Editorial JP, quarta-feira, 5 de setembro
Fica cada mais evidente que a lisura das eleições no Maranhão está comprometida. Não bastassem as denúncias feitas por deputados de oposição, como Marcelo Tavares e Othelino Neto, dentre outros, sobre uma farra de convênios assinados fora do prazo permitido por lei, a base aliada se esmera em denunciar o uso da máquina do governo, por auxiliares de Roseana, em favor de seus candidatos.
Cite-se, por enquanto, os deputados Magno Bacelar e Edilazio Júnior. O primeiro acusou o governo de firmar convênios com associação de moradores em Chapadinha para não repassar recursos para a Prefeitura. O segundo acusou ninguém menos que o secretário de Fazenda do Estado, Trinchão, de beneficiar uma candidatura no município de Timon. Com direito a aparte do deputado Marcos Caldas que acusou o secretário Ildon Rocha de fazer o mesmo no município de Brejo.
Seria de se esperar que um governo que já responde a processos por abuso de poder político e econômico, relativos à eleição de 2010, se resguardasse desse tipo de denúncia. Não é o que está acontecendo. Parece que a certeza da impunidade coloca os mandatários acima das leis e até dos comentários desairosos da opinião pública.
As promessas mirabolantes, no entanto, começam a brotar com a força de um tsunami arrastando a tudo e a todos na direção do incerto e não sabido. A última propaganda do candidato do governo à Prefeitura de São Luís foi um desfiar de bilhões que já estariam contratados com o governo federal para obras na capital. Falam de tanto dinheiro que chegam a deixar constrangido o empobrecido eleitorado desta cidade. E cada obra prometida custará tantos milhões que parece ter saído dos cálculos de algum gênio da matemática que não está sendo honesto nem consigo mesmo nem com os outros.
Se esse dinheiro todo já estava aqui é o caso de se perguntar em que cofres ele estava dormindo e porque ninguém sabia da existência dele. O cheiro de empulhação é magnífico e falar de tantos bilhões para um povo que não viu o governo do Estado fazer quase nada em todos estes anos chega a ser humilhante. Não bastasse tudo isso, todos os candidatos estão usando a propaganda eleitoral gratuita e o monopólio de comunicações de Sarney para promover um verdadeiro massacre midiático contra o prefeito João Castelo.
Em meio a tantas promessas, a denúncias de convênios fraudulentos, de uso da máquina do Estado e, agora, essa fartura incontrolável de bilhões contratados com o Governo Federal para aplicação em obras na capital, o povo fica zonzo. Provavelmente estamos diante de um festival de inverdades e atos irregulares, do presente e do passado, cujo único objetivo é enganar o eleitor. Quando a própria base aliada do governo não pode mais suportar em silêncio o que está acontecendo, é sinal de que o estelionato eleitoral está ultrapassando todos os limites. E são os mesmos crimes que foram fartamente denunciados nas eleições de 2010.
cunha santos.
ResponderExcluirEles não cometem crimes, pois eles sãoo próprio crime encarnado, ospústulas da mediócridade humana na serara da polítcagem no maranhão.