quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O jeito Lula de corromper

Editorial JP, 19 de setembro

A República se esfalfa diante de uma política de troca de recibos apócrifos inaugurada no país e no Congresso Nacional pelo ex-presidente Lula, sob coordenação do quase presidente do Brasil, José Dirceu. Marcos Valério está com medo de morrer, de ser assassinado pela democracia insana do “toma lá dá cá”, do “é dando que se recebe”, incutida nas veias dos que herdaram o poder com a luta contra a ditadura, com o combate ao fascismo de Collor de Mello .

Alguns heróis da esquerda brasileira, homens cuja juventude permitiu lutar contra a opressão, a exceção institucional de um regime de botas e baionetas; homens que foram presos e exilados, que se tornaram clandestinos em nome da liberdade que custou o sangue de tantos brasileiros estão no banco dos réus. Sob as lentes do mundo, mitos da luta contra a ditadura militar, outrora exemplos de dignidade e coragem cívica, não sabem explicar quando, como, nem porque foram contaminados pelo mesmo bafejo de desonestidade e degeneração política que motivou a luta dos brasileiros pelo Brasil.

E sobre nós, - a geração que subterraneamente os seguiu e admirou; que quis estar com eles nas celas e na frente dos fuzis, que gritou palavras de ordem nas ruas e lhes exigiu a anistia, - o peso do antiético se torna insuportável diante de tudo que a História cospe, fulmina e escarna nos jornais e na televisão. E isto para que ídolos da resistência democrática no Brasil atendessem à natureza enferma de gente como Roberto Jefferson, Bispo Rodrigues, Marcos Valério e outros vendilhões.

Com o dinheiro do povo, pagaram o dízimo da ociosidade, o tabelamento das almas, as propinas imperiais da vergonha e da decepção. Heróis que tantas vezes imaginamos sangrando sob o terror da tortura, por quem sem crer pedimos a Deus, igualaram-se aos apátridas que, historicamente, corroeram o país. O legado de poder a eles deixado pela turba-multa que lutou pelas diretas, pelos estudantes marcados para morrer, pelos operários desaparecidos e líderes rurais dizimados acabou servindo apenas aos cartazes de “Procura-se”.

É certo que influências nefastas contribuíram para que ideais que consumiram toda uma geração se deteriorassem no fausto dos palácios até que “o jeito Lula de corromper” se consolidasse, para malogro de todas as esperanças, acima das lições dos que o ensinaram a romper com a decência pública em nome do poder. “O poder tudo pode”. Tiveram-se por intocáveis, inimputáveis e, assim, criaram a República dos Bueiros de onde escorrem as mesmas sujeiras que durante anos condenaram em praça pública. E uma sociedade ofendida, machucada e desiludida contempla-os, réus do mundo todo diante da corte suprema do país, vilões sem caráter sob custódia do Supremo Tribunal Federal.

Um comentário:

  1. cunha santos.

    Esta república sindicaklista do lulla do PeTralhas, da genulfexa UNA, com todos eles ajoelhados de dianta de SÁTRAPA, que um dia será empalhado pelo metódo TÁXIDERMIA irão sneitr vergonha de dizer que fizeram parte do fimigerado grupo de sindicaista do ABC dito trabalhadores, que agora o seu chefe maior o rei dos HONOS lullababá, se mostra verdadeira a divisão do FAT( fundo de amparo ao trabalhador) dividido entre eles os asseclas sidicalista PELÊGOS do lulla e dos estudantes que um dia diziam caras PINTADAS, hoje deveriam estar cheios devergonha da nação e de seus compatriotas, pois venderam-se por 30 dinheiro, é assim esta republiqueta sindicalista dolulla, maocomunda com o que de mais reles existena politicagem maranhense, que é o CLÃ sarnei, e seus aliados nada menos famigerados e pilantars com colllor, renan calheiros, jucá, idelí, marta suplico, e todo o sinédrio do reino deDEUS que não dorme.

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