JM
Cunha Santos
Foi
uma construção quase apostólica da social-democracia que pretendeu reconciliar
esquerda e direita no mundo, através de uma política econômica conservadora e
de uma política social progressista, certamente o maior paradoxo ideológico do
século XX. Esperava conciliar o capitalismo de livre mercado e o socialismo
democrático. Teve como principais apologistas Tony Blair e Bill Clinton.
Bem
melhor que o samba do crioulo doido, a terceira via protagonizou uma sucessão
de fracassos políticos, inclusive dos governos de seus principais entusiastas
nas então duas maiores potências econômicas do mundo. Como essa “coisa” entrou
na linguagem eleitoral do Maranhão, ninguém sabe. Sabe-se, porém, que a social
democracia sempre foi hostilizada tanto pelos partidários do capitalismo
selvagem como pelos comunistas ortodoxos, que me perdoem as redundâncias. A
terceira via foi o que o economista José Luis Fiori chamou de Geléia Ideológica,
mesmo com os umbigos conservadores de Margareth Tatcher e Ronald Reagan
servindo de raiz. Uma intragável receita que misturava bem estar social com
vale-tudo econômico, trazida ao Brasil por Fernando Henrique Cardoso quando
neo-liberal era o novo nome da direita. O PSDB, aliás, é fruto desse mingau.
No
Maranhão de 2012, a terceira via aparenta ser um tratamento meramente
eleitoral, a opção de quem não engole nem o dinismo evangélico ou comunismo
babilônico, nem o sarneisismo pré-histórico. Mas vale lembrar que o filósofo
Antonhy Giddens colocava a terceira via como alternativa entre os descaminhos
das ditaduras burocráticas que nunca chegaram ao proletariado (esquerda) e a
nova ordem mundial provocada por um processo de globalização sem planejamento
social (direita) que, aliás, afundou na miséria a maioria dos países da América
Latina. Provinciando tudo isso, a terceira via de que se fala no Maranhão não
tem, é claro, preocupações de natureza econômica, nem ideológica, mas as têm de
natureza ética. Os acordos espúrios que levaram á eleição de Edivaldo Holanda
Júnior - dizem que com a Igreja Universal do Reino de Deus, empresários de
transportes coletivos e, certamente, com figuras carimbadas no anedotário da
corrupção do país - afastaram dele e dos comunistas o voto de opinião. Com um
discurso em favor da ética e da transparência e respaldada pela moralmente irretocável
Marina da Silva, a deputada Eliziane Gama passou a representar essa terceira
via.
É
bom observar que o Mensalão está afastando o voto de opinião do PT e deve ser
Marina da Silva, em 2014, a grande beneficiária dessa que é a maior devassa
pública ocorrida na Justiça que o país já assistiu. A ética na política passou
a ser uma exigência dos brasileiros que, de fato, formam opinião. Portanto, a
terceira via, também para este Estado, não é apenas uma construção teórica. Com
suas próprias nuances e com ou sem Eliziane Gama, ela já está aqui. E dizem
alguns que para alegria do senador José Sarney.
Caro cunha santos.
ResponderExcluirEsta tal de terceira via foi uma das opções encontrdas no final século XX para que pudessemos salvar apátria da falencia ética dos pulhas políticosmundiais e com isto o Chanceler alemão com nome de WILLY BRANDT criou a internacional socialista como alternativa ao já falido sistema político surrado e desgastado no mundo, efi, o nosso saudoso e vibrador gaúcho dos PAMPAS o Leonel de Moura Brizola logo se postou ao lado do Chanceler alemão e foi muito dortudo, pois esta terceira via deu chance de uma mudança na Alemanha de provocou a criaçaõ do PV- ALEMÃO, que gerou uma nova visão política levando ao poder o Helmut Kholl, depois veio a verdadeira dama deferro a Angela Merckel que hoje tenta tirar a Europa deste pesadêlo político e econõmico pelo qualpassa a velho mundo devido a sua perdulária forma de gastar sem freio, assim é o brasil na sua crise de ética e moral, se afundando na crise financeira que nos abate com a maior das forças e o governo petista farisaíco dizia que era só umamarolinha como a marola de merdas das praias maranhenses que poluídas adoecem os incautos com crises diarréicas e levam os pobres que usam as águas das prais e da caema a crise financeira familiar que tem gastar do seu bolso para curardoenças aduiridas com o descaso dos mequetrefes governantesdeste Estado. que Deus
seja louvados e não no dimheiro, pois não sepode agradar a DEus eMAMON.