JM Cunha Santos
Quando se juntam política e insensatez fica também desnorteada a população. Alguns episódios e suas interpretações, ocorridos no Maranhão, revelam a pouca lucidez que em determinados momentos ronda o mundo político.
Em meio a essa legislatura, o deputado Carlos Alberto Milhomem apresentou e aprovou na Assembléia a chamada PEC da Bengala que estendeu para 75 anos a aposentadoria compulsória. O objetivo era manter no Tribunal de Justiça determinados desembargadores que já haviam completado 70 anos. Flagrantemente inconstitucional, porque agride virulentamente a Carta Magna do país, o projeto passou, embora que provocando reações muito sérias no mundo jurídico.
Ontem, querendo acusar de qualquer coisa e de qualquer modo o prefeito de São Luís, o deputado Roberto Costa anunciou o desaparecimento de R$ 75 milhões da Prefeitura. Segundo ele, o dinheiro teria sido sacado na boca do caixa, no Banco do Brasil. É difícil acreditar que alguém tenha deixado uma agência do Banco do Brasil com malas e mais malas entupidas de dinheiro e que o BB tenha pago quantia tão vultuosa sem contestação.
No terceiro lance de insensatez, o deputado Manoel Ribeiro afirmou da tribuna que, quando da deposição do governador Jackson Lago, o coronel Ivaldo Barbosa evitou que tocassem fogo na TV Mirante e que policiais sob seu comando encontraram 15 KG de dinamite no interior da sede do governo e cujo destino seria explodir o Palácio dos Leões.
Sinceramente, a imunidade parlamentar está permitindo que se afirmem as maiores loucuras da tribuna da Assembléia, sem provas, indícios ou provas testemunhais. Por favor, senhores, o parlamento não é lugar para brincadeiras de mau gosto.
Os cães de guarda são assim, se não tiverem um osso para eles ficarem entretidos, se danam a latir frenéticamente. Assim também é Cerberus
ResponderExcluirMeu amigo Macabeu, o senador Vitorino Freire dizia que em política só não viu boi voar. No Maranhão estão voando bois, elefantese hipopótamos.
ResponderExcluirENQUANTO ISSO PROFESSORES APANHAM EM SALA DE AULA POR FALTA DE POLITICAS DE ASSISTENCIA AO DOCENTE. A EDUCAÇÃO NO MARANHAO TÁ CADA VEZ PIOR E PEDE SOCORRO. POR FAVOR DIVULGUEMMM
ResponderExcluirOs professores da Unidade Integrada Carlos Macieira, no Anjo da Guarda, suspenderam as atividades na manhã de ontem em protesto à agressão de uma professora de 65 anos que trabalha na escola. A docente foi agredida na manhã do dia 10 por uma estudante de 14 anos que cursa a 7ª série do Ensino Fundamental. Primeiro, a garota teria empurrado a professora dentro da sala de aula e, depois, na secretaria da instituição, teria desferido um soco na docente. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção ao Idoso.
O Imparcial tentou conversar com a direção da escola na tarde de ontem, mas não foi atendida sob o argumento de uma reunião com os docentes. Contudo, a direção reconheceu a ocorrência do problema e disse que tomará as providências necessárias. Um professor que não quis se identificar lamentou o episódio e afirmou que existe uma insatisfação diante da falta de respeito e segurança na unidade.
O caso
O problema começou na sala de aula, no horário da disciplina de História, depois que a professora chamou a atenção da aluna. De acordo com o relato da docente, a garota ficou irritada e a empurrou. Devido ao ato, a estudante foi conduzida para a secretaria da escola e na presença do diretor agrediu mais uma vez a professora. Ela teria desferido um soco depois que a idosa falou que registraria o caso na delegacia.
O fim do conflito ocorreu com a contenção da estudante pelo diretor da instituição. Até o Grupo de Apoio Especial às Escolas (Geap) da Polícia Militar chegou a ser acionado. “Apareceu um homem que se identificou como marido da estudante e queria retirá-la imediatamente da escola. O diretor chamou o Geap e explicou que a menina só poderia sair na presença dos responsáveis ou após o terminar o horário”, contou o professor que não quis se identificar.