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sábado, 27 de agosto de 2016

13 políticos foram assassinados no Rio de Janeiro nos últimos nove meses

Onda de crimes contra candidatos na região preocupa as autoridades.
Segundo a polícia, milícia da Zona Oeste tem envolvimento em treze assassinatos
G1

Pré-candidata a vereadora de Magé é executada 

A pouco mais de um mês das eleições municipais, a onda de crimes contra políticos na Baixada Fluminense preocupa as autoridades, principalmente devido ao envolvimento de milicianos em pelo menos seis casos. Nos últimos nove meses, 13 candidatos a vereador foram assassinados na região e, segundo a polícia, 11 casos tiveram motivação política.
A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, que investiga os crimes, descobriu que a milícia mais conhecida do Rio de Janeiro está por trás de três assassinatos.
De acordo com as investigações, a milícia, que atua na Zona Oeste do Rio há cerca de 20 anos, já expandiu suas atividades criminosas paraItaguaí, Seropédica e Nova Iguaçu. Entre os nomes envolvidos com a quadrilha estão o de dois ex-políticos condenados pela Justiça: Jerônimo Guimarães, o Jerominho, que foi vereador na capital, e seu irmão Natalino Guimarães, que era deputado estadual.
Com os irmãos Guimarães na cadeia, o comando da quadrilha atualmente é de Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes.  O crime mais recente atribuído à milícia é o do policial militar Júlio César Fraga Reis, candidato a vereador pelo PC do B. Ele foi morto em Seropédica, no último sábado (20).
Para o delegado Giniton Lages, está clara a influência de milicianos na política da Baixada Fluminense. "Houve um momento na política carioca e fluminense em que a milícia foi para a política. Tivemos candidatos apoiados por eles e na Baixada Fluminense está claro que ela [a milícia] se faz presente no poder, ela apoia candidatos", afirmou Lages, citando como exemplos os municípios de Itaguaí e Seropédica.
"Nessas cidades, já temos registro da atuação forte da milícia em areais e terraplanagem. Sem apoio das prefeituras, ela não poderia avançar em seus negócios, precisa ter uma proximidade forte com o poder público", declarou.
A Polícia Federal também abriu inquérito para investigar os assassinatos de políticos. Em visita ao cartório eleitoral de Duque de Caxias, nesta sexta-feira (26), o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falou sobre os crimes.
"É uma situação extremamente grave. Há incidentes que podem não ter conotação eleitoral, e outros, a maioria, com conotação eleitoral. Haverá presença das Forças Armadas aqui no Rio de Janeiro, na sequência dos trabalhos da Olimpíada e da Paralimpíada. Há problemas ligados também à segurança, não têm a ver com o processo eleitoral, é verdade que isso possa recrudescer no período eleitoral, e nós vamos acompanhar isso com muito cuidado", afirmou Mendes.


O ministro também confirmou que a Baixada pode receber um número maior de homens das tropas federais. "Nós estamos discutindo isso com o TRE e isso está sendo considerado. Certamente haverá alocação de forças em locais mais sensíveis", concluiu.

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