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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sarney foge da Lava Jato, do Ministério Público e do Sindicato de Jornalistas do Maranhão

JM Cunha Santos


De carro, de avião, de lancha e, quem sabe, até de helicóptero, funcionários do judiciário maranhense estão em busca de Sarney na missão de entregar a ele intimação expedida pelo juiz Sérgio Moro desde o dia 6 de dezembro para depor na Lava Jato. Em Brasília, na mansão do Calhau, na Ilha de Curupu, a busca da Justiça se mostra infrutífera porque, qual um personagem de Ponson du Terrail, o rocambolesco Sarney nunca está em lugar nenhum.
Também o Sindicato de Jornalistas do Maranhão tenta, inutilmente, confrontar no Ministério Público do Trabalho representantes de Sarney no Sistema Mirante mas ninguém dá as caras nem emite qualquer explicação. Conforme informou o presidente Douglas Cunha, o Sindicato de Jornalistas apresentou denúncia contra o Sistema Mirante por não realizar reajustes salariais por dois anos e outros atos desrespeitosos com seus funcionários e jornalistas. O Ministério Público do Trabalho convocou dirigentes ou prepostos daquele conglomerado de comunicação para uma audiência de mediação, mas, desrespeitosamente, a empresa não mandou representante e a audiência não se realizou.
O MPT já reenviou a convocação, agora para as 14:30 horas do dia 15 de fevereiro e os funcionários e jornalistas da Mirante esperam que, desta vez, o MP seja respeitado e algum representante de Sarney no Sistema Mirante atenda à convocação.

Em tempo: Sarney, por determinação do ministro relator da Lava Jato, Edison Fachin, também está sendo investigado por obstrução da Justiça ao lado de Renan Calheiros, Romero Jucá e Sérgio Machado, da Transpetro, que o acusa de ter recebido propina de R$ 18 milhões. Resta saber se, no correr do processo, o ex-senador terá peito para não atender a alguma ocasional convocação do Supremo Tribunal Federal.

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