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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Para azar dos que desejaram o mesmo inferno para o Maranhão, policiais militares estão voltando a seus postos no Espírito Santo

A PM calcula 142 mortes desde o início da greve e 5 mil pessoas participaram da Caminhada pela Paz”, na manhã de hoje, na capital Vitória. Forças federais permanecem no Estado.

Veja.com


Moradores de Vitória participaram na manhã deste domingo da Caminhada pela Paz, na orla da Praia de Camburi. Com cartazes, camisas e balões brancos, os capixabas pediram o retorno à normalidade após nove dias de paralisação dos policiais militares no Espírito Santo.
Os policiais militares estão voltando gradativamente aos seus postos – hoje são 875 patrulhando as ruas do estado – ainda com a presença das Forças Armadas e da Força Nacional. Os capixabas relatam que se sentem mais seguros para retomar a rotina e sair de casa.
Segundo o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, o objetivo do ato é fazer que as famílias voltem a ocupar os espaços públicos da capital capixaba. “A vida no Espírito Santo é a cidade ocupada pelas famílias, os capixabas nas praias, andando de bicicleta, caminhando. É importante que essas imagens rodem o mundo e mostrem que os capixabas superaram essa semana de trevas que nós passamos”.
O prefeito informou que na segunda-feia (13) serão retomadas grande parte das atividades da rede municipal de ensino, das unidades de saúde e das repartições públicas. “A ideia é que a gente vá voltando ao normal gradativamente. A presença de mais de 5 mil pessoas aqui [na caminhada] mostra que este é um sentimento de todos nós: queremos retomar as nossas vidas”, acrescentou.
Volta à normalidade
Aos poucos, os capixabas começam a voltar a rotina. Praias, bares e restaurantes ficaram mais cheios este fim de semana. Mesmo com receio, os moradores estão saindo de casa.
O casal Carlos Henrique Ribeiro e Camila Lélis, ambos de 57 anos, acompanhados da neta Ana Júlia, de 2 anos, resolveram participar da Caminhada pela Paz para retomar a sensação de tranquilidade que sempre tiveram na capital. “Eu estou me sentindo bastante tranquilo. Se não estivesse, não traria minha neta para a rua”, disse Ribeiro, que é procurador do estado e não pôde trabalhar na semana passada porque os órgãos do Judiciário permaneceram fechados.
“Ficamos aquartelados. Fomos obrigados a isso”, resumiu Camila, em alusão ao aquartelamento dos policiais nos quartéis devido ao movimento grevista. “Hoje estou sentindo uma sensação de liberdade, de poder exercer meu direito de ir e vir. Tenho esperança de voltar à nossa rotina normal amanhã”.
A policial civil aposentada Eliete Bermudes, de 66 anos, relata que ainda se sente insegura de sair de casa. “A gente sai, mas com medo. A gente sabe o risco que corre. Só saio com a carteirinha do plano de saúde”, contou. “Eu acho que algum lado deveria ceder. O governador não cede, os policiais não cedem e a população fica no meio do tiroteio. Não estou de acordo com nenhum dos dois lados.”
As mulheres e mães de policiais militares continuam acampadas em frente aos batalhões impedindo a saída de viaturas e de agentes em protesto por melhorias salariais.
Número de homicídios
O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo informou que foram registrados 142 homicídios no Estado desde o último dia 4 de fevereiro até às 10h deste domingo. O maior número de mortes violentas foi contabilizado na última segunda-feira, com 40 homicídios. No sábado (11), houve dois homicídios. A Secretaria estadual de Segurança Pública não divulgou até o momento um balanço das ocorrências desde o início da paralisação dos PMs.

(Com Agência Brasil)

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