JM Cunha Santos
O stalinismo contra a imprensa, em vigor no PT conforme o senador Francisco Dornelles, não deixa que se apercebam de que a indignação está de volta ao país porque é impossível suportar o nível de corrupção na vida pública.
Os caras-pintadas que derrubaram o também corrupto Collor de Melo estão de volta às ruas, enchendo as praças de dignidade brasileira e protestando contra a impunidade que grassa nos poderes públicos. Já era hora. A juventude não costuma suportar por muito tempo a tirania. E essa é a mesma juventude que foi às ruas pelas Diretas Já, a mesma que pôs fim a uma ditadura militar que se arrastava por mais de 20 anos.
A conversa do PT de que a imprensa é culpada de tudo não convence mais nem seus próprios militantes, decepcionados com as alianças espúrias, de caráter meramente eleitoral, que junta todos os corruptos no mesmo cofo como caranguejos sem unhas tentando fugir dos olhos e do fogo revoltado da população.
Chega a quase 70 bilhões de reais o que foi surrupiado dos cofres públicos nas últimas décadas. Um dinheiro incalculável que poderia estar investido no futuro dessa própria gente jovem que já não agüenta mais a roubalheira nos governos da presidente Dilma e do Lula. Eles voltaram a cantar a canção mágica de Geraldo Vandré que se tornou hino nacional no decorrer do golpe de 1964: “vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”. Eles estão, mais uma vez, fazendo a hora e sabem exatamente o que querem: o fim do assalto aos cofres públicos.
Eles voltaram a cantar, a pintar nas caras a ausência de honestidade no poder público, a lamentar, a gritar “Fora Sarney”, “Fora Todo Mundo” que quer fazer dessa República um maldito antro de impropriedades e corrupção.
Preocupem-se, senhores, eles voltaram a cantar e, cantando, vão tirar vocês daí.
Nenhum comentário:
Postar um comentário