JM Cunha Santos
O Jornal Hoje (Rede Globo) mostrou, em sua edição de ontem, a lamentável situação do Instituto Médico Legal do Maranhão. Máquinas que não funcionam, material colhido para testes de DNA retido por tempo indeterminado, completa carência estrutural, armas usadas em crimes amontoadas sem os devidos cuidados, dentre outras mazelas, fazem do IML - uma espécie de portão da Universidade Federal do Maranhão – um exemplo a mais das pífias condições de segurança no Estado.
Fica difícil entender o que ainda segura o Dr. Aluísio Mendes na Secretaria, pois é evidente que não estão lhe dando condições de administrar a segurança pública. Os problemas se acumulam e, depois de greves sucessivas de delegados e da polícia civil, uma greve da Polícia Militar está sendo anunciada, conforme noticiário de ontem de setores da imprensa.
Se nem à polícia técnica dão condições normais de trabalho, como esperar que comandem um contingente policial tão expressivo, em todo o vasto território do Estado, sonegando investimentos, pagando salários escassos e, ainda, enfrentando, ao invés de prover, as reivindicações dos policiais. Pior para o povo que, além, de suportar altos índices de criminalidade, é obrigado a conviver com uma polícia raivosa e insatisfeita capaz de cometer desatinos como os que vitimaram o pedreiro José de Ribamar Vieira.
Nenhuma dúvida de que este é um governo que não cumpre seu dever. Segurança é prioridade em qualquer lugar do mundo nesses conturbados dias em que a apologia da violência ganhou foros de fanatismo religioso. Se nem o Instituto Médico Legal funciona, não é demais pensar na existência de um grave caso de paralisia cerebral no governo do Estado.
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