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segunda-feira, 18 de abril de 2016

São Luís passa a contar com batalhão exclusivo para combater assaltos a ônibus


O Batalhão Tiradentes, mais novo grupamento da Polícia Militar do 
Maranhão (PMMA), iniciou este mês um trabalho especializado no combate aos 
assaltos a ônibus. Foto: Handson Chagas/Secap
O Batalhão Tiradentes, mais novo grupamento da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), iniciou este mês um trabalho especializado no combate aos assaltos a ônibus. Diariamente, 100 policiais atuam na região metropolitana, em áreas mais vulneráveis aos roubos, e direcionam a atenção ao público usuário do transporte coletivo. Em duas semanas de trabalho, o Batalhão Tiradentes já apreendeu 500 armas brancas, quatro armas de fogo, um simulacro e encaminhou 20 pessoas para a delegacia. Além disso, foram apreendidas 30 trouxas de substâncias semelhantes a crack e 47 papelotes de maconha. Mais de 15 mil pessoas foram abordadas.
Segundo o comandante do Policiamento Metropolitano I (Cpam I), coronel Pedro Ribeiro, a Operação Transporte Seguro, realizada por todas as unidades operacionais, está mantida. O Batalhão Tiradentes executa patrulhamento prioritariamente nas paradas de ônibus. A atuação dos policiais nos coletivos é diária, entre 14h e 3h da manhã.
“Com o advento do Batalhão Tiradentes, nós temos o direcionamento primeiro das suas atividades para abordagem de pessoas em coletivos e nas paradas. O diferencial deste trabalho é que os policiais saem nos ônibus e seguem embarcando e desembarcando, em abordagens pela cidade. Desde que começou, o trabalho reduziu em 60% o número de assaltos”, detalhou o comandante do Cpam I.
O coronel Marques Neto, comandante do Batalhão Tiradentes, explica que as guarnições foram distribuídas por regiões, conforme mapeamento prévio. Quinzenalmente há uma reavaliação e, caso necessário, um remanejamento das equipes. Nesta primeira etapa do trabalho, áreas como Monte Castelo, São Francisco, Ipase, Portinho e Turu estão abrangidas na dinâmica da atuação do Batalhão.
Ele comenta ainda que, dentre outras vantagens da ação in loco, estão o acompanhamento e a redução do tempo de viagem em qualquer situação de vulnerabilidade, a aproximação entre polícia e população, a logística facilitada e o fator surpresa. “O próprio assaltante não sabe onde estaremos. Nós descemos e, na próxima parada, há nova revista. Isso utilizando o próprio ônibus como condução”, explicou.
Na rotina de procedimentos, além das abordagens nas paradas, as guarnições realizam sondagens com motoristas e cobradores e os passageiros descem para revistas. “Temos tido um feedback positivo da população. Isso se torna combustível para nós”, completa o coronel Marques Neto.
Batalhão Volante

Ao todo, o Batalhão Tiradentes é composto por 150 homens e conta com estrutura diferenciada: são 42 motocicletas e 16 viaturas. O comandante do CPAM I acrescenta que a criação do Batalhão surgiu a partir da avaliação do Comando Geral da PMMA dos bons resultados das guarnições albatroz, que utilizam motocicletas para o deslocamento, e dos Grupos Táticos Móveis (GTM). Segundo ele, o patrulhamento volante e não atrelado às demandas dos chamados de emergência pelo 190 demonstraram grande efetividade e produção, o que gerou a proposta de potencializar tal mecanismo. “Esse grupamento é tático e de alta prevenção, porque se caracteriza por estar diretamente ligado a abordagens. Ele atua também como reforço no patrulhamento urbano”, disse o coronel Pedro Ribeiro.

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