Da Agência Assembléia
Em discurso na Assembléia, o deputado Raimundo Cutrim (PSD) considerou
que o secretário de Segurança Pública, Aloísio Mendes, não preenche os
requisitos para receber a Medalha Manoel Bequimão, maior comenda do Poder
Legislativo, proposta pelo deputado Jota Pinto (sem partido). O projeto de
resolução que propôs homenagem ao secretário de segurança entrou na pauta de
votação da sessão plenária desta quarta-feira (21) e foi aprovado.
Conforme Cutrim, medalha de mérito e título de cidadão são concedidos a
pessoas que prestaram bons serviços ao Estado o que, em sua opinião, não é o
caso do secretário Aloísio Mendes. Entre os fatos citados para contestar a
concessão, o deputado lembrou que pela primeira vez em 175 anos houve greve da
Polícia Militar e dos Bombeiros, “fato inédito em todo o Brasil”.
Cutrim também acusou o secretário de envolver questões pessoais com
trabalho profissional quando, junto com outros policiais, armaram contra ele,
durante a investigação da morte do jornalista Décio Sá. Cutrim foi um dos nomes
citados pelo pistoleiro que matou o jornalista. Para o parlamentar, essa é uma
atitude deprimente, partindo de um secretário de Estado. E disse, ainda, que o
secretário Aloísio Mendes tentou envolvê-lo de qualquer forma numa questão de
grilagem. “É um terreno que eu tenho a 14 anos, que comprei, paguei e do qual
tenho todos os recibos, uma transação comercial na qual fui vítima, assim como
outras pessoas. Somente 5 anos depois, com conhecimento do dono, recebi a
escritura, nada foi invadido”, explicou Cutrim.
Raimundo Cutrim lembrou discurso de seu colega
do PT, Bira do Pindaré no qual afirmava que
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