segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dos confetes as balas

Por Felipe Klamt

Indiscutivelmente que a intransigência está sempre seguida da violência quando os interesses dos atuantes grupos que assaltam os cofres públicos sofrem com o legítimo ataque do voto popular.
O espelho de São Luís ainda reflete em toda a composição eleitoral no Maranhão, nenhum ocupante do executivo municipal, excluindo os biônicos indicados pelo Sarney no período militar, deixou de penar na arquitetada desconstrução utilizando a imprensa do mesmo Sarney e de seus aliados.
O comportamento do jovem prefeito Edivaldo Holanda ultrapassa a maturidade, a sua forma de decisão está sufocando as tentativas de asfixiamento provocada pelo grupo da governadora e da solitária atitude de um Euclides, jamais reconhecido como competente gestor da cultura. Nada ainda teve o acentuado retorno negativo para o novato da Pedro II.
A população vai continuar sendo atendida, inclusive a do interior de responsabilidade da saúde estadual e dos prefeitos de onde originam os pacientes reféns das ambulâncias. Para o carnaval vai ter a vontade de todos irem para as ruas com a alegria, nunca houve esta dependência de verbas para fazer a farra de momo. Este golpe não funciona mais.
Os confetes foram transformados em curativos da dor, mas as balas matam. A mancha do medo tenta encampar todos que fazem a oposição, dos políticos aos comunicadores. Existe a necessidade de proteção causada pela benevolência traduzida na incompetência da segurança pública.
Alegar frontalmente que as mortes e os atentados surgem de estratégias de estagnação dos concorrentes pode parecer um absurdo, poderia ficar no colo do pontual caso os crimes direcionados aos políticos e às lideranças não estivesse registrado no cotidiano da imprensa. Definitivamente os membros da oposição correm risco de vida.
O fato acontecido com o socialista Luciano Leitoa pode nunca ser esclarecido, sempre vai faltar algum detalhe na investigação. Em todos os registros policiais a apuração trava na presença de um aliado. Resta começar a discutir como blindar os que apontam somente os dedos para o desmando público.

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