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segunda-feira, 6 de abril de 2015

A marcha a ré de Sarney

JM Cunha Santos



Tem alguma coisa de insondável no insípido artigo de Sarney “O Maranhão engatou a marcha a ré”. Engatou. E já faz tempo, o que ele não disse. O Maranhão vinha de ré, descendo a ladeira do atraso e da miséria, quando Sarney surgiu, tomou o volante nas mãos, pisou no acelerador achando que era o freio e provocou um histórico desastre.
A Alumar está demitindo porque Roseana Sarney e companhia fizeram a economia do Maranhão completamente instável e insustentável, para qualquer empresa, por mais rica e poderosa que fosse. Aliás, a Alumar é o que sobrou de uma modelo econômico que privilegiou os ratos emplumados e sacrificou os trabalhadores, porque o resto do “parque industrial” afundou no aterro bilionário da Refinaria Premium I.
Pelo que se percebe, Sarney é um péssimo motorista, não tem noção de tempo, nem de espaço, dirige realmente muito mal. Parece até que recebeu a carteira de habilitação em troca de terceirizações no Detran. Flávio Dino, ao contrário, tem se mostrado um verdadeiro piloto de fórmula 1 nas escuderias Justiça Social e Combate à Corrupção.
Se a Ferrogusa demitiu 500 trabalhadores e a Ferromar e a Gusa Nordeste também estão demitindo, louve-se o governo Roseana Sarney que encerrou totalmente despreocupado de desenvolvimento e totalmente preocupado com envolvimento. Na Operação Lava Jato.
Ele diz que as vendas no comércio caíram 10 %. Caíram mesmo. Caíram muito mais. Principalmente no comércio de publicidade oficial com o Sistema Mirante de Comunicação. Lamenta que o Maranhão tenha perdido lugar tão importante quanto o Ministério das Minas e Energias. Quanto às minas ninguém sabe para que paraíso fiscal eles levaram, mas as energias estão sendo economizadas para escapar da Justiça Federal.
Sarney conta como recebeu o Estado no longínquo 1965. Sem universidades, apenas um navio no porto por semana, nenhum quilômetro de asfalto etc., mas não conta como deixou: campeão de analfabetismo, campeão de mortalidade infantil, campeão de pobreza absoluta, de desnutrição funcional, só para citar apenas algumas obras.
No final, confessa porque está tão decepcionado. Fecharam a Fundação da Memória Republicana Dele, (80 % de inflação e popularidade abaixo de um dígito) paga com dinheiro público e tiraram de uma escola o nome de seu guru: Emílio Garrastazu Medici, o mais provável indicado brasileiro ao Prêmio Nobel de Tortura e Desaparecimentos, se esse prêmio houvesse.

E eu, que também creio, peço a Deus por minha gente: Sarney, nunca mais!

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