quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Conexão soviética

JM Cunha Santos

No Maranhão andam acontecendo coisas muito estranhas, estranhíssimas, completamente fora de foco. A deputada Gardênia Castelo informava, ontem, na Assembléia, que antes mesmo do prefeito tomar conhecimento da denúncia do Ministério Público, relativa a um contrato com a empresa Pavetec, a Agência Tass ligava para o secretário de Comunicação, Edwin Jinking, pedindo informações sobre o processo.

Ocorre que a Agência Tass é a mesma e perigosa agência de informação que atuava na União Soviética durante a ditadura, inclusive nos terríveis tempos do expurgo comunista comandado por Joseph Stalin. Até agora ninguém soube dizer quais são os reais interesses dos russos na cidade de São Luís, menos ainda na guerra política que antecede as eleições municipais.

Temos ouvido muito falar em interferências da CIA e do FBI americanos em outros países visando derrubar ou manter governos, investindo financeiramente em eleições e na execração pública de políticos não alinhados aos Estados Unidos. Mas é de fato estranho esse repentino interesses dos precursores da perestroika em São Luís.

O temor que temos todos nós, ainda nessa condição de metrópole provinciana, é de que a KGB, a terrível polícia política da União Soviética, tenha ressurgido das cinzas e esteja usando a Agência Tass a serviço de interesses políticos aqui no Estado do Maranhão. Se a idéia é absurda, mais absurdo ainda nos parece que este serviço de informações do outro lado do planeta, que passou muito tempo disfarçado de agência telegráfica, tenha notícias sobre uma ação da qual o próprio sujeito passivo dela, o prefeito João Castelo, ainda não tinha conhecimento. Isso é o que se pode chamar de corpo estranho. Muito estranho.

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