolhida para um discurso no plenário da ONU em que defendeu o ensino público universal. "Hoje o mundo produz mais armas que livros", alertou ela.
Como sei que só se desenvolve uma Nação com livros e escolas, desde o primeiro dia de nosso governo tenho buscado tratar a Educação com a centralidade que merece. Tenho convicção de que só poderemos melhorar a longo prazo os índices de nosso estado garantindo ensino de qualidade a todos os maranhenses. Hoje somos reconhecidos nacionalmente como o governo que mais investe em educação, por exemplo pagando o maior salário para professores de 40 e de 20h. Agora, estamos lutando fortemente para que o nosso IDEB continue a subir, depois de tempos pretéritos de marasmo e retrocessos. Conseguimos cumprir nossos objetivos no 1º mandato e a prioridade do momento é prosseguir na trajetória ascendente no IDEB.
Além do Programa Escola Digna, o Programa Mais IDEB compreende um conjunto de estratégias que geram melhorias no sistema público de educação, capazes de impactar diretamente a qualidade do processo ensino-aprendizagem. Com o Prêmio Mais IDEB, o Governo do Maranhão vai conceder bolsas de ensino superior, no valor de R$ 400 a R$ 1.000, para os 10 estudantes com melhor colocação nas provas. Além disso, serão premiados cerca de outros dois mil estudantes, professores e gestores, nas escolas que obtiverem melhores resultados. O principal critério para o prêmio é a pontuação nos Simulados do Ideb. O primeiro ocorrerá esta semana, nos dias 11 e 12 de junho. Outras duas edições ocorrerão ainda este ano.
E já começamos todos os sábados a fazer o Aulão do Ideb, em mais de 700 escolas da rede estadual. A cada dia, oferecemos aulas de reforço nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática, que contribuem com a preparação dos estudantes para a prova do Ideb e para o Enem.
Temos investido em outras iniciativas inovadoras em prol da transformação da educação do Maranhão, por exemplo com o Documento Curricular do Território Maranhense e o Sistema Estadual de Avaliação. Vamos continuar nesse caminho: escolas e livros. Não há obra mais importante, pois obras físicas são perecíveis, enquanto que mudar pessoas tem a marca da eternidade.