JM Cunha Santos
O câncer matou Josilda Bogéa, o câncer matou Thelma Borges, o câncer matou, matou,matou... O câncer está sempre vitimando um parente de alguém, um colega seu de serviço, uma namorada, um amigo de seu filho, um amigo de seu amigo, qualquer um que você conheça só de ver.
A incidência de câncer em São Luís é apavorante, numa proporção que não se explica na simples existência desse mal incurável que se alastrou pelo mundo. Esse alerta foi feito repetidas vezes pela deputada Helena Barros Heluy da tribuna da Assembléia Legislativa sem que aparentemente as pessoas dessem a devida importância às estatísticas que colocam a capital maranhense entre as cidades com maior incidência de câncer no país. Um trabalho do Sindicato dos Metalúrgicos, já editado em livro, mostra a perigosa relação entre as atividades de algumas empresas de caráter multinacional e a proliferação desenfreada da doença em São Luís. Duas reportagens foram publicadas no Jornal Pequeno sobre o assunto câncer em São Luís, assinadas por Katia Persovisan e JM Cunha Santos. Ontem, via facebook, o jornalista Jorge Vieira voltou a revelar preocupação com o descontrolado número de vítimas desse mal. Em conversa com outros jornalistas como Raimundo Borges, Raimundo Garrone e Jersan Araújo, no Cemitério do Gavião, Jorge dizia que são raras as famílias em que uma ou mais pessoas não tenham sido atingidas pela doença. “Pessoas que nunca fumaram, nem beberam estão adoecendo de câncer do pulmão”, lamentava Jorge que teve a própria esposa vitimada pela doença.
Às preocupações da imprensa com relação ao nível desconhecido de poluição da cidade foram acrescidas outras que incluem uma alimentação injetada de agrotóxicos, hormônios e substâncias químicas perigosas que engordam o gado e o frango e emagrecem a vida.
Os jornalistas todos parecem dispostos a encontrar uma resposta definitiva para a alta, desenfreada e incontrolável incidência de câncer na capital do Maranhão.
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