JM Cunha Santos
Os recentes quebras-quebras ocorridos na Inglaterra, Espanha e outros países da Europa recolocam uma velha discussão existente entre esquerda e direita sobre os fatos da exclusão social. Filósofos de um lado, sociólogos do outro voltaram à mesma disputa retórica dos terríveis dias da cortina de ferro quando o comunismo surgia como aparente solução para todos os problemas do mundo e a extrema direita optava pelo capitalismo e por regimes ditatoriais.
O mais correto é pensar que os dois lados estão certos, pois se a fome não acabou no mundo, a crise econômica internacional avança sobre os ganhos de uma classe média irritada com as autoridades pelo mundo afora. Mas não se descarte o vandalismo que costuma reunir ocasionais revolucionários e pessoas apenas interessadas em agitação e violência.
E é bom anotar a frase proferida pela presidente Dilma na Organização das Nações Unidas: “a resistência do Brasil à crise econômica internacional não é ilimitada”. E não é mesmo. Até porque, como país emergente, quase sempre estaremos suscetíveis aos humores da economia mundial, principalmente se a crise atinge gigantes como Estados Unidos, França e Inglaterra. O desgaste das discussões teóricas em nada vai servir para aplacar as dores naturais do capitalismo. O melhor é que façam alguma coisa de concreto para deter a crise econômica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário