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sexta-feira, 4 de março de 2016

Bendito mosquito, seu Benedito

JM Cunha Santos


O mosquito não é ruim para todo mundo. Ultimamente, depois de ameaçar e vitimar todo o eleitorado, Dr. Aedes deu-se às interferências políticas, ocupando o horário nobre com discurso de uma presidente ameaçada de impeachment e cassação. O que não faz dele um mosquito petista, pois igualmente tem salvo administrações do PSDB.
Quiseram fazer dele uma entidade oposicionista. Não deu certo, porém. Sua natureza corrosiva e destruidora o faz aliado de muitos governos que precisam de uma turbinada eleitoral. Pelo Brasil inteiro, prefeitos sem nenhuma obra, com salários do funcionalismo atrasados e em busca de reeleição, só precisam organizar um mutirão de caça ao mosquito para reconquistar a confiança do eleitorado. Mesmo que até agora o aedes aegypti tenha vencido todas as batalhas.
O mosquito não é burro. Embora nunca tenha sido encontrado nas celas de José Dirceu e Delcídio do Amaral, de onde pode ser desviado, foi achado em grande proporção, segundo post de Carolina Guerra Libério no facebook, divulgado por John Cutrim, em salas de aula da Universidade Federal do Maranhão. E há quem diga que, também por temor de desvio, nunca ele esteve na Ilha de Curupu, nem mesmo quando engendravam a cassação do Dr. Jackson Lago.
O catedrático transmissor, assim, se tornou um impagável cabo eleitoral, um agente político irresistível. Sem ele, fica muito difícil se reeleger prefeito em 2016. Dá até para imaginar candidatos à reeleição se pronunciando na TV:
Mosquiteiros!
Acusam-me, hoje, de agiotagem e desvio de recursos públicos, mas esquecem que toda a verba da prefeitura foi gasta para livra-los de picadas do mosquito. Não há dengue, não há febre chikungunha em nosso município. Nem microcefalia, a não ser a do meu adversário. O dimorfismo sexual desses carapanãs foi detido a tempo pela Prefeitura. Aqui, embora falte água em movimento, não tem também água parada. As antenas pilosas desses insetos foram cortadas. Estou certo de minha reeleição, pois mais vale um povo sem recursos públicos que um povo com febre enchendo os hospitais.
E, depois de ovacionado, falando nos ouvidos do candidato a vice-prefeito:

Bendito mosquito, seu Benedito...

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