JM
Cunha Santos
Descaradamente,desavergonhadamente,criminosamente, impunemente, impiedosamente, o governo do
Maranhão mentiu mais uma vez para os policiais militares do Estado. A exemplo
de 2011, usou para isso o senador João Alberto, desta vez na companhia de
deputados federais que também sabiam que estavam negociando uma embromação. O
governo não respeita os policiais e não tem respeito por si próprio, pois não
dá valor à palavra empenhada.
Talvez
por sua fama de Carcará, é sempre João Alberto o mediador indicado pelo governo
em face de movimentos reivindicatórios de militares. Tudo mentira. Os termos do
acordo previam anistia administrativa, reajuste salarial, proposição de lei com
novos índices para o escalonamento vertical, apresentação de projeto de lei de
anistia na Câmara Federal, regulamentação da carga horária para 40 horas
semanais.
Hoje, na Assembléia, o deputado estadual Rubens Jr. (PCdoB), usou a
tribuna para cobrar do governo o cumprimento do acordo. “Infelizmente o governo
dá sinais claríssimos que não irá cumprir o acordado. Digo especificamente em
dois pontos: Além da ausência de projeto de lei ou medida provisória que
garantiria o reajuste da categoria para o ano de 2015, há o descumprimento do
primeiro item, que é a anistia ampla, geral e irrestrita do movimento.”
O líder da oposição destacou os casos do soldado Leite e do Cabo Campos,
ambos acusados de liderar o movimento paredista e que tiveram os processos
disciplinares reabertos após o fim da greve. Uma comissão disciplinar foi
montada e deve julgar os dois casos na próxima quinta-feira (17).
O
prazo expirou. Nada foi feito. Nada será feito. Policiais estão sendo punidos.
É um governo sem palavra, um governo furioso, em fim de carreira e sem nenhum
futuro político. Acha-se no direito de enrolar a quem quiser.
Enquanto
isso, morre um preso por dia no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e 10
pessoas a cada final de semana na grande São Luís.
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