terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dia maranhense da juventude

JM Cunha Santos

Tramita, na Assembléia, projeto de lei 207/11, de autoria da deputada Cleide Coutinho, que institui o Dia Maranhense da Juventude, a acontecer, anualmente, no primeiro domingo do mês de agosto.

A parlamentar explica que no dia 12 de agosto, por força de deliberação aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1999, foi comemorado o Dia Internacional da Juventude, evento que marcou a posição da ONU relativamente aos jovens no tempo presente, caracterizada por demandas diversas nas áreas sociais: educação, saúde, formação profissional, lazer e segurança pessoal.

No Brasil, segundo a deputada, a juventude é um contingente expressivo, superior a 51 milhões de almas. Mas no Brasil, o tratamento do tema juventude deve guardar uma outra conotação, ou seja, não observá-los apenas como “sustentáculos futuros das sociedade e das economias”, conforme escreveu a deputada. A juventude brasileira sobrevive violentamente ameaçada pelo crime organizado, torturada pelo consumo de drogas e pelo desemprego e, em casos específicos como o do Maranhão, completamente esquecida pelo poder público. Nem aulas eles conseguem mais assistir, porque nem o modelo educacional do Estado, nem seus gestores, correspondem aos anseios da juventude maranhense. Os professores vivem em greve, a polícia vive em greve, os delegados, de forma que parece existir uma cratera abissal entre a formação e segurança da juventude e o Estado.

Por razões como estas, o projeto de lei da deputada Cleide Coutinho não é apenas mais um a criar uma nova data especial. É preciso não tirar os olhos das estatísticas que apontam os assassinatos de 60 mil jovens do sexo masculino, entre 18 e 24 anos, anualmente no Brasil. É preciso observar com muito mais cuidado ainda a situação da juventude maranhense diante de um governo visivelmente paralisado. Faça-se isto com estudos e ações concretas também no Dia Maranhense da Juventude.

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