Por
Felipe Klamt
Indiscutivelmente
que a intransigência está sempre seguida da violência quando os interesses dos
atuantes grupos que assaltam os cofres públicos sofrem com o legítimo ataque do
voto popular.
O
espelho de São Luís ainda reflete em toda a composição eleitoral no Maranhão,
nenhum ocupante do executivo municipal, excluindo os biônicos indicados pelo
Sarney no período militar, deixou de penar na arquitetada desconstrução
utilizando a imprensa do mesmo Sarney e de seus aliados.
O
comportamento do jovem prefeito Edivaldo Holanda ultrapassa a maturidade, a sua
forma de decisão está sufocando as tentativas de asfixiamento provocada pelo
grupo da governadora e da solitária atitude de um Euclides, jamais reconhecido
como competente gestor da cultura. Nada ainda teve o acentuado retorno negativo
para o novato da Pedro II.
A
população vai continuar sendo atendida, inclusive a do interior de
responsabilidade da saúde estadual e dos prefeitos de onde originam os
pacientes reféns das ambulâncias. Para o carnaval vai ter a vontade de todos
irem para as ruas com a alegria, nunca houve esta dependência de verbas para
fazer a farra de momo. Este golpe não funciona mais.
Os
confetes foram transformados em curativos da dor, mas as balas matam. A mancha
do medo tenta encampar todos que fazem a oposição, dos políticos aos
comunicadores. Existe a necessidade de proteção causada pela benevolência
traduzida na incompetência da segurança pública.
Alegar
frontalmente que as mortes e os atentados surgem de estratégias de estagnação
dos concorrentes pode parecer um absurdo, poderia ficar no colo do pontual caso
os crimes direcionados aos políticos e às lideranças não estivesse registrado
no cotidiano da imprensa. Definitivamente os membros da oposição correm risco
de vida.
O fato
acontecido com o socialista Luciano Leitoa pode nunca ser esclarecido, sempre
vai faltar algum detalhe na investigação. Em todos os registros policiais a
apuração trava na presença de um aliado. Resta começar a discutir como blindar
os que apontam somente os dedos para o desmando público.
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