Política e coragem
Maranhenses fogem de casa
A fragilidade das instituições públicas está transformando o Maranhão na Gomorra do continente e na Sodoma da federação brasileira.
Não bastasse a presença quase diária do Estado nas crônicas local, nacional e internacional de corrupção e as insistentes denúncias de suborno na periferia da política de alianças partidárias, o banditismo germina violento e traz de volta a pistolagem sustentada na desordem fundiária do Maranhão.
Maranhenses estão fugindo de suas casas no município de Santa Luzia e em outros, para não serem assassinados por pistoleiros. É preciso chamar a atenção das autoridades para o que isto significa. Significa que estão conseguindo, finalmente, criar enclaves, territórios sem lei, grotões sem governo aonde a bala dá as ordens e quem tem juízo obedece.
A complacência com a grilagem, com projetos agropecuários de origem duvidosa, a pressa da Justiça em despachar liminares em ações de despejo e a prontidão da polícia em cumpri-las propiciam esse clima de confronto, geram conflitos nos quais, geralmente, só são presos, torturados e mortos trabalhadores rurais e homens pobres enfraquecidos na luta pela terra.
Ao que parece recomeçou a matança de outras épocas e os que matam, matam muito e não pagam por seus crimes. Inquéritos não são iniciados e quando o são permanecem inconclusos pela eternidade, porque focos de corrupção nas instituições públicas impedem o cumprimento das leis. E, todo cientista político sabe disso, não há possibilidade de desenvolvimento quando o Estado não oferece segurança jurídica a seus cidadãos. A maioria dos crimes cometidos contra o homem do campo não chega aos tribunais, e nem poderia, pois o próprio Estado desconhece quem de verdade são os donos das terras.
Sem confiar na Justiça, sem confiar na polícia, sem confiar no governo e sob a mira de pistoleiros, o povo começa a fugir de casa. Governa, então, a lei da bala e instala-se a anarquia. As fraquezas do poder público garantem a impunidade e os bandidos de aluguel passam a rondar nossas vidas e o fazem precisamente agora, num ano eleitoral, quando os sentimentos todos estão exacerbados. A agravar tudo isso, a busca de espaço para novos empreendimentos que querem situados nas bordas dos grandes projetos industriais que ora se instalam ou estão por se instalar no Estado. Não há o que duvidar. Esta é uma receita fulminante para a anarquia e para a volta à matança indiscriminada de lideranças e trabalhadores rurais no Maranhão.
CUNHA SANTOS: embora não conheça a política brasileira, estou a ver que a caca é do mesmo cheiro... corruptos, milionários à força de tanto nos roubarem, gestores de última hora a ganharem o dobro e o triplo do OBAMA...
ResponderExcluirMERDA PORTUGUESA NÂO SERÁ DIFERENTE DE MERDA BRASILEIRA! Perdoa as palavras, mas quando vejo a miséria deste povo....
BEIJITO DE Mª ELISA
Ôh Zé Maria, agora que eu tô me dando conta do teu Blog e serei um seguidor.
ResponderExcluirOlá, meu querido!!!
ResponderExcluirBem,a coisa é igual em todos os lados.
Não há uma notícia sequer boa no campo político.
Nossos governantes perderam a vergonha e como nada dá em nada a eles preferem não recuperá-la, pois assim vão enchendo seus gordos bolsos.
Beijinho
Oi Cunha, meu amigo, agora, depois de ler várias vezes, já a algum tempo, entendo o que se tornou o Maranhão. Infelizmente vivemos num país, ainda de coronéis. O Brasil é um país perdido...mas não percamos a fé.
ResponderExcluirGrande abraço