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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Seleção contra o time da crise

Editorial JP, 12 de agosto

Foto: NaelReis
Em tempos de Olimpíadas, é sobejamente salutar ver que o governo é o primeiro a ajustar os meiões e as chuteiras para acertar os devidos pontapés na crise econômica. E como a crise é uma disputa que inclui todas as modalidades de infortúnios, o governador Flávio Dino explicava às 15 horas de ontem, no Salão de Atos do Palácio dos Leões, as três primeiras táticas com que, como técnico da seleção maranhense, espera enfrentar a crise econômica nacional e salvar o Maranhão de uma fragorosa derrota.
Ele detalhou, como uma das medidas, O Programa Mais Emprego. Este programa, em princípio, dará desconto mensal de R$ 500, 00 no imposto das empresas a cada novo posto de trabalho com carteira assinada.
Outra medida é o Cheque-Moradia que garantirá crédito de R$ 5 mil para compra de material de construção a famílias de baixa renda, o que, infalivelmente, injetará recursos na economia maranhense.
No mesmo ritmo, o governo do Maranhão cria o programa Mutirão Rua Digna. Por meio deste, serão firmadas parcerias com instituições de classe, sindicatos, associações comunitárias, arcando o governo do Estado com os serviços e o material inicial.
Naturalmente que as três medidas visam ativar a economia maranhense e serão enviadas para a Assembleia Legislativa. O governador disse que “os projetos visam, a um só tempo, a melhoria da qualidade de vida, a ampliação de empregos e circulação de dinheiro, tendo como vértice o Estado, mas com a imprescindível parceria das empresas e da sociedade civil organizada”.
Como diriam nossos avós, “esse jogo não é de um a um” e, cá para nós, enfrentar crises é uma qualidade muito especial de todo nordestino. Com esses três centroavantes contratados entre pessoas de baixa renda, a seleção do Maranhão estará preparada para o enfrentamento da crise econômica. E esperando apenas que o pessoal do meio campo (empresários, associações, sindicatos e instituições públicas) passem a bola e os zagueiros (deputados da base aliada) tenham a disposição de enfrentar o mau humor dos adversários.
Mas certamente que outros craques ainda virão, na medida em que a crise econômica jogar nas canelas e não na bola. Teremos sim, craques do porte de um Neymar e de um Pelé em campo e, no tatame - se preciso for, lutadoras que já enfrentaram crises pessoalmente, como a judoca medalha de ouro do Brasil, Rafaela Silva.

Assim, o técnico e a torcida se darão por satisfeitos e, quem sabe, até alguns cartolas.

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