JM Cunha Santos
O estudante brasileiro, depois de anos entregue a escolas sem nenhuma qualidade, entulhadas de professores incapacitados, fará um esforço hercúleo, gastando-se em intermináveis noites de insônia, para vencer a etapa do vestibular e, assim, chegar á Faculdade de Direito.
Na Faculdade, este aluno encontrará professores que, via de regra, não têm tempo de ensinar. Estão ocupados em ser advogados, promotores e juízes em cidades distantes do universo catedrático a que pertencem; ou até gastando um grande volume de massa encefálica em concursos públicos. Outros conseguem ser professores em seus Estados ao mesmo tempo em que fazem mestrado e doutorado em outros países.
Desse modo, os estudantes que freqüentaram boas faculdades ou passaram grande parte da vida auxiliando em escritórios e gabinetes dos pais juristas, vencerão a prova da OAB com muito mais facilidade.
Uma prova objetiva da OAB é uma farsa, pois ninguém conseguirá, em 5 anos de estudos, sem nenhuma prática forense, decorar leis, artigos, parágrafos e incisos dos fuçados compêndios jurídicos do Brasil. Nem que lhes acrescentem chips aos cérebros.
Acaba que a prova da OAB se revela uma disputa injusta e desleal entre estudantes que acabam de deixar a Faculdade e profissionais que já lidam com o Direito, na prática, há mais de 20 ou 30 anos, os juristas encarregados de elaborar as provas da OAB.
Profissionais do Direito costumam trabalhar com os Códigos abertos em suas mesas, rodeados de citações dos mais diversos autores que se dedicam ao estudo desta Ciência e de posse de imensas Bibliotecas que se renovam todos os dias. A prova da OAB, portanto, é uma farsa e inaplicável à grande maioria dos estudantes obrigados a se submeterem a ela.
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