JM Cunha Santos
“Temos um movimento amplo no Brasil inteiro do qual eu e Eliziane fazemos parte”, disse Marina Silva durante encontro com representantes de movimentos sociais, professores universitários, ambientalistas, promotores de justiça, empresários e outras lideranças. O que a brasileira destacada entre as 100 mulheres mais influentes do mundo e hoje assessora da ONU é que existe a tendência de que este movimento nacional se transforme em partido político; um partido cuja base seja a ética esquecida por todas as agremiações hoje em disputa pelo poder. Mas ela deu uma pista quando afirmou: a maior parte dos problemas que vivemos hoje não é por falta de técnica e sim por falta de ética.
Talvez Marina Silva não saiba, mas há muita gente no Maranhão à espera de que a realidade desse Partido se conclua para nele se filiar, inclusive militantes do PT desencantados com os rumos que o partido tomou, principalmente depois do Mensalão. Muitos militantes petistas estão sonhando com um colégio partidário nos moldes do que foi o PT antes que o PMDB o corroesse por dentro no Congresso Nacional e em outras instâncias da política.
E é preciso lembrar que os inesperados milhões de votos de Marina Silva quando candidata a presidente da República foram, em grande parte, os votos de brasileiros aficionados à ética na política e ao retorno ideológico das preocupações com o destino do planeta e das futuras gerações.
Não é difícil lembrar de um tempo em que mesmo os chefes do PFL diziam que o PT era o único partido político real existente no Brasil. O país precisa de um partido político que faça renascer todas as ideologias, que preserve as instituições públicas e reúna a juventude em torno de princípios e não de personalidades. Quem sabe possa ser o partido de Marina Silva.
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